Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
Diga não à impunidade
Blog Blog   |   Fale Conosco Fale Conosco   |   Cadastro Cadastro   |   Depoimento Depoimento
 
 
 
Você está em: Inicial > sobre-o-movimento > cleyde-prado-maia-ribeiro-do-luto-a-luta.php

Cleyde Prado Maia Ribeiro - Do Luto à Luta (*27/08/1957 +05/09/2008)



Compartilhe |


Cleyde Prado Maia Ribeiro
Clique na imagem para ampliá-la.
Em 27/08/1957 vinha ao mundo Cleyde Prado Maia Ribeiro, mulher guerreira que literalmente trocou seu luto pela luta conforme nossa heroína proclamava a quem houvesse de ouvi-lá.

Com seu exemplo de cidadania e força se consolidou como ícone na luta contra impunidade em nosso país, mobilizando cada vez mais pessoas a participar do Movimento que idealizou após a morte de sua filha.

Em 29/08/2008 a mãe de Gabriela foi merecidamente homenageada na Assembléia Legislativa com a mais alta honraria do estado do Rio de Janeiro: a medalha de Tiradentes.

Em 05/09/2008 vítima de um AVC, Cleyde não resistiu e acabou falecendo.

Em 06/12/2008 foi novamente homenageada com uma estátua de uma pomba dourada esculpida em bronze pelo artista plástico Edgar Duvivier, no largo da segunda-feira na Tijuca, onde residia.

Segundo Duvivier, a pomba foi escolhida para simbolizar a luta pela paz de Cleyde.
 
A líder do movimento Gabriela Sou da Paz, Cleyde Prado Maia Ribeiro, mãe de Gabriela, de 51 anos, morreu na manhã desta sexta-feira, cerca de 12 horas depois de ter sido decretada sua morte cerebral, em conseqüência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), sofrido na quinta-feira de manhã. A informação foi dada nesta sexta-feira, por volta de meio-dia, Carlos Santiago, pai da adolescente Gabriela Prado Maia, que morreu em 2003, vítima de uma bala perdida, durante um tiroteio entre policiais e assaltantes do metrô, na estação de São Francisco Xavier. Cleyde deverá ser cremada amanhã e suas cinzas serão jogadas na Praia da Barra da Tijuca, assim como ocorreu com sua filha. Santiago informou que a família receberá as cinzas três dias após a cremação.

A perda da filha levou Cleyde a se engajar na luta contra a impunidade e a violência urbana no Rio. Ela participava diretamente da comissão formada pelo movimento Rio de Paz para diálogo permanente com a Secretaria de Segurança do estado.

Carlos Santiago informou também que, neste momento, Cleyde está sendo submetida a cirurgias para remoção de órgãos que serão doados, cumprindo o último desejo da mãe de Gabriela.

- Na morte da Gabriela, a Cleyde sofreu muito diante das dificuldades de se doar os órgãos. Então fez questão de liderar um movimento na família para assinar os documentos determinando que seus órgãos fossem doados. Estamos realizando o último desejo da Cleyde - afirmou Carlos Santiago.

Médicos do Rio Transplante, responsáveis pela operação, informaram a Santiago que até ossos de Cleyde serão aproveitados na doação.
 
Os médicos avaliaram que o coração de Cleyde está em bom estado, mas não se sabe ainda se será aproveitado por algum receptor pelo fato de a doadora ter mais de 50 anos de idade.

Escultura com Pomba da Paz em Homenagem a Cleyde



Nesta sexta-feira, o prefeito Cesar Maia informou, em seu boletim eletrônico, que vai homenagear Cleyde Prado com a instalação de uma escultura com uma pomba da paz em uma praça da Tijuca. No informativo, Cesar diz que "a bala que matou sua filha se alojou definitivamente no coração de Cleyde". Ele sugere ainda que as pessoas rezem uma Ave Maria para ela.

Fundadora do movimento "Gabriela sou da paz", Cleyde organizava uma terceira "motociata" contra a impunidade no próximo dia 21. O presidente da Federação de Motoclubes do Estado do Rio, Renato Pereira, acredita que a manifestação deve ser mantida.

Segundo seu o pai de Gabriela, Carlos Santiago, Cleyde passou mal na manhã de quinta-feira e foi levada ao hospital São Vitor, na Tijuca, onde diagnosticaram o AVC. De lá, foi transferida para a clínica Ênio Serra, em Laranjeiras, onde foi decretada sua morte cerebral ( Memória: relembre a morte da adolescente Gabriela Prado no metrô, em março de 2003 ).

Segundo Carlos Santiago, Cleyde sofria de hipertensão há anos, mas controlava o problema. Ele afirmou que ela estava muito feliz nos últimos dias, depois de receber a medalha Tiradentes, da Alerj, na última sexta-feira, e por organizar uma carreata de motociclistas, que aconteceria no próximo dia 21, entre a Zona Sul e a Rua Gabriela Prado Maia, na Tijuca. No momento, a família já prepara a doação de órgãos de Cleyde, que, desde a morte de Gabriela, passou a lutar contra a violência urbana e a impunidade, pedindo inclusive mudanças no Código Penal Brasileiro.

- Muitas pessoas estão me procurando para me pedir que não desista da luta. Não sei se vou ter força para levar o movimento à frente. Ele é maior do que eu ou do que a Cleyde, mas era ela sua principal figura. Vou precisar de um tempo agora para avaliar melhor o futuro - disse Carlos Santiago.

Fonte: Globo Digital - Plantão Rio em 05/09/2008.

Veja todos os vídeos em homenagem a Cleyde Prado Maia Ribeiro.

Links Relacionados

  • A Tarde On-line
  • Comunidade no Orkut
  • Estadão
  • Folha On-line
  • G1
  • Globo Digital
  • Informe Musical
  • Jornal do Brasil
  • O Dia
  • Paraná On-line
  • RJ TV - 2ª Edição
  • Tribuna de Betim
  •  
    Blogger   Youtube   Facebook   Twitter   RSS