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Acusados no Caso Gabriela são Condenados pela Justiça
Os cinco homens que participaram do assalto a uma estação do metrô na Tijuca, Zona Norte do Rio, em 2003, que culminou num tiroteio em que morreu a estudante Gabriela Prado Maia Ribeiro, foram condenados pela juíza Andréa Fortuna Teixeira, da 35ª Vara Criminal do Rio a penas que variam de 19 a 36 anos de reclusão.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, os cinco foram condenados pelo assalto ao metrô. A morte de Gabriela não foi julgada neste processo. A juíza cumpriu acórdão do Supremo Tribunal Federal, segundo o qual o crime da estudante não poderá ser processado e julgado nesta ação por questões jurídicas.
“A violência urbana chegou a níveis alarmantes, sendo comum o noticiário de pessoas mortas ou feridas pela ação de meliantes que transitam à vontade pelas ruas e atuam a qualquer hora do dia. O cidadão pacato e ordeiro não tem segurança para transitar pelas ruas, quer de dia ou à noite, estando inteiramente à mercê dos meliantes, que, de forma abusiva, afrontam toda a sociedade e desafiam a polícia”, afirmou a juíza.
Ainda segundo o TJ-RJ, na primeira sentença do caso, os acusados chegaram a ser condenados pela morte da jovem. As defesas recorreram e a sentença foi anulada por decisão da 5ª Câmara Criminal, que não caracterizou provas o suficiente que comprovassem que o tiro que matou a estudante partiu dos réus.
Para a mãe da estudante,
Cleyde Prado Maia Ribeiro, foi feita a justiça. Segundo ela, até hoje não se sabe de onde partiu o tiro que matou a filha, mas o fato dos envolvidos terem sido condenados pelo assalto já é um conforto. Ela acrescentou que a campanha “Gabriela Sou da Paz”, criada dias após o crime, já está dando resultados e que
a luta pela condenação dos responsáveis pela morte da filha continua.
Veja as Penas
O regime inicial para cumprimento de todas as penas será o fechado. Os réus não poderão apelar em liberdade, com exceção de Luiz Carlos Ferreira da Silva. Segundo a juíza, após obter a liberdade, ele não deixou de comparecer a nenhum ato do processo e manteve atualizado o endereço de sua residência nos autos, demonstrando que não pretende se furtar à aplicação da lei penal.
Crime Aconteceu em 2003
No dia 25 de março de 2003, por volta de 15h30, o grupo roubou R$ 619 da bilheteria da estação do metrô na Rua São Francisco Xavier, na Tijuca, além de bilhetes de viagem e vales-transporte. Luiz Carlos e Carlos Eduardo, com armas de fogo, renderam dois bilheteiros e um segurança, fazendo-os entregar todo o dinheiro. Luiz Augusto e Paulo, também com armas de fogo, permaneceram próximos às bilheterias para garantir a execução da ação.
Em seguida, o grupo se deparou com um policial civil do que se encontrava no local para comprar um bilhete. Ao perceber que o policial tinha um volume embaixo da camisa e imaginando ser uma arma, Carlos Eduardo o rendeu, aplicando-lhe uma gravata. Luiz Carlos, então, efetuou vários disparos contra ele, causando-lhe lesões corporais graves. Percebendo que ele estava no chão em razão dos ferimentos, Carlos Eduardo pegou sua arma.
Quando estava em fuga, o grupo rendeu outro policial que descia as escadas. Houve troca de tiros, que feriram o policial e mataram a estudante Gabriela, que também descia as escadas no momento. Logo após, três dos criminosos roubaram um veículo e os demais fugiram pelos trilhos do metrô.
Fonte: G1 em 13/06/2008.
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