Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Bruna da Silva Ribeiro (Bala Perdida)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 27/07/2012

Localização: Rio de Janeiro (RJ)

Data de Nascimento: 29/08/2011 (0 ano)

Data de Falecimento: 27/07/2012

Sexo: Feminino Feminino
 

A estudante Bruna da Silva Ribeiro, 10 anos, foi atingida por uma bala perdida quando atravessava uma rua da favela da Quitanda, em Costa Barros, na zona norte do Rio de Janeiro, durante confronto entre homens do Bope (Batalhão de Operações Especiais) e traficantes. A menina foi socorrida por PMs do Bope e levada para uma UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) e, depois, para o Hospital Carlos Chagas quando chegou com parada cardíaca.

De acordo com a Polícia Militar, ainda não se sabe de onde partiu o tiro que vitimou a criança, que foi socorrida pelos próprios policiais do Bope. As armas utilizadas pelos agentes da divisão de elite da PM provavelmente serão recolhidas para perícia após a operação nas favelas de Costa Barros. 
 
A comunidade da Quitanda está situada nas proximidades do Chapadão, também em Costa Barros, suposto local para onde teriam fugido, segundo a PM, traficantes que participaram do ataque criminoso à UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Nova Brasília, no Complexo do Alemão, há quatro dias --uma soldado da PM morreu no confronto.
 
Em protesto, os moradores da Quitanda quebraram um ônibus --a avenida Martin Luther King foi fechada em razão da revolta dos moradores, que também atearam fogo em pneus.
 
Bruna da Silva Ribeiro foi enterrada no sábado (28) sob protesto de amigos e parentes. Cerca de 300 pessoas foram ao cemitério do Caju e muitos levavam cartaz protestando contra a morte, insinuando que seria responsabilidade do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais). 
 
Era possível ler cartazes com os dizeres "Queremos paz e justiça", "Bope assassino", "Mais uma vítima deles" e "Queremos viver em paz".
 
Amparada por parentes, durante o velório, a mãe de Bruna, Anailza Rodrigues da Silva, questionou as operações policiais:
 
— A operação não acaba com nada. Não acaba com droga, nem com bandido. A história é sempre a mesma: ou morre policial, bandido ou gente inocente.
Minha filha é mais uma vítima dessas ações que não servem para nada — disse. — Eu me meti no meio do tiroteio, poderia ter morrido também, mas Deus quis ela. Minha filha era uma princesa, estudava, era obediente. Espero que a gente tenha paz algum dia — completou Anailza, mãe de outros quatro filhos.
 
Mais cedo, ainda no Instituto Médico-Legal (IML), o pai de Bruna, Ademir Santos, de 36 anos, olhava no celular as fotos da filha. Ele afirmou não estar disposto a buscar culpados pelo crime. Bruna completaria, no dia 29 de agosto, 11 anos.
— Para a família, não interessa saber se o tiro foi da polícia ou dos traficantes. Que diferença vai fazer? A minha filha está morta — disse o pai.
 
 

Amparada, Anailza chora e reza com as mãos para o alto, durante o enterro da filha Bruna no Cemitério do Caju, onde houve protesto contra a PM | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia

A estudante Bruna da Silva Ribeiro, 10 anos, foi atingida por uma bala perdida quando atravessava uma rua da favela da Quitanda, em Costa Barros, na zona norte do Rio de Janeiro, durante confronto entre homens do Bope (Batalhão de Operações Especiais) e traficantes. A menina foi socorrida por PMs do Bope e levada para uma UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) e, depois, para o Hospital Carlos Chagas quando chegou com parada cardíaca.

De acordo com a Polícia Militar, ainda não se sabe de onde partiu o tiro que vitimou a criança, que foi socorrida pelos próprios policiais do Bope. As armas utilizadas pelos agentes da divisão de elite da PM provavelmente serão recolhidas para perícia após a operação nas favelas de Costa Barros. 


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Nique em 23/10/2012 12:13
Ela era minha prima , eu a amava muito , meu irmão que tem a mesma idade que ela ficou arrasado, até quando isso vai continuar? É muito ruim quando acontece com a gente , é uma dor muito grande , toda vez que olho as fotos dela eu choro , a lágrima escorre , mas eu sei que ela morreu com Jesus e um dia vou vê-la quando ele voltar ...

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