Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Erica Almeida Marques (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 29/12/2007

Localização: Niterói (RJ)

Data de Nascimento: 06/12/1973 (34 anos)

Data de Falecimento: 29/12/2007

Sexo: Feminino Feminino
 

Segundo o relato da irmã, Claudia de Almeida Marques, Erica Almeida Marques, 34 anos, estava separada há 8 meses do ex marido Major da Polícia Militar.

“ Acompanhei Erica a casa do ex , para buscar seu filho para passar o réveillon, fiquei no carro aguardando minha irmã, eu não sabia que ela estava indo de encontro à morte , 10 minutos se passaram e escutei vários tiros, corri ao local e vi Erica caída no chão com 15 tiros, entre eles 8 no rosto, minha irmã era jovem, alegre, gerente de banco, estava em sua melhor fase, tanto profissional como pessoal, mas infelizmente, foi interrompida, por um homem que dizia amá-la”.

Erica de Almeida Marques não teve a chance de criar seus filhos, 2 anos a espera de justiça, nunca mais vi meu sobrinho, pois o juíz deu aguarda para a família do assassino, minha família ficou sem Erica e sem seu filho também.

Do ocorrido:

Erica Almeida Marques, 34 anos, foi assassinada com 11 tiros pelo ex-marido, o major da PM Breno Perroni Eleutério, em Niterói- RJ.

O major confessou o crime e alegou ter atirado na ex-mulher porque ela ameaçara matá-lo.

Eleutério já vinha sendo investigado pela Corregedoria da PM por agressões a Erica. Um grupo grande de parentes e amigos acompanhou o enterro, no cemitério de Maruí. O advogado da família, Josenildo Santos, disse que os parentes vão lutar para que se faça justiça.

"Vamos buscar ações indenizatórias. Ele tem que ficar preso e perder a farda. Por ter uma patente e um porte de arma não pode matar uma pessoa assim", disse. "As ameaças eram todas no sentido de ela voltar para ele. Ele vivia brigando por isso, tinha ciúmes dela e usava o filho para tentar convencê-la a reatar", detalhou o delegado Reginaldo Guilherme, da 78ª DP (Fonseca), em Niterói, que acredita que, por ter confessado e premeditado o crime, ele seja condenado à pena máxima de 30 anos de prisão.

Desde a separação, o major insistia numa reconciliação e fazia constantes ameaças à Érica e a sua família. Numa tentativa de se defender, ela chegou a registrar pelo menos uma delas na Justiça Militar.

Pais de um bebê, Erica e Eleutério - que tem 37 anos e está há cerca de 20 na Polícia Militar - estavam separados havia um ano. Ela foi até a casa do ex-marido, no sábado, buscar a criança, para que passassem juntos o réveillon.

Cláudia Marques, irmã da bancária Erica Almeida Marques chora sobre seu corpo; enterro foi marcado por revolta de familiares

Quando Erica chegou, o ex-marido sacou sua pistola e disparou contra seu rosto. O filho mais velho da bancária, de dez anos, assistiu a tudo de dentro do carro da mãe. Depois de cometer o crime, o PM ligou para a polícia e se entregou. Ele está preso no Batalhão Especial Prisional. A família de Erica contou que eles ficaram casados três anos e que o major não se conformava com a separação. Eleutério fazia ameaças constantes e chegou a obrigar a ex-mulher a assinar documentos abrindo mão da guarda do filho dos dois em seu favor.

Na hora do enterro, ninguém sabia do paradeiro da criança. "O crime foi claramente premeditado. Ele tirou o bebê de casa com a empregada para matar a Erica e depois chamou a polícia para desfazer o flagrante", disse o advogado Josenildo Santos.

"Ele planejou tudo nos mínimos detalhes. Estava com a criança e a levou para casa de parentes para estar sozinho quando a ex-mulher chegasse. Ele se manteve frio durante o depoimento e não pareceu arrependido", contou o delegado.

Segundo testemunhas, ao perceber que Breno estava armado, Érica ainda tentou correr, mas foi atingida nas costas. Caída na calçada, ela teria implorado para não ser morta, mas o ex-marido efetuou outros oito disparos em seu rosto. Após cometer o crime, ele ainda acendeu um cigarro e entrou tranquilamente em casa, onde vestiu sua farda. Em menos de 10 minutos, uma viatura da PM apareceu no local do crime para conduzi-lo à 78ª DP (Fonseca). Ao recebê-lo, os colegas de farda ainda prestaram continência ao major. 

“Fiquei indignada quando vi aquela cena. Minha irmã morta daquela forma bárbara e eles ainda preocupados com o ritual”, criticou. 
 
Na delegacia, Breno alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que Érica o teria ameaçado de morte para ficar com o bebê. O oficial foi autuado por homicídio duplamente qualificado, com dois agravantes: motivo fútil e sem chance de defesa para a vítima. De acordo com a assessoria de imprensa da PM, ele permanece no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, onde aguarda decisão das justiças Civil e Militar. 
 
Ela ficou seis horas sob a mira de uma arma
 
Segundo familiares, a morte de Érica foi anunciada e premeditada por Breno. Durante os três anos de relacionamento, ela era submetida a agressões físicas e psicológicas pelo companheiro. Sob ameaças de morte, o PM a obrigou a passar a guarda do filho para ele. Com medo, Érica cedeu. O estopim para a bancária denunciá-lo ocorreu após ela ficar durante seis horas sob a mira de uma arma.
“Ele chamou a Érica para conversar sobre o filho e a levou para o Parque da Cidade, onde a colocou de joelhos em uma ribanceira ameaçando matá-la, caso ela não reatasse o casamento. Após seis horas de terror psicológico, ela resolveu voltar”, lembra Cláudia.
No dia seguinte, Érica e a irmã seguiram para a 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), onde denunciaram o major. As agressões também foram registradas na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói.
“Por negligência do Estado, ele não ficou preso administrativamente e não houve qualquer medida protetiva da Justiça para evitar o que ele fez. Nada vai trazer a Érica de volta, mas espero que a justiça seja feita e ele cumpra pelo crime que cometeu”, disse Cláudia.
Após a luta por uma pena rigorosa para o acusado, a irmã da vítima também pretende entrar na justiça para ter o direito de visitar o sobrinho. “Não o vejo há mais de três anos e esta será minha próxima batalha”, encerrou.
 
Dados do Processo:

2008002000495-8

2008002000495-8A

Está marcado o julgamento do o major da PM Breno Perroni Eleutério, acusado de matar a ex-esposa Érica de Almeida Marques para o dia 09/05/2011 às 09h, na rua Coronel Gomes machado, s/n Centro de Niteroi (Forum Novo) 12º andar.

Major da PM é condenado a 23 anos de prisão
 
O major da PM Breno Perrone Eleutério foi condenado, em 09/05/2011, a 23 anos de prisão pela morte da ex-mulher Érica de Almeida Marques, de 34 anos, em 29 de dezembro de 2007.
 
O réu foi levado a júri popular na 3ª Vara Criminal de Niterói, no Centro. O julgamento foi comandado pelo juiz Peterson Barroso Simão. A família de Érica, que era prima do ator Eri Johnson, foi representada pelo promotor Leandro Navega e pelo defensor público Denis Sampaio. “Depois de tanto tempo, agora acabou a ansiedade”, disse o pai da vítima, José Luiz Marquês.
 
Ainda segundo os familiares de Érica, Breno também corre o risco de ser expulso da corporação. Após a decisão do júri, a guarda do filho do casal também será discutida, já que hoje a criança não vive com os familiares maternos.

 

 


Claudia Marques,  irmã de Érica de Almeida Marques, 3 anos depois ainda aguarda por justiça

O casal Érica e Breno em uma foto antiga (Foto: Luis Alvarenga/Agência O Globo)

O major da PM Breno Perrone Eleutério foi condenado, em 09/05/2011, a 23 anos de prisão pela morte da ex-mulher Érica de Almeida Marques, de 34 anos, com 11 tiros, em 29 de dezembro de 2007.

O réu foi levado a júri popular na 3ª Vara Criminal de Niterói, no Centro. O julgamento foi comandado pelo juiz Peterson Barroso Simão. A família de Érica, que era prima do ator Eri Johnson, foi representada pelo promotor Leandro Navega e pelo defensor público Denis Sampaio. “Depois de tanto tempo, agora acabou a ansiedade”, disse o pai da vítima, José Luiz Marquês.



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Adriana em 18/09/2012 23:20
Diante do quadro atual do mundo,há quem acredite que o mal esteja levando a melhor na luta secular contra o bem. E essa crença se nota através de casos de atrocidades como esse. E a justiça,que já se mostra uma instituição falida,( é, pq 23 anos é muito pouco,diante uma vida que foi interrompida abruptamente,sem direito de defesa! deixando desde já registrado aqui a minha insatisfação em relação a essa condenação!) com sua abordagem vacilante,assusta as pessoas de Bem,tornando-nos descrentes de justiça.Mas dentro da visão espiritual,o rítmo da vida é perfeito.O Mal é só ilusão,pq ele pra existir só depende apenas dos que crêem nele aqui na terra,enquanto o Bem é a LEI UNIVERSAL,ETERNA E INTOCÁVEL.E para vivê-lo basta acreditar que Deus é o JUÍZ dos juízes e ele acabará com todos os Espinhos do Tempo! Força Claudinha!!!!


Claudia em 06/06/2012 20:13
Infelismente existe o tao recurso, aonde pessoas como esse assassino, que executou minha irma, podem ainda ganhar tempo e se privar da condenação após julgamento. nossa lei tem que mudarrrrrrrrrr


Claudia Marques em 30/09/2010 20:08
Sou irma de Erica, e sei o quanto é duro falar sobre esse caso, sabendo que tantas pessoas vivem o mesmo ou até pior situaçoes do que eu vivi, mas infelizmente , isso pode acontecer com todos nós, nunca pensei em viver algo tao doloroso, tao covarde, e mosntruoso, como vivo esses tres utlimos anos com a ausencia da minha amada irma, aonde deixou dois filhos menores orfas. É duro vc saber que alguem que conviveu tanto tempo com sua familia, alguem que era seu amigo, alguem q alem de tudo tinha uma profissao e um juramento de defender o povo (Major da PM) , tira a vida da mulher que dizia amar com requintes de crueldade, interrompendo a vida de Erica com 15 tiros, entre eles 8 no rosto, sem dar a chance de seu filho de apenas 1 ano, ter o colo e a proteçao de uma mãe!!!! o que leva um ser humano a fazer isso?! o que acontece com a cabeça de pessoas que nao se conformam e nao aceitam um nao, !? Hoje vivemos tentando superar a ausencia de Erica, os filhos , a familia, chora por nao ter mais Erica aqui entre nós. Erica nao partiu por que quis e sim por ter a vida interrompida por um ser, que nao tem amor a propria vida , amor ao seu proprio filho e muito menos teria pela minha irma Erica. Quero dizer a todos que pessoas como Erica nunca morrem , se essas pessoas acham que matar alguem, acaba tudo, estao inganados, eles sim estao cavando suas proprias seputuras e pior do que isso! estando vivos para lembrar o tempo todo do que fizeram. Erica como tantos outros, sao pessoas iluminadas, que estao em planos muito alem do que este q vivemos, por isso estou aqui , tendo forças para lutar , e esperar para que um dia possamos nos encontrar e viver no mundo melhor.

Maria Lucineide Barros Leonel Igor Cordeiro Manhães Marielma de Jesus Sampaio Nayara Juliane Brandino Luís Carlos dos Anjos Ana Paula Mendes Oliveira Marcelo Alexandrino Costa dos Santos Henrique dos Santos Silva Paulo Veronesi Pavesi Carla Adrielle Botelho Melo Leonardo Batista Fernandes Rhafick Tavares da SIlva Câncio Ives Yossiaki Ota Matheus Favaro Freire Cristiane Souza Leite Juvenil Severino Botelho Barroso Geralda Lúcia Ferraz Guabiraba Maria Carolina Diniz Suênia Souza Faria Délio Márcio Rodrigues de Souza Ana Elizabeth de Oliveira
 
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