Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Andressa Victória de Sá Alves da Silva (Erro Médico)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 13/09/2011

Localização: Rio de Janeiro (RJ)

Data de Nascimento: 13/09/2011 (0 ano)

Data de Falecimento: 10/04/2012

Sexo: Feminino Feminino
 
Relatado por Isabelle de Sá, mãe da pequena Andressa Victória de Sá Alves da Silva
 
Minha filha Andressa Victória nasceu bem em 13/09/11, mas precisou ficar internada pq eu tive infecção urinária na gestação, daí no 7º dia de internação dela, quando já estava prestes a ter alta, ela teve febre e a alta foi adiada. 
 
No dia seguinte, ao chegar no hospital, me deparei com uma correria, o atendente agendando centro cirúrgico para minha princesa ...quase tive um "troço" ali, pois não sabia o que estava acontecendo ao certo, e eles não haviam me comunicado anteriormente...não me pediram autorização. Eles alegaram que ela precisava fazer uma cirurgia de Megacólon (colostomia), pois estava com muitos gases e seu intestino não tinha inervação (não funcionava). Na hora achei estranho, porque ela evacuava normalmente, mas eles diziam que era isso, ou minha filha poderia morrer. 
 
Na hora, não sabia nem o que era essa cirurgia direito, mas depois com calma pesquisei a doença e vi que hoje devido ao avanço da medicina, quase não se faz colostomia, eles colocam uma espécie de "cano" do intestino ao ânus, e depois retiram e para obter o diagnóstico da doença, são necessários exames tais como: ressonância ou tomografia com contraste e etc, na minha filha fizeram apenas um rx comum (o que dificultaria com certeza a visualização do intestino), e saiu também o resultado da biópsia da parte retirada, onde comprova que o mesmo funcionava e tinha sua inervação normal.
 
Devido a cirurgia, minha filha precisou ficar entubada e eles a cada dia aumentavam a sedação dela, alegando que ela brigava com o respirador (o que seria normal, para uma criança que respirava sozinha e normalmente até então), daí eles encontraram dificuldades na entubação, porque infelizmente minha filha já havia acostumado com o oxigênio, e demorou cerca de 1 1/2 (mês) para ela sair do TOT (devido a este tempo de sedação, ela adquiriu hipotonia, que é uma diferenciação no tônus/pele. Ao pesquisar e ler a bula do medicamento midazolan, vi que ele, se usado por tempo prolongado pode acarretar esta doença), mas graças a Deus, esta fase passou e ela chegou a ter alta hospitalar no dia 08/03/12, foi o dia mais feliz da minha vida ... 
 
Depois de tanta luta, tanto tempo dentro de um hospital, passando por tantas negligências, despreparo por parte de alguns profissionais, que eu e toda minha família não nos cansávamos de comemorar este dia, sendo que antes dela ter alta, eu parecia estar pressentindo algo, perguntei a médica: Não é necessário fazer nenhum "check-up", exames, antes de irmos embora? (visto que o último exame feito, de rotina, já tinha quase 1 mês). Eu estava achando ela um pouco pálida, mas ela disse que não, que era coisa da minha cabeça, como estava doida para ir logo para casa, não insisti... tivemos alta por volta das 16:00h. 
 
Ao chegar em casa minha filha não queria mamar direito, eu notei que ela estava com febre, fiz contato com pediatra que pediu que desse dipirona e observasse. Ela foi medicada e passou, mas no dia seguinte 09/03/12 por volta de 10:00h, fomos ao posto de saúde dar as primeiras vacinas dela. As atendentes ficaram com medo, porque ela estava com 6 meses e teria um monte de vacinas atrasadas (pois até então, não havia tomado nenhuma) e resolveram chamar uma pediatra, que veio logo, e ao olhar minha filha, não autorizou dar as vacinas, notou que minha princesa estava muito cansada, com cianose, sudorese e novamente com febre. Ela nos orientou a retornar imediatamente ao hospital, eu custei a acreditar e falei Drª ela teve alta ontem, pelo amor de Deus. Ela disse: é mãe eu entendo, mas sua filha não está nada bem, vá agora! Queria até chamar a polícia e os bombeiros para nos acompanhar. 
 
Chegando no hospital, o médico plantonista a colocou direto no oxigênio e havia suspeita a principio de pneumonia, mas que após exames (Rx) foi descartada, mas através dos exames laboratoriais foi visto que ela estava com uma infecção urinária fortíssima, ia ficar internada no 1º dia e depois iria retornar para casa e continuar o tratamento com antibióticos, só que isso não aconteceu, ela tomava o remédio injetável e a cada aplicação ela ficava roxa. Eu questionei, mas tudo era normal! Daí ela foi tendo complicações respiratórias novamente e sua alta foi anulada + uma vez, os dias foram passando...
 
Um dia ela começou com fortes dores abdominais (abdômen super distendido), só de encostar em sua barriga ela chorava (Obs: sem o som ... porque até isso lhe tiraram), mas eu a conhecia, fui logo e chamei a médica, que veio a consultou e confirmou as dores, passou medicamento que aliviou no momento... passado dia percebi que ela não tolerava mais ficar de barriga para cima, que o oxímetro (marcador da saturação e coração) despencava, ela só ficava bem de barriga para baixo (bruço). 
 
Comuniquei também aos médicos, o que para eles era normal também, diziam apenas... ua filha está só cansada da posição! Quem me dera! Minha filhota estava com insuficiência respiratória, eu pedi encarecidamente com muita dor no coração, ao médico plantonista para que a entubasse novamente (mesmo sabendo da luta enfrentada anteriormente para saída do tubo), porque ela não estava aguentando respirar. 
 
Assim foi feito na sexta-feira dia 06/04/12, ela melhorou no momento, mas depois começou com febre, evacuando preto (o que também era normal para a médica plantonista), mas que através de uma fisioterapeuta foi feito testes com água oxigenada e visto, que na realidade aquilo escuro, era sangue...minha princesa estava com hemorragia interna. Começou a sair também uma secreção amarronzada e fétida do tubo (obs: segundo informações de alguns funcionários, isto estava acontecendo com todas as crianças que estavam entubadas).
 
Estava um andaço de infecção hospitalar, e no dia 10/04/12 minha linda não resistiu e veio a falecer... Com ela, infelizmente também foram várias outras crianças (em um curto período que passei neste Hospital RRM Tijuca (antiga SEMEG), foram 28 crianças mortas...o que é um absurdo!
 
Após o óbito também fomos surpreendidos por mais um descaso, o hospital não possuía geladeira...tinha apenas um frigobar, que mal cabia uma garrafa de água, minha filha ficou por mais ou menos 8hs (até resolvermos o sepultamento), em cima de uma pedra mármore, em lugar horrível, que mais parecia um depósito de lixo. Levei o caso até a delegacia 18º D.P, onde o caso está sendo investigado...como o próprio delegado comentou, o referido hospital não apresentou alvará de funcionamento!!!
 
Eu pedi autópsia do corpo de minha pequena, mas ainda aguardo laudo do IML...por isso, ainda não fui mais a fundo no caso. Mas em breve, se Deus quiser e com ajuda de todos irei conseguir meu objetivo, que é que o mesmo feche as portas para que não aconteça o mesmo com outras crianças e seus familiares. 
 
Agradeço a atenção de todos!
 
Se você conhece alguém que já teve problemas neste hospital, junte-se a mim nesta luta.
 
Isabelle de Sá

Cadastrado por Sandra Domingues

Andressa Victória de Sá Alves da Silva, faleceu após 7 meses de vida, de acordo com a família, vítima de suposto erro médico, no Hospital RRM Tijuca (antiga SEMEG) do Rio de Janeiro.



Não será publicado.




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