Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Henrique Barbosa da Silva (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 18/03/2012

Localização: São Paulo (SP)

Data de Nascimento: 00/00/1994 (18 anos)

Data de Falecimento: 18/03/2012

Sexo: Masculino Masculino
 

Henrique Barbosa da Silva, 18 anos, foi executado por 2 PMs, no dia 18 de março de 2012, no bairro Cantinho do Céu, Zona Sul de São Paulo.

Por Thaís Nunes - Diário de São Paulo

Dois tiros na cabeça interromperam os sonhos do estudante Henrique Barbosa da Silva, 18 anos. O jovem foi executado pelos cabos da Polícia Militar Luiz Vianna Labella, 47 anos, e Cássio Andrade Bigas, de 35. Segundo o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), os PMs tentaram simular uma resistência para ocultar o assassinato do rapaz e foram presos em flagrante por homicídio qualificado.
 
Na madrugada do último dia 18, às 2h, o supermercado Ki Preço Baixo, no bairro Cantinho do Céu, Zona Sul, foi invadido por criminosos. O caixa foi arrombado e diversos produtos alimentícios, em especial bebidas alcóolicas,  levados. Uma das sócias do estabelecimento é mulher do cabo Labella. 
 
Também às 2h, Henrique voltava do trabalho. Há quatro meses, tinha sido contratado pelo Mc Donald´s do Shopping Interlagos e ficava na lanchonete até o término do expediente. Com o salário de R$ 700, ajudava os pais a sustentar os três irmãos mais novos. E estava feliz com sua última aquisição – um celular de R$ 230.
 
Quando chegou ao bairro, o estudante ligou para a mãe e avisou que passaria no aniversário de uma amiga. A festa já estava no fim, mas os adolescentes souberam do crime no supermercado e decidiram adiar o retorno para casa. “Esperamos a poeira baixar porque íamos voltar a pé. Pensamos em desviar o caminho, mas optamos pelo trajeto de sempre. O Henrique até comentou que não devíamos nada e, por isso, não tínhamos com o que nos preocupar”, conta uma das testemunhas.
 
Às 4h, a turma de Henrique passou em frente ao Ki Preço. De acordo com a polícia, um deles pegou uma lata de energético no chão, deixada pelos criminosos durante a fuga. Foi nesse momento que os PMs Labella e Bigas começaram a atirar. O primeiro tiro atingiu Henrique na nuca. O segundo, disparado a queima-roupa, acertou sua testa. Os outros seis rapazes, de 14 a 18 anos, chegaram a ser perseguidos pelos policiais, mas conseguiram fugir e pediram socorro. A identidade deles é preservada por questões de segurança.
 
Henrique foi socorrido na caçamba da caminhonete de um dos PMs, mas chegou morto ao Hospital Grajaú.
 
No plantão do 85º DP (Jardim Mirna), Labella e Bigas disseram que Henrique atirou contra eles. Apresentaram, inclusive, um revólver calibre 38 com a numeração raspada. O caso chegou a ser noticiado pela imprensa como uma resistência seguida de morte e o estudante foi chamado de assaltante.
 
Chamou atenção do DHPP o fato de terem sido encontradas apenas cápsulas de calibre 380 e .40, compatíveis com as armas dos PMs. A versão deles tornou-se ainda mais fantasiosa quando o depoimento de sete testemunhas foi colhido. Todos disseram que Henrique foi baleado pelas costas quando passava pelo lugar. Um dos interrogados é um porteiro de 58 anos, que estava no ponto de ônibus quando tudo aconteceu e foi baleado no pé. Para a investigação, o revólver supostamente encontrado com Henrique foi implantado no local para modificar a cena do crime. 
 
Enquanto a ocorrência era registrada, Labella conseguiu fugir e foi recapturado no Grajaú, Zona Sul. O PM foi levado novamente para o prédio do DHPP, de onde ele e o cabo Bigas  seguiram para o Presídio Romão Gomes. “Executaram o meu filho e ainda o chamaram de bandido. Mas até o celular novo dele roubaram. Os bandidos nessa história usam farda”, desafa Gisélia Barbosa Lima.
 
Policiais militares presos alegam legítima defesa
 
Celso Machado Vendramini, advogado dos cabos Luiz Vianna Labella e Cássio Andrade Bigas, afirma que seus clientes são inocentes. “Eles agiram em legítima defesa”, afirma.
 
Na versão dos PMs, pelo menos  20 pessoas tentaram fazer um arrastão no mercado após o arrombamento. Várias delas, inclusive Henrique, estariam armadas. Celso não explica porque os tiros foram disparados na cabeça do estudante, um deles a poucos centímetros de distância. “Só posso comentar quando os laudos estiverem prontos”, diz. O advogado desconsidera ainda os sete depoimentos que confirmam a execução de Henrique.
 
 “Também há testemunhas que defendem os PMs”, rebate. Ontem, Celso entrou com pedido de habeas corpus para os presos no Tribunal de Justiça de São Paulo.
 
O Comando da Polícia Militar afirmou não ter detalhes do caso, mas admitiu que os fatos indicam que os PMs agiram fora dos ditames da lei e a prisão deles já é uma resposta à sociedade.

Henrique Barbosa da Silva, 18 anos, foi executado por 2 PMs, no dia 18 de março de 2012, no bairro Cantinho do Céu, Zona Sul de São Paulo.

Por Thaís Nunes - Diário de São Paulo

Dois tiros na cabeça interromperam os sonhos do estudante Henrique Barbosa da Silva, 18 anos. O jovem foi executado pelos cabos da Polícia Militar Luiz Vianna Labella, 47 anos, e Cássio Andrade Bigas, de 35. Segundo o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), os PMs tentaram simular uma resistência para ocultar o assassinato do rapaz e foram presos em flagrante por homicídio qualificado.

O Comando da Polícia Militar afirmou não ter detalhes do caso, mas admitiu que os fatos indicam que os PMs agiram fora dos ditames da lei e a prisão deles já é uma resposta à sociedade. 



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