Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Jean Charles de Menezes (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 22/07/2005

Localização: Londres - Reino Unido (Exterior)

Data de Nascimento: 07/01/1978 (27 anos)

Data de Falecimento: 22/07/2005

Sexo: Masculino Masculino
 

Jean Charles de Menezes, 27 anos, imigrante brasileiro residindo em Londres - Reino Unido, foi morto no metrô pela Scotland Yard, confundido com terrorista, Londres, em 22/07/2005

No dia anterior à execução, quatro atentados a bomba foram realizados em três lugares no metrô e num ônibus em Londres. Nem todos os perpetradores morreram no local, o que levou a polícia a fazer uma investigação em larga escala com o objetivo de caçar os fugitivos. Um indício material, encontrado em mochilas que não explodiram dos terroristas, levou os investigadores a um bloco de apartamentos de três andares em Scotia Road, Tulse Hill. Por volta das dez da manhã, agentes que observavam o local viram Jean Charles de Menezes sair do prédio de apartamentos onde morava com dois primos. Os agentes deveriam estar vigiando três homens de aparência somali ou etíope.

Jean Charles de Menezes trabalhava como eletricista. Acabara de receber uma chamada para consertar um alarme de incêndio quebrado em Kilburn. Os agentes seguiram-no por cinco minutos, até a parada de ônibus. Ele embarcou em um ônibus da linha número 2. Entre dez e quinze minutos depois, o ônibus chegou à estação de Stockwell. Jean Charles de Menezes telefonou para um colega de trabalho, Gésio de Ávila, dizendo que iria se atrasar por causa do congestionamento provocado pelos atentados do dia anterior. Fora da estação de Stockwell, a polícia alega que lhe ordenou que parasse, fato questionado pelas revelações preliminares da investigação independente.

Inicialmente, a polícia alegou também que Jean Charles de Menezes trajava um pesado blusão, o que teria deixado os policiais preocupados com a possibilidade de que ele estivesse carregando explosivos escondidos junto ao corpo. O jornal britânico The Observer, no entanto, relatou que ele estava vestindo baseball cap, blue fleece and baggy trousers (boné, um casaco e calças largas). A Reuters relatou que, segundo uma testemunha do tiroteio, Mark Whitby, Jean Charles de Menezes estaria usando um grande casaco de inverno e "parecia deslocado" ("looked out of place"). De fato, posteriormente as fotos do corpo mostraram que Jean Charles de Menezes usava calças e jaqueta de brim. Outra testemunha, Anthony Larkin, "talvez interessado em fazer piada ou ridicularizar o precipitado julgamento" contou à BBC que Jean Charles de Menezes parecia estar vestindo um "cinturão de bombas, com fios saindo ligados à uma tomada elétrica " ("bomb belt with wires coming out"). Nenhum artefato assim foi encontrado, mas sua ocupação como eletricista poderia explicar a presença dos fios nessa imagem, já que ele não carregava sua maleta de ferramentas, deixada com seu colega no fim do dia anterior. Ademais, na hora do tiroteio a temperatura em Londres era de 17 °C, o que é fresco o suficiente para alguém criado em região de clima tropical usar uma jaqueta de denim.

Foi dito também que o motivo para ele supostamente ter corrido de policiais sem uniforme, foi ter sido atacado, poucas semanas antes, por uma gangue de skinheads - criminosos arruaceiros tolerados pela policia britânica e que costumam agredir pessoas de aparência semita. A ser verdadeiro o fato, algumas pessoas conjecturaram que sair correndo teria sido uma reação instintiva de Jean Charles de Menezes, quando abordado pelo grupo de homens à paisana. Mas evidências fornecidas à Police Complaints Commission, IPCC (equivalente à corregedoria da polícia no Brasil), por policiais, testemunhas e documentos, vazaram para a ITV News e não confirmam essa reação de fuga. Diferentemente de pular a catraca e fugir da polícia, conforme relatado inicialmente, Jean Charles de Menezes foi filmado, em circuito interno de TV, entrando calmamente na estação e pegando um jornal gratuito, antes de embarcar no trem.

Nos primeiros dias, havia relatos contraditórios sobre se os agentes disfarçados se identificaram devidamente, se tentaram contê-lo no chão ou se algum aviso foi dado antes de atirarem. O Comissário da Polícia Metropolitana, Sir Ian Blair disse, durante uma coletiva de imprensa, que o aviso foi dado antes de dispararem contra ele e que uma ambulância aérea foi chamada depois. Contudo Jean Charles de Menezes foi declarado morto no local, tendo sido uma morte instântanea.

Os policiais que atiraram em Jean Charles de Menezes não foram processados. De acordo com a divisão especial de crimes do Ministério Público britânico (Crown Prosecution Service - CPS), não houve evidências de que eles não confundiram o brasileiro com um homem-bomba. Mas o promotor Stephen O'Doherty considerou haver provas suficientes para processar a Polícia Metropolitana.
 

Jean Charles de Menezes, 27 anos, imigrante brasileiro residindo em Londres - Reino Unido, foi morto no metrô pela Scotland Yard, confundido com terrorista, Londres, em 22/07/2005.

Os policiais que atiraram em Jean Charles de Menezes não foram processados. De acordo com a divisão especial de crimes do Ministério Público britânico (Crown Prosecution Service - CPS), não houve evidências de que eles não confundiram o brasileiro com um homem-bomba. Mas o promotor Stephen O'Doherty considerou haver provas suficientes para processar a Polícia Metropolitana.



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