Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Diogo José Nogueira Dias (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 26/07/2012

Localização: Rio de Janeiro (RJ)

Data de Nascimento: 28/05/1990 (22 anos)

Data de Falecimento: 26/07/2012

Sexo: Masculino Masculino
 
Por Claudia Christina Nogueira Dias, mãe de Diogo José Nogueira Dias, 22 anos, assassinado em 26/07/2012.
 
Tenho 42 anos de idade e não tenho netos. A vida do meu único filho Diogo José fora ceivada em 26 de julho (uma quinta-feira) do ano de 2012, aos 22 anos de idade. Meu filho foi atraído por sua ex namorada para um encontro na Estação de Metrô da Pavuna, onde foi reconhecido e passou a ser conduzido por dois elementos até a morte. 
 
Antes de morrer, Diogo enviou várias mensagens, nomeando seus assassinos. A mensagem enviada para meu telefone dizia que “se ele morresse a culpada seria sua ex, namorada”. As mensagens enviadas aos amigos relatava que “se algo acontecesse com ele a "fulana macábra" saberia quem foi, pois ela lhe teria entregue para o policial”. Nesta malsinada quinta-feira ele saiu e não retornou mais. Meu desespero começou naquela noite. No dia seguinte entrou a mensagem que me havia enviado. Vários amigos começaram a procurá-lo. Cheguei a ligar para sua ex-namorada, no sábado, tendo ela, a princípio, se fez de desentendida sobre o encontro e eu lhe solicitei auxílio nas buscas, o que não aconteceu de sua parte. Compareci a uma Delegacia Policial para registrar o desaparecimento e contar sobre as mensagens.
 
No domingo (28/07/2012), meu esposo endereçou-se à casa da ex-namorada de Diogo, sendo atendido pela irmã, que a princípio informou desconhecer meu filho, mas ao ser pressionada sobre sua responsabilidade, deixou escapar que ela tinha um cunhado, que não seria Diogo. Confirmou conhecer o jovem, entregando o nome e sobrenome do citado cunhado, afirmando ser ele um “MILICIANO”.
Certo é que Diogo e sua ex. namorada terminaram o namoro em junho de 2012, ou seja, um mês antes de sua morte. Meu filho adorava presenteá-la. Fez plano de saúde. Fazia planos para o casamento, mandando ela fotos de alianças via Facebook e e-mail.
 
No domingo (28/07/2012), meu esposo, após informações de terceiros, endereçou-se até outro município com a finalidade de confirmar que o jovem estaria em cárcere e muito machucado. Adentrou favelas; invadiu imóveis abandonados e nada. Junto ao meu esposo estavam três amigos e um frei vidente. Na segunda feira pela manhã eu ligo para a Central de presos aqui do Rio, Polinter, querendo ouvir que meu filho se encontrava preso/detido em alguma delegacia e, NADA. Busquei hospitais e, NADA. Ainda na primeira parte do dia minha irmã me liga da DH (Divisão de Homicídios), comunicando que meu irmão estava no IML, local que relutei tanto a comparecer, solicitando que pra lá me endereçasse para o reconhecimento do corpo de meu filho. Lá vi em fotos o que fizeram com ele. Na noite de quinta-feira (26/07/2012), ele foi torturado, sendo atingido por 4 tiros. Teve, ainda, seus lábios e narina mutilados. Suas costas estavam todas marcadas por lesões provenientes de “pauladas”. O braço foi quebrado e ombro deslocado, enquanto ele pelejava por sua vida.
 
Desde então, não me dou o direito de enlutar-me. Já chorei e já xinguei. Deixei de me alimentar normalmente. Não sei mais o que é dormir. Sou bacharel de direito, deixando de exercer minhas atividades por quase um ano. Mas, meu corpo e minha alma passaram a clamar pela real JUSTIÇA! Sim, porque tive a oportunidade de devolver na mesma moeda o que fizeram com meu jovem filho, negando de plano, diante dos meus convencimentos religiosos e, por saber “o que sente uma mãe ao ver seu filho dentro de um caixão, sobre uma pedra fria”. Mas, irei pelejar até o final da minha vida pela REAL JUSTIÇA dos homens, necessitando ver os algozes do meu jovem filho, punidos pelos atos cometidos, gerando um alento a minha mente, corpo e alma que clamam pela devida punição. Certo é que tive minha vida paralisada. Sempre fui instrumento da Justiça para outras pessoas, na função de assistente jurídica. Mas, ao sentir na alma o péssimo caminhar do caso, passei a desacreditar na justiça, clamando a Deus para o caso logo terminar, pois, se isso não ocorrer, terei de procurar ocupação diferente, talvez, quem sabe, tocar pandeiro, fazer faxina, virar artista circense, ser ambulante...
 
Certo é que a família ALIMENTOU BEM O CASO, levando a DH todas as pessoas solicitadas pela equipe. Juntou, ainda, provas que davam conta das mentiras sustentadas pela ex. namorada e “seu atual MARIDO?!?!”. Provou que além de Oficial da Polícia Militar e integrante das Forças Nacionais, ele vende produtos proibidos. Em suma, como a investigação travava atrás de provas que não eram afetas ao caso contrário, realizei junto a meu esposo uma investigação paralela, descobrindo que a ex. de Diogo mantinha um relacionamento antigo paralelo com um oficial da PMERJ; Que meu Anjo, após aprovado em concurso público, desistiu da carreira na PMERJ, na última fase (entrega de documentos), a pedido de sua ex.; que os policiais militares que encontraram o corpo de Diogo saíram do batalhão de Olaria, cerca de 8 km de distância do local do encontro do cadáver, para buscar motos apreendidas numa comunidade, às 23:30hs; Que o acionamento da CBMERJ se deu, CURIOSAMENTE, às 23:30hs; que os bombeiros chegaram ao local às 23:45hs, onde já se encontravam os mesmos policiais militares; que nas imagens do metrô existem dois homens conduzindo Diogo; que Diogo está com seu telefone nas mãos (devido a deficiência visual, Di não precisava olhar teclado para digitar mensagens, possuindo extrema habilidade). Mas, até agora ninguém foi preso.
 
O processo ainda está em fase de inquérito. Nesta “trajetória dolorível” várias vezes tive vontade de gritar na DH com as outras mães que lá estavam para visitar filhos presos: “Ei, tá chorando por que ? Teu filho daqui a pouco estará retornando para casa”. MAS O MEU NÃO RETORNARÁ AO LAR! As provas colecionadas são mais do que suficientes para prender seus algozes. Bem é isso. Poderia escrever muito mais, contar com mais riqueza de detalhes tudo que estou passando e passei nesta minha dor mas, as lágrimas já estão a rolar e o pensamento a turbilhar.
 
Por Sandra Domingues, com informações de Claudia Christina Nogueira Dias, mãe de Diogo

Por Claudia Christina Nogueira Dias, mãe de Diogo José Nogueira Dias, 22 anos, assassinado em 26/07/2012.

A vida do meu único filho Diogo José fora ceivada em 26 de julho (uma quinta-feira) do ano de 2012, aos 22 anos de idade. Meu filho foi atraído por sua ex namorada para um encontro na Estação de Metrô da Pavuna, onde foi reconhecido e passou a ser conduzido por dois elementos até a morte. 
 
Antes de morrer, Diogo enviou várias mensagens, nomeando seus assassinos. A mensagem enviada para meu telefone dizia que “se ele morresse a culpada seria sua ex, namorada”. 
 
No domingo (28/07/2012), meu esposo, após informações de terceiros, endereçou-se até outro município com a finalidade de confirmar que o jovem estaria em cárcere e muito machucado. Adentrou favelas; invadiu imóveis abandonados e nada. Junto ao meu esposo estavam três amigos e um frei vidente. Na segunda feira pela manhã eu ligo para a Central de presos aqui do Rio, Polinter, querendo ouvir que meu filho se encontrava preso/detido em alguma delegacia e, NADA. Busquei hospitais e, NADA. Ainda na primeira parte do dia minha irmã me liga da DH (Divisão de Homicídios), comunicando que meu irmão estava no IML, local que relutei tanto a comparecer, solicitando que pra lá me endereçasse para o reconhecimento do corpo de meu filho. Lá vi em fotos o que fizeram com ele. Na noite de quinta-feira (26/07/2012), ele foi torturado, sendo atingido por 4 tiros. Teve, ainda, seus lábios e narina mutilados. Suas costas estavam todas marcadas por lesões provenientes de “pauladas”. O braço foi quebrado e ombro deslocado, enquanto ele pelejava por sua vida. 
 
O processo ainda está em fase de inquérito. Nesta “trajetória dolorível” várias vezes tive vontade de gritar na DH com as outras mães que lá estavam para visitar filhos presos: “Ei, tá chorando por que ? Teu filho daqui a pouco estará retornando para casa”. MAS O MEU NÃO RETORNARÁ AO LAR! As provas colecionadas são mais do que suficientes para prender seus algozes. Bem é isso. Poderia escrever muito mais, contar com mais riqueza de detalhes tudo que estou passando e passei nesta minha dor mas, as lágrimas já estão a rolar e o pensamento a turbilhar.

Por Sandra Domingues, com informações de Claudia Christina Nogueira Dias, mãe de Diogo



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Claudia Christina Nogueira Dias em 29/06/2014 16:13
http://adeilton9599.blogspot.com.br/2014/06/comerciante-foi-morto-com-municao-que.html#comment-form


Claudia Christina Nogueira Dias em 09/05/2014 14:22
Amigos, esqueci de fornecer a data do nascimento do meu filho Diogo José Nogueira Dias que foi 28/05/1990. O dia mais feliz da minha vida! Hoje sou mãe do Anjo Diogo que me ensinou a amar, me ensinou a ser feliz, a sorrir...


Claudia Christina Nogueira Dias em 09/05/2014 14:14
Só tenho a agradecer a estas pessoas maravilhosas que estão nesta luta por mim e todos os outros que buscam a Justiça. A maioria das pessoas se distanciam talvez por não haver palavras capazes de consolar a quem sofre uma perda tão inesperada e brutal masm Deus nosso Pai nos envia estes Anjos terrenos para amenizar nossa dor e sentirmos que não podemos nos amparar e prosseguir com a luta. Obrigada amigos Carlos Santiago e Sandra Domingues por se fazerem tão fortes diante a tantas tragédias e conseguirem nos fazer sorrir e jamais desistir. Amo voces todos!

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