Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
Diga não à impunidade
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Vitor Suarez Cunha (Espancamento)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 02/02/2012

Localização: Rio de Janeiro (RJ)

Data de Nascimento: 00/00/1991 (26 anos)

Sexo: Masculino Masculino
 

Você conhece o Vítor?!

Esse é um dos poucos "heróis" que ainda existem nos dias atuais!
E mais uma Vítima da Violência...esperamos que não seja mais uma da Impunidade!!!
 
Vítor Suarez Cunha, de 21 anos, foi espancado na Ilha do Governador, na madrugada de 02 de fevereiro de 2012, ao defender um mendigo. Ele foi submetido a uma cirurgia no sábado (04/02), para implantação de placas de titânio na testa e no céu da boca — Vítor teve afundamento na testa e na região dos olhos, e pode ficar com sequelas. A operação durou duas horas e meia.
 
A mãe do rapaz reagiu com serenidade ao saber da prisão de dois dos três jovens acusados da agressão. "Com a prisão deles está sendo feita justiça. Ainda falta um. Eles devem responder pelo que fizeram. Espero justiça", afirmou ao G1, a assistente social Regina Suarez, mãe do estudante.
 
Dois dos três jovens acusados de agredir o rapaz estão presos: Tadeu Assad Farelli Ferreira, de 20 anos, e William Bonfim Nobre Freitas, de 23 anos. O outro acusado, Rafael Zanini Maiolino, de 18 anos, é considerado foragido e está sendo procurado pela polícia. Os três tiveram a prisão preventiva decretada, acusados de tentativa de homicídio qualificado. As informações são da assessoria da Polícia Civil.
 
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Deoclécio Filho, titular da 37ª DP (Ilha do Governador), a polícia ainda tenta identificar outros dois agressores. Segundo os investigadores, os três acusados admitiram ter participado da briga, mas disseram que a confusão foi provocada pelo estudante Vítor Suarez Cunha.
 
Segundo a mãe de Vítor, o rapaz está reagindo bem ao que aconteceu, "na medida do possível". "Vítor está me surpreendendo, ele está tranquilo e tenta tranquilizar a gente também. Ele não pensa em vingança, só justiça. Tudo está se encaminhando bem", contou. "Outras pessoas foram espancadas por esse grupo. A gente sente pelas famílias, mas foi o Vítor que ficou marcado".
 
Tadeu Assad Ferreira é acusado pela principal testemunha do caso de ter começado a espancar Vítor. O estudante estava acompanhado do amigo, Kleber, que disse ter visto um grupo de cinco rapazes agredindo um mendigo.
 
Segundo o amigo, Vítor tentou defender o morador de rua e foi espancado com socos e pontapés. Kleber tentou ajudar o amigo, mas também foi agredido.
A mãe de Vítor ficou chocada com a covardia. “Eu acho que minha dor está muito maior por conta de ele ter tentado defender um outro ser humano. Ele foi brutalmente violentado", disse ela.
 
No fim da tarde de sexta-feira (03/02), um outro jovem procurou a polícia e disse que já havia sido agredido por dois dos rapazes identificados: Tadeu Ferreira e Wiliam Freitas, que voltaram à delegacia para participar de uma acareação com a suposta vítima, antes de terem a prisão preventiva decretada.
Os policiais ainda procuram outras testemunhas e o mendigo.
 
O amigo do rapaz agredido se disse chocado com a violência do grupo. E afirmou ainda que se sentia culpado porque, segundo disse, foi ele quem tomou a iniciativa de ir falar com o grupo para que parasse de importunar o mendigo. Mas quem apanhou foi seu amigo, segundo contou.
"Foram extremamente violentos, foram chutes com muita vontade, ele já estava caído, imobilizado, e as pessoas continuavam chutando o rosto. O pior é que foi só o rosto. A quantidade de chutes foi imensa, ele deve ter tomado uns 20 chutes, pelo menos, em cinco minutos, foi tudo rápido", disse ele.
 
O delegado Deoclécio de Assis, titular da 37ª DP (Ilha do Governador), informou, nta segunda-feira (06/02), que mais dois acusados de agredir o estudante Vítor Suarez Araújo - brutalmente espancado ao defender um morador de rua na Ilha do Governador - estão na delegacia. Rafael Zanine Maiolino apresentou-se durante a manhã. No início da tarde, policiais localizaram Felipe Melo dos Santos, o Geminha, no posto do Detran da Ilha, onde o rapaz trabalha como estagiário.
Além disso, mais um agressor foi identificado: Edson Luís Junior, o Flim. De acordo com Deoclécio, Felipe e Edson terão as prisões pedidas à Justiça ainda na segunda.
 
Em 08/02 Edson Luiz Júnior, o Flin, o quinto jovem suspeito de agredir Vítor Suarez se apresentou na 37ª DP (Ilha do Governador). Ele chegou acompanhado do advogado e não falou com os jornalistas. Na manhã do dia 08/02, uma jovem, conhecida dos agressores e de Vítor Suarez, prestou depoimento. Ela estava com um grupo que presenciou a agressão.
 
Vítor Suarez Cunha passou por uma cirurgia e teve 63 pinos implantados no rosto por causa do espancamento que sofreu deixou o hospital na tarde de quarta-feira (8), acompanhado dos pais e familiares. Todos fizeram um "V" e disseram "Vitória" na porta do hospital.
Vítor se emocionou, chorou e disse que não considera seu ato heroico. "Não fiz nada demais, fui lá conversar, faria isso amanhã, faria hoje, se visse a mesma coisa. Vi uma pessoa sendo agredida e eu pedi para parar e aconteceu o que aconteceu", afirmou.
Ele fez questão de agradecer a todos que rezaram e torceram por ele, e à equipe médica, que mereceu elogios. "Eu quero comer, comer hambúguer, entrar na internet, ver televisão", disse o estudante, que, por enquanto, ainda terá que seguir uma dieta líquida e pastosa.
Segundo o Hospital Santa Maria Madalena, na Ilha do Governador, ele recebeu alta de acompanhamento ambulatorial e terá de retornar à unidade em dez dias.
 
O soldado Yuri Monteiro Ribeiro foi expulso na sexta-feira (10/02) da Força Aérea Brasileira (FAB). Ele usou a internet para prestar solidariedade a amigos suspeitos do espancamento do estudante Vítor Suarez Cunha. A Aeronáutica informou que Yuri foi enquadrado na Lei de Serviço Militar, por prática de ato contra a moral pública e falta grave.
O militar afastado, que era lotado na Brigada de Infantaria do Galeão, disse ainda na rede social que se estivesse na briga o estudante não estaria vivo. 
A expulsão ocorreu após um processo administrativo sumário realizado por uma comissão especial da Aeronáutica, que concluiu que Yuri não tem perfil para fazer parte dos quadros das
Forças Armadas. O ex-militar chegou a ser ouvido na 37ª DP (Ilha do Governador), no inquérito que apura as circunstâncias do espancamento.
 
Cinco jovens foram presos acusados da agressão: Edson Luiz Júnior, Felipe Melo dos Santos, William Nobre Freitas, Tadeu Assad e Rafael Zanini Maiolino. 
 
Em julho de 2012 o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determinou que os cinco jovens acusados de agredir o universitário Vitor Suarez Cunha, 22, no momento em que a vítima tentava defender um mendigo, em fevereiro deste ano, na Ilha do Governador, na zona norte da cidade, não irão a júri popular. O juiz da 3ª Vara Criminal da Capital, Murilo Kieling, optou por "desclassificar o crime", de acordo com o TJ.
 
A sentença saiu no dia 27 de julho de 2012 e foi publicada na edição de segunda-feira (30) do Diário Oficial do Judiciário. 
 
O magistrado considerou que, segundo as provas analisadas nos autos, "não restou configurada a intenção de matar por parte dos réus". Com isso, o processo contra Tadeu Assad Farelli Ferreira, Willian Bonfim Nobre Freitas (conhecido como "Capi"), Fellipe de Melo Santos ("Geminha"), Edson Luis dos Santos Junior ("Flim") e Rafael Zanini Maiolino será distribuído para uma vara criminal comum, a quem caberá analisar a denúncia e as provas.
 
"Vem a talho, mais uma vez, realçar que a visão sobre a tipicidade que define a competência do Tribunal do Júri deve incidir em razão da atividade final humana e não um comportamento simplesmente causal. Por outro lado, o resultado, isoladamente, não pode se prestar como o elemento de definição da classificação jurídica", afirmou Kieling.
 
"Ademais, nem todo o resultado morte induz a caracterização de um homicídio doloso. Nem sempre a gravidade das lesões é geratriz de caracterização de delito de homicídio", completou o magistrado.
 
Na sentença, o juiz da 3ª Vara Criminal determinou ainda a revogação da prisão preventiva do réu Rafael Zanini --na ocasião, ele impediu que um amigo da vítima interferisse nas agressões.
 
Em relação aos acusados Tadeu, Willian, Fellipe e Edson Luis, foi convertida a prisão preventiva em medidas alternativas, tais como a proibição de "qualquer contato ou aproximação física com a vítima e seus familiares" e o comparecimento em juízo sempre no dia 30 de cada mês.
 
Além disso, os réus em questão ficam proibidos de sair do Estado do Rio de Janeiro sem prévia autorização judicial e são obrigados a recolhimento domiciliar diário, inclusive aos finais de semana, no período compreendido entre às 20h e 6h, exceto em casos de emergência médica ou nos demais casos autorizados previamente pela Justiça.
 
Os advogados do estudante Vitor Suarez Cunha ainda podem recorrer da sentença. A defesa da vítima não foi localizada para comentar a decisão da 3ª Vara Criminal.
 
 

Vítor Suarez Cunha ainda antes da operação

Urbano Erbiste / Extra/OGlobo

 

 Pais da vítima querem punição de culpados para caso não ser esquecido. (Foto Paulo Alvadia / Agência O Dia)

Vítor Suarez Cunha, de 21 anos, foi espancado na Ilha do Governador, na madrugada de 02 de fevereiro de 2012, ao defender um mendigo. Ele foi submetido a uma cirurgia no sábado (04/02), para implantação de placas de titânio na testa e no céu da boca — Vítor teve afundamento na testa e na região dos olhos, e pode ficar com sequelas. 

Vítor Suarez Cunha passou por uma cirurgia, que durou duas horas e meia e teve 63 pinos implantados no rosto por causa do espancamento que sofreu deixou o hospital na tarde de quarta-feira (08/02), acompanhado dos pais e familiares. Todos fizeram um "V" e disseram "Vitória" na porta do hospital.

Cinco jovens foram presos acusados da agressão: Edson Luiz Júnior, Felipe Melo dos Santos, William Nobre Freitas, Tadeu Assad e Rafael Zanini Maiolino. 

Em julho de 2012 o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determinou que os cinco jovens acusados de agredir o universitário Vitor Suarez Cunha, 22, no momento em que a vítima tentava defender um mendigo, em fevereiro deste ano, na Ilha do Governador, na zona norte da cidade, não irão a júri popular. O juiz da 3ª Vara Criminal da Capital, Murilo Kieling, optou por "desclassificar o crime", de acordo com o TJ.

A sentença saiu no dia 27 de julho de 2012 e foi publicada na edição de segunda-feira (30) do Diário Oficial do Judiciário. 
 
O magistrado considerou que, segundo as provas analisadas nos autos, "não restou configurada a intenção de matar por parte dos réus". Com isso, o processo contra Tadeu Assad Farelli Ferreira, Willian Bonfim Nobre Freitas (conhecido como "Capi"), Fellipe de Melo Santos ("Geminha"), Edson Luis dos Santos Junior ("Flim") e Rafael Zanini Maiolino será distribuído para uma vara criminal comum, a quem caberá analisar a denúncia e as provas.
 
Os advogados do estudante Vitor Suarez Cunha ainda podem recorrer da sentença. A defesa da vítima não foi localizada para comentar a decisão da 3ª Vara Criminal.  


Não será publicado.




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Marisa Silva em 15/03/2014 08:54
O k é isso BRASIL???Este jovem foi defender um ser humano mais fragil e é espancado??????Espero que fique bem!!!!


Ana em 01/08/2012 15:44
Olá, você pode entrar em contato com o Vitor pelo twitter, facebook, blog ou email. @euvitorsuarez http://www.facebook.com/Vitorsu vitorsuarezc@gmail.com


Andreia De Souza Rocha em 13/02/2012 23:19
ola rapaz tudo bem com vc parabens viu mae do vitor deixa ele comer hamburguer bjosss


Jane em 08/02/2012 23:40
Nao sei como contatar este rapaz, nem sei qual seu poder aquisitivo, mas como sou Psicóloga com consultório na Tijuca, posso atender este rapaz sem custos, caso ele deseje. Meu tel (21) 3234-4764

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