Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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César Dias de Oliveira (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 01/07/2012

Localização: São Paulo (SP)

Data de Nascimento: 00/00/1992 (20 anos)

Data de Falecimento: 01/07/2012

Sexo: Masculino Masculino
 
Cesar Dias de Oliveira e Ricardo Tavares da Silva, ambos de 20 anos, foram executados na madrugada de 01/07/2012 depois de uma abordagem policial, na Zona Oeste de São Paulo.

Os rapazes foram baleados por volta das 2h30, mas o caso só foi comunicado à Polícia Civil às 9h23. As cinco testemunhas contam que cada um deles foi baleado uma única vez. Mas, ao darem entrada no Hospital, César chegou morto com cinco tiros e Ricardo tinha três balas no corpo. Ele morreu na manhã seguinte. 
Na versão dos PMs, César perdeu o controle da motocicleta durante a perseguição e caiu. A moto, que é zero-quilômetro, está apreendida no 14 DP (Pinheiros) sem dano algum.

Cinco policiais militares suspeitos de executar os dois jovens tiveram prisão temporária decretada no dia 30/07/2012. Investigação do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) aponta que eles simularam um tiroteio para disfarçar a morte dos jovens. 
 
O sargento Marcelo Oliveira de Jesus e os soldados Denis da Costa Martinez, Raphael de Arruda Bom, Gringer Ferreira Prota e Rafael Salviano Silveira trabalhavam no 14 Batalhão (Osasco) e foram capturados pela Corregedoria da Polícia Militar durante a noite. 
  
O comando da PM informou, em nota, que trabalha em conjunto com a Polícia Civil “nesse e em outros casos do gênero”.
 
“Vocês fizeram uma c... e têm de consertar”, teria dito o comandante da equipe que baleou Cesar e Ricardo. A  afirmação foi feita ao DHPP por uma testemunha protegida, que presenciou a execução dos rapazes e depôs contra os PMs.
 
Segundo o relato dessa pessoa, os rapazes estavam  em uma motocicleta na Avenida Pablo Casals, na Vila Dalva, Zona Oeste, quando foram abordados por PMs fardados em um Gol vermelho. No depoimento, consta que os policiais desceram atirando.
 
Já no boletim de ocorrência, os PMs alegam que houve perseguição e, na garupa, Ricardo teria atirado. Outras quatro testemunhas estiveram no DHPP.
 
Outro carro particular teria chegado ao local do crime com mais PMs fardados. Trinta minutos depois uma viatura teria aparecido e, de acordo com as testemunhas, houve um acordo para que a ocorrência fosse “arredondada”. 
  
César e Ricardo eram melhores amigos desde os 7 anos. Naquela noite, estavam no estúdio de tatuagem do primo de César e voltaram durante a madrugada porque Ricardo trabalharia no domingo de manhã. “Vi meu filho no IML e ele estava com os olhos arregalados. Tenho certeza de que morreu  assustado, sem entender o motivo”, diz Daniel Eustáquio de Oliveira, pai de César. Ele tatuou o rosto do filho no braço com a declaração “meu herói”.

A coragem e a persistência de um homem levaram à prisão cinco policiais militares em São Paulo. Ele investigou pessoalmente a morte do filho e de um amigo do rapaz.

O pai nunca acreditou na versão dada pela polícia para a morte do filho. Segundo policiais militares, o filho dele, César Dias de Oliveira, e um amigo, Ricardo Tavares da Silva, os dois de 20 anos, foram mortos depois de trocar tiros com PMs.
 
“Saí do hospital com meu filho morto e fui direto para a cena do crime. Mostrei para alguns policiais que estavam no local que a história não estava batendo com o que eles contaram”, disse Daniel Eustáquio de Oliveira, pai de César.
 
De acordo com os policiais, César, que estava de moto com o amigo, não cumpriu a ordem de parar. Os PMs contaram que os dois atiraram contra eles e só depois foram baleados. Daniel Eustáquio conversou com moradores do bairro e ouviu que, naquela madrugada de 1º de julho, policiais entraram em confronto com traficantes em uma favela próxima.
 
A promotoria acredita que os jovens podem ter sido confundidos com criminosos e que os policiais simularam um confronto. “Eles quiseram mascarar esse crime, ou seja, quiseram modificar os fatos, inventar situações, armas e outras condições para dizer claramente que estavam se defendendo daqueles que foram mortos, e que teriam atirado neles.”, afirma o promotor José Carlos Cosenzo.
 
O pai de César conseguiu levar testemunhas para depor no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). As investigações da Polícia Civil mostram que os jovens estavam desarmados e que eles não trocaram tiros com os PMs. Os cinco policiais militares que participaram da ação foram presos e vão responder por homicídio doloso, aquele com intenção de matar.
 
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, falou sobre o caso: “Todo caso de confronto em que haja morte quem investiga é o DHPP. Não há nenhuma hipótese de ter qualquer tipo de cobertura, de ação indevida”.
 
“Meu filho nunca foi nem nunca vai ser um bandido. No nosso coração ele é o César meninão, humilde, simples, bom, com coração de criança. Esse é o César que eu guardo no meu coração”, disse Daniel Eustaquio de Oliveira. 
 
Por Sandra Domingues com informações do Rede Bom Dia e Pragmastico

Daniel Estaquio de Oliveira, pai de César Oliveira, jamais acreditou na versão oficial divulgada pela Polícia Militar. 

Pais seguram capacetes dos filhos, Cesar Dias de Oliveira e Ricardo Tavares da Silva, ambos de 20 anos, mortos pela PM na madrugada de 1 de julho de 2012, na Zona Oeste de São Paulo.

 

 
PMs de São Paulo são acusados de executar inocentes e encobrir crime
 

Cesar Dias de Oliveira e Ricardo Tavares da Silva, ambos de 20 anos, foram executados na madrugada de 01/07/2012 depois de uma abordagem policial, na Zona Oeste de São Paulo.

Cinco policiais militares suspeitos de executar os dois jovens tiveram prisão temporária decretada no dia 30/07/2012. Investigação do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) aponta que eles simularam um tiroteio para disfarçar a morte dos jovens. 
 
O sargento Marcelo Oliveira de Jesus e os soldados Denis da Costa Martinez, Raphael de Arruda Bom, Gringer Ferreira Prota e Rafael Salviano Silveira trabalhavam no 14 Batalhão (Osasco) e foram capturados pela Corregedoria da Polícia Militar durante a noite. 
 
De acordo com os policiais, César, que estava de moto com o amigo, não cumpriu a ordem de parar. Os PMs contaram que os dois atiraram contra eles e só depois foram baleados. Daniel Eustáquio conversou com moradores do bairro e ouviu que, naquela madrugada de 1º de julho, policiais entraram em confronto com traficantes em uma favela próxima.
 
A promotoria acredita que os jovens podem ter sido confundidos com criminosos e que os policiais simularam um confronto. “Eles quiseram mascarar esse crime, ou seja, quiseram modificar os fatos, inventar situações, armas e outras condições para dizer claramente que estavam se defendendo daqueles que foram mortos, e que teriam atirado neles.”, afirma o promotor José Carlos Cosenzo.
 
O pai de César conseguiu levar testemunhas para depor no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). As investigações da Polícia Civil mostram que os jovens estavam desarmados e que eles não trocaram tiros com os PMs. Os cinco policiais militares que participaram da ação foram presos e vão responder por homicídio doloso, aquele com intenção de matar.
 
“Meu filho nunca foi nem nunca vai ser um bandido. No nosso coração ele é o César meninão, humilde, simples, bom, com coração de criança. Esse é o Césarque eu guardo no meu coração”, disse Daniel Eustaquio de Oliveira. 
 


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