Segundo o relato da irmã, Claudia de Almeida Marques, Erica Almeida Marques, 34 anos, estava separada há 8 meses do ex marido Major da Polícia Militar.
“ Acompanhei Erica a casa do ex , para buscar seu filho para passar o réveillon, fiquei no carro aguardando minha irmã, eu não sabia que ela estava indo de encontro à morte , 10 minutos se passaram e escutei vários tiros, corri ao local e vi Erica caída no chão com 15 tiros, entre eles 8 no rosto, minha irmã era jovem, alegre, gerente de banco, estava em sua melhor fase, tanto profissional como pessoal, mas infelizmente, foi interrompida, por um homem que dizia amá-la”.
Erica de Almeida Marques não teve a chance de criar seus filhos, 2 anos a espera de justiça, nunca mais vi meu sobrinho, pois o juíz deu aguarda para a família do assassino, minha família ficou sem Erica e sem seu filho também.
Do ocorrido:
Erica Almeida Marques, 34 anos, foi assassinada com 11 tiros pelo ex-marido, o major da PM Breno Perroni Eleutério, em Niterói- RJ.
O major confessou o crime e alegou ter atirado na ex-mulher porque ela ameaçara matá-lo.
Eleutério já vinha sendo investigado pela Corregedoria da PM por agressões a Erica. Um grupo grande de parentes e amigos acompanhou o enterro, no cemitério de Maruí. O advogado da família, Josenildo Santos, disse que os parentes vão lutar para que se faça justiça.
"Vamos buscar ações indenizatórias. Ele tem que ficar preso e perder a farda. Por ter uma patente e um porte de arma não pode matar uma pessoa assim", disse. "As ameaças eram todas no sentido de ela voltar para ele. Ele vivia brigando por isso, tinha ciúmes dela e usava o filho para tentar convencê-la a reatar", detalhou o delegado Reginaldo Guilherme, da 78ª DP (Fonseca), em Niterói, que acredita que, por ter confessado e premeditado o crime, ele seja condenado à pena máxima de 30 anos de prisão.
Desde a separação, o major insistia numa reconciliação e fazia constantes ameaças à Érica e a sua família. Numa tentativa de se defender, ela chegou a registrar pelo menos uma delas na Justiça Militar.
Pais de um bebê, Erica e Eleutério - que tem 37 anos e está há cerca de 20 na Polícia Militar - estavam separados havia um ano. Ela foi até a casa do ex-marido, no sábado, buscar a criança, para que passassem juntos o réveillon.
Cláudia Marques, irmã da bancária Erica Almeida Marques chora sobre seu corpo; enterro foi marcado por revolta de familiares
Quando Erica chegou, o ex-marido sacou sua pistola e disparou contra seu rosto. O filho mais velho da bancária, de dez anos, assistiu a tudo de dentro do carro da mãe. Depois de cometer o crime, o PM ligou para a polícia e se entregou. Ele está preso no Batalhão Especial Prisional. A família de Erica contou que eles ficaram casados três anos e que o major não se conformava com a separação. Eleutério fazia ameaças constantes e chegou a obrigar a ex-mulher a assinar documentos abrindo mão da guarda do filho dos dois em seu favor.
Na hora do enterro, ninguém sabia do paradeiro da criança. "O crime foi claramente premeditado. Ele tirou o bebê de casa com a empregada para matar a Erica e depois chamou a polícia para desfazer o flagrante", disse o advogado Josenildo Santos.
"Ele planejou tudo nos mínimos detalhes. Estava com a criança e a levou para casa de parentes para estar sozinho quando a ex-mulher chegasse. Ele se manteve frio durante o depoimento e não pareceu arrependido", contou o delegado.
Segundo testemunhas, ao perceber que Breno estava armado, Érica ainda tentou correr, mas foi atingida nas costas. Caída na calçada, ela teria implorado para não ser morta, mas o ex-marido efetuou outros oito disparos em seu rosto. Após cometer o crime, ele ainda acendeu um cigarro e entrou tranquilamente em casa, onde vestiu sua farda. Em menos de 10 minutos, uma viatura da PM apareceu no local do crime para conduzi-lo à 78ª DP (Fonseca). Ao recebê-lo, os colegas de farda ainda prestaram continência ao major.
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Está marcado o julgamento do o major da PM Breno Perroni Eleutério, acusado de matar a ex-esposa Érica de Almeida Marques para o dia 09/05/2011 às 09h, na rua Coronel Gomes machado, s/n Centro de Niteroi (Forum Novo) 12º andar.

Claudia Marques, irmã de Érica de Almeida Marques, 3 anos depois ainda aguarda por justiça

O casal Érica e Breno em uma foto antiga (Foto: Luis Alvarenga/Agência O Globo)
O major da PM Breno Perrone Eleutério foi condenado, em 09/05/2011, a 23 anos de prisão pela morte da ex-mulher Érica de Almeida Marques, de 34 anos, com 11 tiros, em 29 de dezembro de 2007.
O réu foi levado a júri popular na 3ª Vara Criminal de Niterói, no Centro. O julgamento foi comandado pelo juiz Peterson Barroso Simão. A família de Érica, que era prima do ator Eri Johnson, foi representada pelo promotor Leandro Navega e pelo defensor público Denis Sampaio. “Depois de tanto tempo, agora acabou a ansiedade”, disse o pai da vítima, José Luiz Marquês.