Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
Diga não à impunidade
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Amaro Tavares da Silva (Outro)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 25/01/2012

Localização: Rio de Janeiro (RJ)

Data de Nascimento: 11/09/1966 (45 anos)

Data de Falecimento: 27/01/2012

Sexo: Masculino Masculino
 

Desmoronamento de Prédios no Centro do Rio de Janeiro

No dia 25/01/12, às 20h33, três prédios desmoronaram, no Centro do Rio de Janeiro, ao lado do Theatro Municipal. 
Amaro Tavares da Silva era analista de sistemas e estava trabalhando, na empresa TO - Tecnologia Organizacional, no Edifício Liberdade, o mais alto deles.
Somente dois dias depois, na sexta feira, dia 27/01/12, seu corpo foi localizado, no meio dos destroços. 
Amaro sofreu esmagamento craniano, fratura da coluna cervical e torácica, esmagamento do tórax com avulsão traumática dos pulmões e coração, além de outras fraturas.
Foi sepultado no Cemitério de Inhaúma, no dia 29/01/12, um domingo chuvoso, com a bandeira do seu time de futebol preferido, o Vasco, sobre o caixão.
Segundo investigações, da Policia Civil e Federal, o motivo do desmoronamento foi uma obra irregular, uma reforma, realizada no 9º andar, do Edifício Liberdade, pela empresa TO - Tecnologia Organizacional.
Iniciada oito dias antes, do desmoronamento, esta obra seria irregular, porque não havia engenheiro ou arquiteto responsável pela obra (não existia também a ART - Anotação de Responsabilidade Técnica, um documento obrigatório, nestes casos).
Os operários foram contratados e recebiam "ordens" de uma funcionária administrativa da empresa, chamada Cristiane do Carmo Azevedo.
Cerca de um ano depois do desabamento, do Edifício Liberdade, no centro do Rio, seis pessoas foram indiciadas, pelo Ministério Público, pois o síndico do prédio, Manoel Paulo de Souza Renha, não pode ser denunciado, porque havia falecido. Elas foram acusadas, pelo Ministério Público, por desmoronamento culposo, com resultado morte - dezessete pessoas morreram e cinco ficaram desaparecidas no desmoronamento.
A juíza, Simone de Faria Ferraz, da 31ª Vara Criminal da Capital, recebeu a denúncia, no dia 30/01/13, do Ministério Público, contra Sérgio Alves de Oliveira e Cristiane do Carmo Azevedo, respectivamente sócio majoritário e administradora de obras da empresa TO - Tecnologia Organizacional, responsável pela execução das obras no Edifício Liberdade, que culminou com o desabamento de três prédios no Centro do Rio, em 25/01/12. 
Na mesma decisão, a magistrada rejeitou a denúncia em relação aos outros quatro indiciados, pelo Ministério Público: os pedreiros Gilberto Figueiredo de Castilho Neto e André Moraes da Silva, e os ajudantes de pedreiro Alexandro da Silva Fonseca Santos e Wanderley Muniz da Silva, que trabalhavam na reforma do 9º andar do Edifício Liberdade.
Ainda segundo a magistrada, Gilberto, André, Alexandro e Wanderley devem ser ouvidos na qualidade de testemunhas do juízo. 
Segundo consta nos autos, Sérgio de Oliveira teria determinado a obra sem o acompanhamento de engenheiros ou arquitetos. 
Além disso, teria utilizado na reforma do 9º andar, o projeto realizado para andar diverso no mesmo prédio. Já Cristiane Azevedo seria a responsável pela contratação dos pedreiros e ajudantes de pedreiros e pela execução da obra.
O Ministério Público recorreu, contra a decisão da juíza, pois entende que os operários também devem ser investigados.
Para o Ministério Público, não existe dúvidas, a reforma realizada no 9º andar do Edifício Liberdade foi a causa do desabamento do prédio, bem como dos dois edifícios contíguos - Treze de Maio e Colombo. 
Um saldo trágico: neste desmoronamento morreram dezesseis pessoas e cinco encontram-se desaparecidas (duas já tiveram a morte presumida).
Queremos e exigimos justiça, e que os culpados sejam responsabilizados e condenados.
Miriane Timm Maltz (viúva de Amaro Tavares da Silva). 


Não será publicado.




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