Lavínia Rabech da Rosa, 9 anos, foi vítima de pedofilia e enforcada com o cordão de um tênis, Curitiba - PR, em 15/11/2008.
A mãe fumando crack no banheiro, o padrasto bêbado na sala e o maníaco, o andarilho, Mariano Torres Ramos Martins, 45 anos, no quarto, matando Lavínia Rabech da Rosa, de apenas 9 anos, que dormia na cama de casal com a irmã mais nova.
Esta foi a cena descrita por Mariano, quando interrogado pelo delegado Rogério Martin de Castro, do 12.º Distrito Policial (Santa Felicidade). Ele confessou ter tentado abusar da garotinha e tê-la matado enforcada com um cordão de sapato.
O delegado reuniu a imprensa para informar que o caso estava resolvido. Mas assegurou que as investigações continuam para a apuração de mais detalhes.
“As suspeitas e os depoimentos indicavam que Mariano era o culpado, mas durante as investigações, descobriu-se que a mãe era usuária de drogas e o acusado freqüentava a casa da família, diferente do que havia sido informado no primeiro momento”, explicou. Ao denunciar o assassinato da filha, Maura Bela Rosa disse que o homicida havia invadido a casa, pulando uma janela.
Em sua versão, o acusado contou que ele e Maura estavam fumando crack juntos, e o padrasto da menina, Mário Luiz de Castro, não estava na casa. “Ele disse que cada um havia consumido de quatro ou cinco pedras de crack. Como a droga havia acabado, Maura saiu para comprar mais”, disse o delegado.
Mariano revelou ainda que ouviu o padrasto das crianças chegar em casa, bêbado, e se acomodar na sala para dormir. “Ele esperou que Mário dormisse para molestar Lavínia Rabech da Rosa. Ela acordou chorando, e ele a enforcou com o cordão do tênis, para que ela não fizesse barulho”, completou o delegado.
O criminoso ainda tentou fugir, mas como viu movimento de pessoas na rua, que poderiam vê-lo deixando o local, voltou para casa e começou a beber. Depois, dormiu embaixo da cama.
Ao retornar com mais drogas, Maura se trancou no banheiro para consumi-las. Só mais tarde foi ao quarto e viu Lavínia Rabech da Rosa desacordada. Ela começou a gritar e o acusado saiu correndo.
A mulher ainda o perseguiu com uma faca na mão, mas atendendo a conselho do amásio, que tinha acordado com os gritos, parou em um telefone público e chamou a polícia. Mariano foi apanhado por vizinhos da vítima, que o espancaram até que a polícia chegasse.
Mauro está preso no Centro de Triagem de Piraquara. Era foragido da Colônia Penal Agrícola e tinha mandado de prisão expedido por porte ilegal de arma e por dois roubos.
DNA confirma que andarilho abusou sexualmente de Lavínia Rabech da Rosa ainda não se sabe se ele chegou a consumar o estupro. O laudo do exame de conjunção carnal deve ficar pronto em até 20 dias e será emitido pelo Instituto Médico-Legal.
Parentes da menina relatam que a própria Lavínia Rabech da Rosa costumava entregar comida ao andarilho, mas que ele nunca havia entrado na casa. A menina tinha marcas de estrangulamento e cortes na nuca.
O delegado Rogério de Castro indiciou o andarilho e amigo da família Mariano Torres Ramos Martins por homicídio e atentado violento ao pudor. A mãe de Lavínia Rabech da Rosa, Maura da Rosa, passa a responder por abandono de incapaz. A irmã de cinco anos de Lavínia Rabech da Rosa foi encaminhada a um abrigo, após a mãe tirar a jovem da tia que cuidava da criança.
Lavínia Rabech da Rosa é mais uma vítima da violência e criminalidade no Brasil.


O delegado Rogério de Castro indiciou o andarilho e amigo da família Mariano Torres Ramos Martins por homicídio e atentado violento ao pudor.
O principal suspeito de ter matado a menina Lavínia Rabech da Rosa, 9 anos, no bairro Atuba, em Curitiba, confessou o crime. Mariano Torres Ramos Martins, 45 anos, contou, no fim da manhã desta quarta-feira (19), que enforcou a criança com um cordão de sapato depois de molestá-la sexualmente.
Lavínia Rabech da Rosa é mais uma vítima da violência e criminalidade no Brasil.