Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Gualter Damasceno Rocha (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 01/01/2012

Localização: Rio de Janeiro (RJ)

Data de Nascimento: 00/00/1990 (22 anos)

Data de Falecimento: 01/01/2012

Sexo: Masculino Masculino
 

O dançarino Gualter Damasceno Rocha, o Gambá, de 22 anos, mais conhecido como o Rei dos Passinhos, foi assassinado na madrugada de 1º de janeiro de 2012, no Rio de Janeiro. Ele foi enterrado como indigente, depois de passar quase uma semana desaparecido, mas foi exumado após uma ordem judicial.  

“Quando fui ao IML (Instituto Médico Legal), descobri que enterraram meu irmão como indigente, na sexta-feira (6). E não informaram qual foi o cemitério”, contou o irmão de Gualter, que fez o reconhecimento por fotografia.

“Na foto, o Gualter estava com hematomas no rosto. E vi uma marca de tiro na testa dele”, afirmou ele.

Gualter sumiu após a noite de réveillon, em 1º de janeiro, quando foi visto pela última vez num baile funk na Favela da Mandela, em Manguinhos, no subúrbio do Rio de Janeiro. Segundo o irmão de Gualter, com o sucesso como dançarino de “passinho”, o jovem teve reconhecimento nos bailes, e não tinha nenhum desafeto. “O Gualter sempre foi de frequentar bailes, ficar até as 9h e vir pra casa. Nunca teve problemas, nunca brigou. Depois que apareceu na mídia, ficou conhecido. Ele era querido”, concluiu o irmão.

O corpo do dançarino Gualter Damasceno Rocha foi enterrado na tarde de quinta-feira (12/01), no cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Muito emocionados, parentes e amigos se despediram do jovem, que chegou a ser enterrado como indigente. "Hoje é o dia mais triste da minha vida. Foi horrível ver meu filho sendo exumado, agora ele vai ter um enterro digno", disse Edith Damasceno, mãe de Gualter, que estava com um terço enrolado na mão.

A Divisão de Homicídios (DH) ouviu funcionários de um posto de combustível localizado em Bonsucesso, Zona Norte do Rio, que supostamente estariam envolvidos na morte do dançarino Gualter Damasceno Rocha. A DH solicitou urgência ao Instituto Médico Legal (IML) na liberação de exames toxicológicos, para saber se havia resquícios de drogas no sangue da vítima.

As investigações da DH se baseavam em denúncias de que Gualter - enterrado como indigente, no Cemitério de Santa Cruz, na Zona Oeste - teria se envolvido numa confusão na loja de conveniência do posto, que fica próximo à Rua Pesqueira, onde seu corpo foi encontrado, na manhã do dia 1º. Testemunhas teriam visto Gualter pela última vez no início daquela manhã, quando, durante um desentendimento, o dançarino teria chegado a apertar o braço de uma funcionária da loja - já identificada pela polícia. Os investigadores solicitaram imagens de câmeras de vigilância do posto e de outros quatro locais da Rua Pesqueira. Seguranças que prestariam serviço ao posto também serão ouvidos.
 
Reconhecido pelo irmão, Johne Pitter Rocha, 25, Gualter, que apresentava hematomas na cabeça e escoriações no rosto, no peito e na região lombar, também fazia biscates como gesseiro e ficou famoso depois de dançar em programas de TV. "Ainda estamos estudando que tipos de ações judiciais vamos ajuizar e contra quem", afirmou Johne, criticando o fato de o corpo ter sido enterrado como indigente cinco dias após ser encontrado.
 
Em 10/01, o Disque-Denúncia (2253-1177) divulgou um cartaz convocando a população a denunciar os assassinos do Rei do Passinho.
 
Ligações do Disque-Denúncia levaram a polícia até os dois suspeitos de matar o dançarino Gualter Damasceno Rocha. Segundo informações da própria polícia, o Disque-Denúncia recebeu diversas ligações sobre os assassinos, mas apenas três foram decisivas para a captura dos criminosos.
Os dois homens foram presos no início da manhã de sexta-feira (10/01), na mesma rua em que o corpo de Gambá foi encontrado, em Bonsucesso. José Antônio ferreira Dias, de 57 anos, morador da via, e o vigia Carlos Emílio Cerqueira, de 45, tiveram a prisão temporária por 30 dias decretada pela Justiça.
As imagens dos criminosos foram divulgadas pela Polícia Civil no fim da tarde de sexta-feira. 
 
Segundo o delegado, momentos antes da reconstituição que aconteceu em 16 de fevereiro de 2012, os advogados dos dois suspeitos pediram que eles prestassem um novo depoimento.
“Antes de nós chegarmos aqui, fomos surpreendidos pelos advogados, que pediram para que seus clientes falassem agora a verdade sobre os fatos. Até então tudo o que eles falaram era tudo mentira. Eles combinaram os depoimentos e agora na iminência da simulação eles confessaram que participaram. Na visão da policia, houve um excesso e um excesso doloso, que acabou causando a morte”, disse o delegado.
 
“A Polícia Civil sabia que ele tinha entrado correndo, vivo, e saiu morto e carregado. Hoje nós pudemos esclarecer o que efetivamente aconteceu lá dentro”, afirmou Barbosa, sem dizer quem efetivamente asfixiou o dançarino.
 
O delegado entretanto afirmou que aguardaria o laudo para dizer o que cada um dos presos fez. A polícia esperava concluir o inquérito em 20 dias. De acordo com Rivaldo Barbosa, os dois foram indiciados por homicídio doloso qualificado por asfixia. A pena vai de 20 a 30 anos.
 
"A simulação teve por objetivo esclarecer a dinâmica do evento, a participação de todas as pessoas que estavam no local do crime e a individualização da conduta de cada autor na cena do crime", afirmou o delegado Rivaldo Barbosa, confirmando que o crime foi homicício doloso por asfixia.
 
A reconstituição feita por policiais da DH, chefiados pelo delegado Rivaldo Barbosa, começou pouco depois de 12h, na Avenida Leopoldo Bulhoes, em Bonsucesso, no subúrbio, sob a Linha Amarela. Um homem fez o papel do dançarino e correu pela a avenida até entrar na Rua Pesqueira, a cerca de cem metros, fazendo o percurso mostrado nas imagens das câmeras de segurança da rua.
Após mais de cinco horas de trabalho de reconstituição do crime que matou o 'Rei do Passinho', o delegado titular da Divisão de Homicídios (DH), Rivaldo Barbosa, disse que os dois suspeitos presos mudaram o depoimento na quinta-feira (16/01) e assumiram a participação no crime. Para a polícia não há mais dúvidas de que eles foram os responsáveis pela morte do dançarino Gualter Damasceno Rocha, conhecido como Gambá.
 
"No primeiro momento, eles entenderam que a pessoa estivesse entrando ali para invadir a casa de alguém, e lá dentro eles se excederam e acabaram matando o Gambá, o Passinho. Essas pessoas não conheciam o Passinho, não tinham nenhuma vinvulação com ele", afirmou o delegado após a reconstituição. Segundo a polícia, os dois suspeitos presos teriam espancado e asfixiado Gualter.
 
Imagens inéditas exibidas no domingo(12) pelo Fantástico mostram os últimos minutos de vida de Gualter. As câmeras de vigilância de duas empresas mostram o dançarino tentando subir num ônibus em movimento. Ele cai, se levanta rápido e sai cambaleando, entrando na rua lateral. Gambá tenta se esconder, sempre conferindo se há alguém atrás dele. O dançarino bate em todas as portas. Segundo testemunhas, grita por socorro, mas nenhuma porta se abre. As câmeras continuam gravando, mas não registram ninguém na perseguição.
Gualter encontra um portão aberto, onde vive um casal e uma filha adulta. O marido, que tem uma doença crônica, estava sentando na entrada quando Gualter entrou correndo pelo portão. As mulheres dizem que levaram o doente para dentro, trancaram a portão e nada mais viram.
Segundo a polícia, três testemunhas viram um vizinho da família e um supervisor de segurança arrastarem o corpo de Gambá para fora da casa. Um terceiro homem, ainda não identificado, teria ajudado a tirar o corpo do local. Ele seria um curioso que parou para observar Gualter desde o início da rua, correu para se juntar à confusão e foi filmado de novo indo embora quando a polícia chegava.
 
Em 09 de março de 2012, o juiz Jorge Luiz Le Cocq D’Oliveira, da 2ª Vara Criminal da Capital, decretou a prisão preventiva e recebeu a denúncia contra Paulo César Pereira da Silva, José Antônio Ferreira Dias e Carlos Emílio Siqueira. Os três são acusados de matar o dançarino Gualter Damasceno Rocha.
De acordo com o magistrado, a participação dos acusados no crime foi confirmada por testemunhas e, além disso, eles mesmos confessaram o crime:
 
- O crime foi praticado com extrema violência e crueldade, sofrendo a vítima asfixia mecânica, o que afronta a ordem pública e exige pronta resposta estatal.
Segundo consta na ação, o juiz, ao decretar a prisão preventiva, levou em consideração o fato de as testemunhas serem pessoas conhecidas e residentes da mesma localidade onde ocorreu o crime, o que poderia ocasionar a intimidação delas caso os réus não fossem mantidos presos.
 
As informações são da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça

O dançarino Gualter Damasceno Rocha, o Gambá, de 22 anos, mais conhecido como o Rei dos Passinhos, foi assassinado na madrugada de 1º de janeiro de 2012, no Rio de Janeiro. Ele foi enterrado como indigente, depois de passar quase uma semana desaparecido, mas foi exumado após uma ordem judicial.  

Em 09 de março de 2012, o juiz Jorge Luiz Le Cocq D’Oliveira, da 2ª Vara Criminal da Capital, decretou a prisão preventiva e recebeu a denúncia contra Paulo César Pereira da Silva, José Antônio Ferreira Dias e Carlos Emílio Siqueira. Os três são acusados de matar o dançarino Gualter Damasceno Rocha.

De acordo com o magistrado, a participação dos acusados no crime foi confirmada por testemunhas e, além disso, eles mesmos confessaram o crime:
 
- O crime foi praticado com extrema violência e crueldade, sofrendo a vítima asfixia mecânica, o que afronta a ordem pública e exige pronta resposta estatal.
Segundo consta na ação, o juiz, ao decretar a prisão preventiva, levou em consideração o fato de as testemunhas serem pessoas conhecidas e residentes da mesma localidade onde ocorreu o crime, o que poderia ocasionar a intimidação delas caso os réus não fossem mantidos presos.
 
As informações são da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça


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