Data do Ocorrido: 17/04/2011
Localização: Timon (MA)
Data de Nascimento: 00/00/1998 (13 anos)
Data de Falecimento: 17/04/2011
Sexo: Feminino
A estudante da 8ª série, Marcela Naiane Alves dos Santos, 13 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu após levar um tiro do vizinho, identificado como G., de 17 anos, na manhã do dia 17 de abril de 2011, em Timon-MA
No momento em que acontecia o enterro da estudante Marcela Naiane Alves dos Santos, 13 anos, em um cemitério no bairro Santa Maria em Timon-MA, o acusado de matá-la, o adolescente G.S.C., 17 anos, se entregava na Delegacia do Menor Infrator, na mesma cidade.
No enterro, amigas de Marcela, da banda de música “3 de Setembro”, faziam homenagens pela morte prematura de uma garota que estava apenas começando a vida. Ela tocava em desfiles no município maranhense. A mãe biológica, Luciana Alves, passava mal com a perda da filha.
Na delegacia, o advogado do acusado, Marcos Vinicius de Brito, explicava o motivo do tiro na cabeça de Marcela, efetuado pelo seu namorado. A defesa alega tiro acidental. Segundo o que o G.S.C. teria relato ao advogado, a arma teria sido encontrada no quintal de sua casa, jogada por um motoqueiro, ao fugir de uma blitz no bairro. Ao encontrar a arma, o adolescente guardou para que o pai não soubesse.
O advogado continuou a versão do acusado, que declarou que Marcela teria entrado no quarto no momento em que ele limpava a arma enterrada. O tiro teria acontecido, quando a vitima por brincadeira, ela teria jogado o travesseiro no rosto do adolescente, que teria se descuidado e a arma disparado, acertando a cabeça da jovem. “Pelo relato dele o tiro foi acidental sem intenção de matar”, declarou o advogado Marcos Vinicius de Brito.
Apesar da mãe adotiva, Francisca dos Santos, nega que os dois fossem namorados. As amigas de Marcela confirmaram a informação e disseram que ele a agredia e a ameaçava de morte. O irmão da vítima, Antonio Carlos, 33 anos, disse que Marcela preparou um vídeo sobre a Lei Maria da Penha, para mostrar ao acusado. “Dois dias antes de morrer ela mostrou um clipe para ele sobre as penalidades que um homem poderia sofrer se agredisse uma mulher, por conta da Lei Maria da Penha”, declarou o irmão.
A família da vítima contesta o depoimento do acusado e disse que o exame de corpo de delito do Instituto de Médico Legal (IML) atestou que ela foi agredida fisicamente antes de ser morta. O advogado nega as informações da família e afirma que os hematomas encontrados no corpo de Marcela foram provocados pelo fato da menor ter se debatido no chão, depois dos disparos.
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Após o depoimento prestado na delegacia do Menor, o adolescente, que estava acompanhado do advogado, do tio e do pai, seguiu para Teresina. O pai de GSC é policial militar em Teresina.

O adolescente G.S.C., 17 anos, se entregou na Delegacia do Menor Infrator, na mesma cidade. Por ser menor, rosto não pode ser divulgado

No velório de Marcela Naiane Alves dos Santos, 13 anos, a mãe biológica, Luciana Alves, passou mal com a perda da filha.
Fotos: Aline Carvalho/Cidadeverde.com
A estudante da 8ª série, Marcela Naiane Alves dos Santos, 13 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu após levar um tiro do vizinho, identificado como G., de 17 anos, na manhã do dia 17 de abril de 2011, em Timon-MA
Apesar da mãe adotiva, Francisca dos Santos, nega que os dois fossem namorados. As amigas de Marcela confirmaram a informação e disseram que ele a agredia e a ameaçava de morte. O irmão da vítima, Antonio Carlos, 33 anos, disse que Marcela preparou um vídeo sobre a Lei Maria da Penha, para mostrar ao acusado. “Dois dias antes de morrer ela mostrou um clipe para ele sobre as penalidades que um homem poderia sofrer se agredisse uma mulher, por conta da Lei Maria da Penha”, declarou o irmão.
A família da vítima contesta o depoimento do acusado e disse que o exame de corpo de delito do Instituto de Médico Legal (IML) atestou que ela foi agredida fisicamente antes de ser morta. O advogado nega as informações da família e afirma que os hematomas encontrados no corpo de Marcela foram provocados pelo fato da menor ter se debatido no chão, depois dos disparos.
Após o depoimento prestado na delegacia do Menor, o adolescente, que estava acompanhado do advogado, do tio e do pai, seguiu para Teresina. O pai de GSC é policial militar em Teresina.