Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Ricardo Prudente de Aquino (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 18/07/2012

Localização: São Paulo (SP)

Data de Nascimento: 00/00/1973 (39 anos)

Data de Falecimento: 18/07/2012

Sexo: Masculino Masculino
 

O publicitário Ricardo Prudente de Aquino, de 39 anos, na madrugada de 18 de julho de 2012, voltava da casa de um amigo quando passou por uma viatura da PM, em um bairro nobre de São Paulo. Segundo a polícia, não obedeceu ao comando de parar e, por isso, foi seguido.

De acordo com o delegado Dejair Rodrigues, do 14º DP, os três policiais – os soldados Luis Gustavo Teixeira Garcia, de 27 anos, e Adriano Costa da Silva, de 26, e o cabo Robson Tadeu Nascimento Paulino, de 30, todos do 23º Batalhão de Polícia Militar – atiraram. Foram feitos sete disparos, todos a curta distância. Quatro atingiram o para-brisa do veículo (um Ford Fiesta), um a lateral do carro e dois a cabeça do publicitário. 

Os PMs alegaram ter atirado porque pensaram que o celular de Ricardo fosse uma arma.  Cinco tiros foram disparados contra o vidro da frente do Fiesta. Outros dois, fatais, entraram pela lateral do carro. Ricardo foi atingido dentro do veículo e levado para o Hospital das Clínicas onde morreu. No Fiesta, os policiais disseram ter encontrado 50 gramas de maconha.

A mulher de Ricardo, a publicitária Lélia Pace Prudente de Aquino, de 35 anos, afirmou que recebeu um torpedo do amigo do marido dizendo que ele havia saído de sua casa. O celular do publicitário estava sem bateria.
Ricardo chegou a ser socorrido e levado para o Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos. O caso foi registrado no 14º DP (Pinheiros), como homicídio doloso – com intenção de matar. Os policiais foram presos em flagrante e levados para o Presídio da Polícia Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.
 
De acordo com os policiais envolvidos no episódio, Ricardo portava 50 gramas de maconha, mas não foram encontradas armas. No comunicado, a Polícia Militar informou que "lamenta a ocorrência" e que apura se, de fato, os policiais confundiram o celular do publicitário com uma arma. A corporação afirma que "há indícios de falhas de procedimento inaceitáveis" e conclui o comunicado se desculpando pelo ocorrido. "A Polícia Militar pede desculpas à família, à sociedade e esclarece que, após as apurações, os envolvidos pagarão pelos seus erros na medida de suas atitudes".
 
Em entrevista ao jornal SPTV, da Rede Globo, Lélia Pace Aquino, de 35 anos, casada com Ricardo há 9, disse não acreditar na versão dos policias que afirmam ter havido uma perseguição policial. Ela recebeu a notícia da morte do marido às 3h desta quinta-feira. “Não acredito que tenha havido perseguição. Como uma pessoa é perseguida e estaciona? O carro está perfeitamente estacionado na rua”, observou Lélia.
 
“Houve uma falha operacional e, por isso, os policiais foram autuados em flagrante por homicídio doloso", afirmou Dejair Rodrigues. "A vítima não esboçou resistência e os disparos foram realizados numa curta distância".
 
Manifestação Pacífica
 
A família e amigos do publicitário Ricardo Prudente de Aquino realizou no domingo, 29/07, às 10hs uma caminhada pacífica por um país mais seguro, que aconteceu no Parque do Ibirapuera, em frente a Oca, portões 1 e 2 . Os ativistas compareçam vestidos com uma camiseta branca e uma fita azul e branca no braço esquerdo.
 
Os policiais militares suspeitos de matar o publicitário Renato Aquino receberam liberdade, na noite de sexta-feira (27/07) do Presídio Romão Gomes, onde estavam detidos. O advogado Márcio Gomes Modesto, que defende os militares, informou que conseguiu o alvará de soltura junto ao 5º Tribunal do Júri, no Fórum da Barra Funda.
 
Na noite de 26/07, os PMs já haviam ganhado liberdade provisória. A decisão foi do desembargador Willian Campos, da 4ª Câmara de Direito Criminal. Entretanto, o fato de os agentes responderem a um processo no Tribunal de Justiça Militar fez com que eles continuassem detidos. 
 
Denúncia 
 
O MP (Ministério Público) revelou que vai denunciar por homicídio doloso qualificado (quando há intenção de matar) e fraude processual os três policiais militares. 
 
O inquérito sobre a morte de Ricardo Prudente de Aquino foi relatado, na quinta-feira (26/07), pela Polícia Civil. De acordo com o MP, há imagens queflagram os agentes mexendo na cena do fato.
 
Os militares alegam que só abriram fogo contra a vítima após uma perseguição porque confundiram um celular com uma arma. Eles também dizem ter apreendido uma quantidade de maconha no veículo, afirmação desmentida pela família da vítima. 
 
Reconstituição
 
Também na noite de quinta-feira (26/07) foi realizada a reconstituição do crime. Os policiais participaram da ação, que aconteceu em horário parecido com o do crime, há uma semana.
 

Lélia Pace Aquino, de 35 anos, casada com Ricardo há 9 

O publicitário Ricardo Prudente de Aquino, de 39 anos, na madrugada de 18 de julho de 2012, voltava da casa de um amigo quando passou por uma viatura da PM, em um bairro nobre de São Paulo. Segundo a polícia, não obedeceu ao comando de parar e, por isso, foi seguido.

Segundo o delegado Dejair Rodrigues, do 14º DP, os três policiais – os soldados Luis Gustavo Teixeira Garcia, de 27 anos, e Adriano Costa da Silva, de 26, e o cabo Robson Tadeu Nascimento Paulino, de 30, todos do 23º Batalhão de Polícia Militar – atiraram. Foram feitos sete disparos, todos a curta distância. Quatro atingiram o para-brisa do veículo (um Ford Fiesta), um a lateral do carro e dois a cabeça do publicitário. 

Ricardo chegou a ser socorrido e levado para o Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos. O caso foi registrado no 14º DP (Pinheiros), como homicídio doloso – com intenção de matar. Os policiais foram presos em flagrante e levados para o Presídio da Polícia Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.
 
Os policiais militares suspeitos de matar o publicitário Renato Aquino receberam liberdade, na noite de sexta-feira (27/07) do Presídio Romão Gomes, onde estavam detidos. O advogado Márcio Gomes Modesto, que defende os militares, informou que conseguiu o alvará de soltura junto ao 5º Tribunal do Júri, no Fórum da Barra Funda.
 
Na noite de 26/07, os PMs já haviam ganhado liberdade provisória. A decisão foi do desembargador Willian Campos, da 4ª Câmara de Direito Criminal. Entretanto, o fato de os agentes responderem a um processo no Tribunal de Justiça Militar fez com que eles continuassem detidos. 
 
Denúncia 
 
O MP (Ministério Público) revelou que vai denunciar por homicídio doloso qualificado (quando há intenção de matar) e fraude processual os três policiais militares. 
 
O inquérito sobre a morte de Ricardo Prudente de Aquino foi relatado, na quinta-feira (26/07), pela Polícia Civil. De acordo com o MP, há imagens queflagram os agentes mexendo na cena do fato.
 
Os militares alegam que só abriram fogo contra a vítima após uma perseguição porque confundiram um celular com uma arma. Eles também dizem ter apreendido uma quantidade de maconha no veículo, afirmação desmentida pela família da vítima. 


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