Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
Diga não à impunidade
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Anna Carolina Veiga Martins (Erro Médico)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 18/09/2012

Localização: Niterói (RJ)

Data de Nascimento: 00/00/1998 (14 anos)

Data de Falecimento: 19/09/2012

Sexo: Feminino Feminino
 

A estudante Anna Carolina Veiga Martins, de 14 anos, chegou ao Hospital Icaraí, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no dia 18 de setembro de 2012, acompanhada do pai e da mãe, para fazer uma cirurgia de retirada de um cisto no ovário. Anna estava saudável e “cheia de vida”, como conta a mãe dela, a promotora de vendas Patrícia Aparecida Veiga dos Santos Martins, de 33 anos. A jovem, no entanto, morreu na manhã seguinte (19). Anna era a filha única de Patrícia e do taxista Antônio Carlos Martins, de 41 anos.

Desesperada, a mãe de Anna publicou um protesto no Facebook: “Minha filha chegou ao Hospital Icaraí viva, bem e cheia de saúde. Saiu de lá morta, direto para o IML [Instituto Médico Legal], por negligência médica. Sei que não terei meu bem mais precioso de volta, mas clamo por justiça!”
 
Até segunda-feira (24), segundo a família, o hospital ainda não havia fornecido o laudo da causa da morte de Anna Carolina. No fim da tarde, o pai da estudante foi até a delegacia para registrar um boletim de ocorrência.
“Minha filha entrou na sala de cirurgia feliz e alegre, me dando tchau”, contou Patrícia no Facebook. “Entrou para fazer uma cirurgia simples, e saiu cuspindo sangue”, complementou a mãe da menina, em entrevista ao G1.
 
O pai de Anna conta que, logo após a cirurgia, a jovem foi transferida para um quarto. “Ela disse que queria voltar para casa. Estava tudo bem: ela estava sorrindo e chegamos a tirar fotos”, conta Antônio. “O que eu quero é justiça. Só quero resolver isso. Passei o dia todo tentando conseguir um documento no hospital e nem isso consegui”, esbravejou o pai. De acordo com Patrícia, no atestado de óbito fornecido pelo Hospital Icaraí, está escrito: “Causa da Morte: aguardando informações hospitalares e exames laboratoriais.”
O G1 entrou em contato com o Hospital Icaraí na tarde desta segunda-feira. Uma atendente do setor de Internação Eletiva, que se identificou apenas como Lilian, perguntou: “É sobre a morte da loirinha?” Em seguida, disse que a responsável pelo setor não poderia atender, pois estava em uma reunião.
Mãe conta que nenhuma enfermeira chamou médicos
 
Patrícia conta que, logo antes da cirurgia, já ficou um pouco incomodada ao ser informada de que a anestesia administrada à filha seria geral, em vez de peridural ou raquidiana. “Era uma cirurgia feita por vídeo. Mas ela chegou a ser entubada”, contou a mãe. “A Anna saiu da sala de cirurgia por volta de umas 19h. Estava dizendo que a garganta estava doendo muito”, recorda a mãe. “As 20h30, o médico que a examinou perguntou: ‘Anna, você está bem?’ Ela respondeu: ‘Estou, mas a garganta dói.’ Em seguida o médico disse: ‘Amanhã de manhã venho aqui para dar alta a ela’”, complementou.
 
Mas, segundo a mãe, a filha continuou reclamando de dores da garganta. “Quando a enfermeira entrou no quarto, umas 21h, a Anna falou assim: ‘Se for para dormir, não me dá medicamento, porque eu quero ficar acordada.’ Parecia que ela já previa algo”, conta Patrícia.
 
Segundo a mãe, a enfermeira explicou que iria apenas aplicar dipirona, para aliviar as dores. “Então, fiquei despreocupada porque a Anna tomava Novalgina (que contém a substância dipirona). Quando a enfermeira injetou a dipirona, a Anna apagou. Ela desmaiou”, lembra.
Daí em diante, a mãe conta que a filha foi piorando, com a respiração cada vez mais ofegante e soltando uma espuma branca pela boca. “Teve uma hora que peguei a mão da enfermeira e botei no peito da Anna, perto do coração. Perguntei: ‘Isso é normal?’ Era um barulho estranho, como se fosse uma torneira. A enfermeira me disse: ‘Deve ser a secreção. Isso é normal, por causa da anestesia,’”, conta Patrícia, ressaltando que em nenhum momento as enfermeiras cogitaram chamar um médico. “Às 2h, a enfermeira deu outro medicamento, aplicado no soro, que eu não sei qual era”, acrescenta a mãe. Mas a menina só piorava.
 
“Quando deu 5h, pedi: ‘Chama o médico pelo amor de Deus!’”, lembra a mãe. Só neste momento ela foi atendida pela enfermeira. “Quando chegou, a própria médica falou: ‘Isso não é normal! Por que não me chamaram antes?’”, recorda Patrícia.
 
A mãe conta que chegaram a tentar reanimar a filha dela, que foi levada para uma unidade de tratamento intensivo (UTI), onde teve a segunda e fatal parada cardiorrespiratória. “Um médico que chegou depois, chorou. Depois, ele voltou para me perguntar o que aconteceu a noite toda”, conta Patrícia. "Tiraram cerca de 500 mililitros de sangue do pulmão dela. Eu só estudei até o segundo grau e nunca passei por isso. Eu não entendo. Não sei o que aconteceu”, finalizou a mãe.
 
A Polícia Civil abriu inquérito nesta terça-feira (25/08) para apurar a morte da estudante Anna Carolina Veiga Martins.
 
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) informou que “está ciente do caso e vai abrir uma sindicância para apurar os fatos”. O Conselho Regional de Enfermagem do Rio afirmou que encaminhará nesta terça uma equipe de fiscalização ao Hospital Icaraí, para apurar os motivos que podem ter levado ao óbito a adolescente. O Conselho questiona se o Hospital Icaraí trabalha com adequado dimensionamento do quadro da enfermagem e se não havia déficit destes profissionais para atender ao número de pacientes internados.
Em nota, o Hospital de Icaraí afirmou que quando Anna Carolina começou a passar mal, foi atendida por médicos da unidade. “A estudante foi imediatamente atendida por profissionais do corpo clínico do hospital, porém, infelizmente, teve uma parada cardiorespiratória. Os médicos conseguiram ressuscitar a jovem, que foi levada para o Centro de Terapia Intensiva (CTI), onde apresentou nova parada cardiorespiratória, e mais uma vez os médicos conseguiram reanimá-la.”. A nota afirma ainda que o motivo da morte ainda está sendo apurado. “Assumindo uma postura de total transparência, a própria Direção do Hospital Icaraí determinou que o corpo fosse levado para o Instituto Médico Legal (IML), para realização do exame de necropsia que irá apontar a causa da morte”, informava a nota.
 
Por Sandra Domingues, com informações do G1, Globo e Terra

A estudante Anna Carolina Veiga Martins, de 14 anos, chegou ao Hospital Icaraí, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, no dia 18 de setembro de 2012, acompanhada do pai e da mãe, para fazer uma cirurgia de retirada de um cisto no ovário. Anna estava saudável e “cheia de vida”, como conta a mãe dela, a promotora de vendas Patrícia Aparecida Veiga dos Santos Martins, de 33 anos. A jovem, no entanto, morreu na manhã seguinte (19). Anna era a filha única de Patrícia e do taxista Antônio Carlos Martins, de 41 anos.

Desesperada, a mãe de Anna publicou um protesto no Facebook: “Minha filha chegou ao Hospital Icaraí viva, bem e cheia de saúde. Saiu de lá morta, direto para o IML [Instituto Médico Legal], por negligência médica. Sei que não terei meu bem mais precioso de volta, mas clamo por justiça!” 
Até segunda-feira (24), segundo a família, o hospital ainda não havia fornecido o laudo da causa da morte de Anna Carolina. No fim da tarde, o pai da estudante foi até a delegacia para registrar um boletim de ocorrência.
“Minha filha entrou na sala de cirurgia feliz e alegre, me dando tchau”, contou Patrícia no Facebook. “Entrou para fazer uma cirurgia simples, e saiu cuspindo sangue”, complementou a mãe da menina, em entrevista ao G1.
 
A Polícia Civil abriu inquérito nesta terça-feira (25/08) para apurar a morte da estudante Anna Carolina Veiga Martins.
 
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) informou que “está ciente do caso e vai abrir uma sindicância para apurar os fatos”. O Conselho Regional de Enfermagem do Rio afirmou que encaminhará nesta terça uma equipe de fiscalização ao Hospital Icaraí, para apurar os motivos que podem ter levado ao óbito a adolescente. O Conselho questiona se o Hospital Icaraí trabalha com adequado dimensionamento do quadro da enfermagem e se não havia déficit destes profissionais para atender ao número de pacientes internados.
Em nota, o Hospital de Icaraí afirmou que quando Anna Carolina começou a passar mal, foi atendida por médicos da unidade. “A estudante foi imediatamente atendida por profissionais do corpo clínico do hospital, porém, infelizmente, teve uma parada cardiorespiratória. Os médicos conseguiram ressuscitar a jovem, que foi levada para o Centro de Terapia Intensiva (CTI), onde apresentou nova parada cardiorespiratória, e mais uma vez os médicos conseguiram reanimá-la.”. A nota afirma ainda que o motivo da morte ainda está sendo apurado. “Assumindo uma postura de total transparência, a própria Direção do Hospital Icaraí determinou que o corpo fosse levado para o Instituto Médico Legal (IML), para realização do exame de necropsia que irá apontar a causa da morte”, informava a nota.
 
Por Sandra Domingues, com informações do G1, Globo e Terra


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Lucas em 25/07/2013 22:18
Ate hoje sem punição pros responsaveis tudo abafado. Brasil um pais de merdas.

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