Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Hanry Silva Gomes da Siqueira (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 21/11/2002

Localização: Rio de Janeiro (RJ)

Data de Nascimento: 00/00/1986 (16 anos)

Data de Falecimento: 21/11/2002

Sexo: Masculino Masculino
 

Hanry Silva Gomes da Siqueira, de 16 anos, foi assassinado quando voltava para casa no Bairro Lins de Vasconcellos, Zona Norte do Rio, em 21 de novembro de 2002. Ele foi abordado por policiais que o seguiram pelo mato e o mataram com tiros à queima-roupa.

Hanry  era estudante e havia recém chegado de Minas Gerais para morar com sua mãe, Márcia de Oliveira Silva Jacintho, no morro da Nossa Senhora da Guia, conhecido como morro do Gambá, no bairro do Lins, Zona Norte do Rio de Janeiro. Foi executado com um tiro no coração por policiais da 23ª  Delegacia de Polícia e do 3º Batalhão de Polícia Militar.

Testemunhas contam que o rapaz foi abordado e conduzido até a viatura, onde já havia outro homem preso. Relatam que os policiais simularam a saída da favela, mas que, na verdade, deram a volta no morro e dirigiram-se ao cume, onde os rapazes foram assassinados. Como costuma acontecer em casos de execução cometida por policiais, foi divulgado que Hanry era traficante e que havia sido morto em troca de tiros. Comenta-se na vizinhança que os policiais envolvidos já haviam participado de outros assassinatos na região.
 
Os acusados
 
A mãe de Hanry registrou queixa de homicídio na 25ª DP, onde foi aberto o Inquérito Policial número 5332. Onze suspeitos foram intimados a depor, mas apenas o cabo Marcos Alves da Silva e o 3º. tenente Paulo Roberto Paschuini foram denunciados pelo Ministério Público, cinco anos depois, em novembro de 2006, e pronunciados em setembro de 2007, sob acusação de homicídio doloso e fraude processual. À época do crime, os réus eram, respectivamente, soldado e cabo, mas desde então foram promovidos pela Polícia Militar do Rio de Janeiro.
 
Julgamento
 
Em 2 de setembro de 2010, foi realizado o julgamento dos policiais militares Marcos Alves da Silva e Paulo Roberto Paschuini. Eles são acusados de ter assassinado, em 2002, o menino Hanry. De acordo com a mãe da vítima, Márcia de Oliveira Jacintho, Paulo Roberto assumiu em tribunal ter sido ele o autor do disparo que matou o jovem. Ele foi condenado a nove anos de prisão, mas recorreu em liberdade. 
 
O outro acusado, Marcos Alves, foi condenado a três anos por ter colocado drogas junto ao corpo do menino, induzindo a uma relação com o tráfico. Essa simulação do chamado “kit bandido” é normalmente feita por policiais para tentar “justificar” o assassinato de jovens moradores de favela. Marcos Alves já havia tido a prisão decretada no dia 12 de agosto, mas não pela morte de Hanry. Ele já respondia um processo desde 1998 por roubo à mão armada. 
 
“Queremos uma ampla divulgação pela imprensa para que todos vejam como age a polícia militar no Rio de Janeiro, principalmente quando tratam com gente da periferia”, desabafa Márcia. Ela lembrou ainda que eram nove os policiais militares envolvidos no assassinato de seu filho, “mas sete conseguiram se livrar”.
 
Após uma verdadeira batalha e uma longa peregrinação em busca de provas, Márcia Jacintho, dilacerada pela dor e indignada com a opressão e a injustiça, conseguiu marcar duas importantes vitórias contra a violência policial nas favelas e bairros populares da cidade do Rio de Janeiro: provou que o filho não tinha envolvimento com o tráfico de drogas e, no dia 2 de setembro de 2008, quase seis anos após o crime, o policial Paulo Roberto Paschuini, que confessou ter sido o autor do disparo, foi condenado a nove anos de prisão. O outro réu do caso, Marcos Alves da Silva, foi condenado a três anos de prisão, acusado de ter forjado provas para “justificar” a ação policial.
 
Márcia Jacintho não parou por aí. Hoje em dia, luta para que outras mães não precisem passar pelo que ela passou. Milita na Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência e costuma dizer que em nome da luta pela defesa da vida não vai se calar. 
 
Dia 20 de março de 2012  acontecerá o novo julgamento do ex PM Paulo Roberto Paschuini, acusado pela morte do estudante Hanry Silva Gomes Siqueira.
O julgamento será às 13 horas no 3º. Tribunal do Júri, que fica no corredor C, no 2º. andar do Fórum da cidade do Rio de Janeiro, Av. Presidente Antônio Carlos. 

 

 
Na foto o presidente do IDDH, Dr. João Tancredo, entrega a medalha à Marcia Jacintho 
 
O poeta e compositor Gonzaguinha, em uma de suas canções, dizia que “toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas”, por isso, nossa homenagem a essa mulher, mãe e lutadora, que é Márcia Jacintho de Oliveira, pelas tantas lições diárias de luta por justiça e defesa da vida. 
 
Grupo Tortura Nunca Mais RJ

Hanry Silva Gomes da Siqueira, de 16 anos, foi assassinado quando voltava para casa no Bairro Lins de Vasconcellos, Zona Norte do Rio, em 21 de novembro de 2002. Ele foi abordado por policiais que o seguiram pelo mato e o mataram com tiros à queima-roupa.

Hanry  era estudante e havia recém chegado de Minas Gerais para morar com sua mãe, Márcia de Oliveira Silva Jacintho, no morro da Nossa Senhora da Guia, conhecido como morro do Gambá, no bairro do Lins, Zona Norte do Rio de Janeiro. Foi executado com um tiro no coração por policiais da 23ª  Delegacia de Polícia e do 3º Batalhão de Polícia Militar.

Em 2 de setembro de 2010, foi realizado o julgamento dos policiais militares Marcos Alves da Silva e Paulo Roberto Paschuini. Eles são acusados de ter assassinado, em 2002, o menino Hanry. De acordo com a mãe da vítima, Márcia de Oliveira Jacintho, Paulo Roberto assumiu em tribunal ter sido ele o autor do disparo que matou o jovem. Ele foi condenado a nove anos de prisão, mas recorreu em liberdade. 
 
O outro acusado, Marcos Alves, foi condenado a três anos por ter colocado drogas junto ao corpo do menino, induzindo a uma relação com o tráfico. Essa simulação do chamado “kit bandido” é normalmente feita por policiais para tentar “justificar” o assassinato de jovens moradores de favela. Marcos Alves já havia tido a prisão decretada no dia 12 de agosto, mas não pela morte de Hanry. Ele já respondia um processo desde 1998 por roubo à mão armada. 
 
Dia 20 de março de 2012  acontecerá o novo julgamento do ex PM Paulo Roberto Paschuini, acusado pela morte do estudante Hanry Silva Gomes Siqueira.
O julgamento será às 13 horas no 3º. Tribunal do Júri, que fica no corredor C, no 2º. andar do Fórum da cidade do Rio de Janeiro, Av. Presidente Antônio Carlos. 


Não será publicado.




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