Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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João Roberto Amorim Soares (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 07/07/2008

Localização: Rio de Janeiro (RJ)

Data de Nascimento: 29/07/2004 (3 anos)

Data de Falecimento: 07/07/2008

Sexo: Masculino Masculino
 

O menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, foi baleado no dia 06/07/08 na Tijuca, quando policiais militares metralharam o carro de sua mãe, a advogada Alessandra Soares e morreu às 20h10 do dia 07/07/08. De acordo com testemunhas, o carro teria sido “confundido” por policiais com um veículo usado por criminosos em fuga.

Pelo menos 20 disparos teriam sido feitos, sendo que um acertou a criança na cabeça e dois atingiram a mãe - na perna e na barriga. O tiroteio aconteceu a duas quadras da 19ª Delegacia de Polícia. As vítimas foram socorridas no Hospital do Andaraí.

Policiais do 6º Batalhão de Polícia Militar (Tijuca) contaram que perseguiam um carro ocupado por bandidos armados, que seguiam em direção ao Morro do Cruz. Houve intenso tiroteio e os disparos acabaram atingindo o veículo em que estavam as vítimas.

João Roberto teve a morte cerebral confirmada à tarde, mas era mantido ligado a aparelhos porque sua família havia autorizado a doação de seus órgãos. Quando o Rio Transplante constatou que apenas as córneas da criança poderiam ser transplantadas, os pais do menino e amigos, foram à UTI se despedir de João Roberto. Um pastor fez preces diante de todos e, logo em seguida, os aparelhos que ainda mantinham João Roberto vivo foram desligados, na frente de sua família.

De acordo com o chefe da pediatria do Hospital Copa D'Or, Arnaldo Prata, a criança tinha menos 5% de chances de sobreviver. Revoltado, o pai da criança, o taxista Paulo Roberto Amaral, desmentiu a versão de que havia um tiroteio no momento em que João Roberto foi baleado. Ele negou que o carro de sua família estivesse no meio de um fogo cruzado, como afirmou a polícia.

Vestido com a roupa do Homem-Aranha, o corpo do menino João Roberto foi enterrado no Cemitério do Caju, Zona Portuária. Cerca de 300 pessoas - entre parentes, amigos, vítimas da violência e integrantes de ONGs - compareceram ao enterro. Após o sepultamento, integrantes do Movimento Rio de Paz soltaram um balão vermelho, em homenagem ao menino. Eles também carregavam duas faixas. Uma delas dizia "João Roberto - 3 anos - tragédia anunciada" e a segunda trazia estatísticas de homicídios no Estado entre 2000 e 2007 e projeções para 2008.

O cabo William de Paula, acusado de matar o menino, João Roberto, 3 anos, na Tijuca, foi absolvido pelo crime de homicídio doloso, por quatro votos a três, em julgamento no dia 10/12/2008 no 2º Tribunal do Júri. Ele foi condenado por lesão corporal leve contra a mãe e o irmão do menino a sete meses em regime aberto, mas a pena foi convertida para prestação de serviços comunitários por 1 ano.

O desabafo do pai Paulo Roberto Soares: “eu sou cidadão de bem, eu pago meus impostos, eu estava trabalhando pra isso... Eu não posso pagar por essa sociedade podre que eles construiram... eu sou uma pessoa de bem... é isso que eu sou...”. 

O Ministério Público recorreu e, em 2009, a Justiça anulou a sentença, determinando que o acusado fosse levado a novo julgamento pelo Tribunal do Júri. O denunciado Elias Gonçalves recorreu da sentença de pronúncia. Com isso, o seu processo foi desmembrado e ele será julgado pelo 2º Tribunal do Júri.

Em agosto de 2011 O Estado do Rio foi condenado a indenizar a família (pais, irmão e avós) do menino em um total de R$ 500 mil, além de ressarcir as despesas com o funeral e o sepultamento do corpo. Também deverá ser pago aos pais o correspondente a 2/3 do salário mínimo mensal no período em que a vítima teria entre 14 e 65 anos e uma quantia mensal correspondente a dez salários mínimos até junho de 2012, quando decorridos cinco anos do evento.

O julgamento do soldado Elias Gonçalves da Costa Neto que acompanhava o cabo William, e é acusado de matar o pequeno João Roberto Amorim Soares, foi realizado no dia 24 de novembro de 2011, no 2º Tribunal do Júri, às 13 horas.

O ex-policial militar Elias Gonçalves, acusado de matar em 2008 o menino João Roberto Soares, foi absolvido na noite de quinta-feira (24/11/2011), em julgamento no 2º Tribunal do Júri, no Centro do  Rio de Janeiro. Ainda cabe recurso à acusação.

A decisão foi dada pelo júri popular, em sessão iniciada nesta tarde, e lida pelo juiz Jorge Luiz Le Cocq D'Oliveira, do 2º Tribunal do Júri, por volta das 21h50. Os pais de João Roberto deixaram o local antes do resultado. 

Em 09/06/2015 o ex-cabo da Polícia Militar Wiliam de Paula foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado pela morte do menino João Roberto Amorim Soares. O réu, no entanto, ainda pode recorrer.
 
O ex-PM deixou o local preso, após o juiz Jorge Luiz Le Cocq D'Oliveira decretar a prisão do réu na leitura da sentença.
 
O juiz comentou que o réu "tem perfil desajustado, má conduta social, é suspeito de envolvimento com milicianos, além de responder por outro homicídio de um agente penitenciário" no 3º Tribunal do Júri.
 
"A justiça foi feita", comemorou a mãe, Alessandra Soares, chorando de alegria ao lado do marido Paulo Roberto Soares, pai de João Roberto. "Vou chorar e abraçar meus filhos quando chegar em casa", disse ela, que considera a sentença "muito importante" para tentar que outras famílias não passem por isso.
 
O assistente de acusação, João Carlos Castellar, explicou que os jurados do 2º Tribunal do Júri decidiram pela condenação por homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio, contra a mãe e o irmão de João Roberto.
 
Por Sandra Domingues com informações do G1, Terra, O Globo e o Dia

Pais do menino João Roberto chegando ao julgamento | Foto Fábio Gonçalves / Agência O Dia

Pai e mãe chorando de alegria pela condenação do ex-PM (Foto: Lilian Quaino / G1)
 

O menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, foi baleado no dia 06/07/08 na Tijuca, quando policiais militares metralharam o carro de sua mãe, a advogada Alessandra Soares e morreu às 20h10 do dia 07/07/08. De acordo com testemunhas, o carro teria sido “confundido” por policiais com um veículo usado por criminosos em fuga. 

O cabo William de Paula, acusado de matar o menino, João Roberto, 3 anos, na Tijuca, foi absolvido pelo crime de homicídio doloso, por quatro votos a três, em julgamento no dia 10/12/2008 no 2º Tribunal do Júri. Ele foi condenado por lesão corporal leve contra a mãe e o irmão do menino a sete meses em regime aberto, mas a pena foi convertida para prestação de serviços comunitários por 1 ano.

O Ministério Público recorreu e, em 2009, a Justiça anulou a sentença, determinando que o acusado fosse levado a novo julgamento pelo Tribunal do Júri. O denunciado Elias Gonçalves recorreu da sentença de pronúncia. Com isso, o seu processo foi desmembrado e ele será julgado pelo 2º Tribunal do Júri.

O julgamento do soldado Elias Gonçalves da Costa Neto que acompanhava o cabo William, e é acusado de matar o pequeno João Roberto Amorim Soares, foi realizado no dia 24 de novembro de 2011, no 2º Tribunal do Júri, às 13 horas.

O ex-policial militar Elias Gonçalves, acusado de matar em 2008 o menino João Roberto Soares, foi absolvido na noite de quinta-feira (24), em julgamento no 2º Tribunal do Júri, no Centro do  Rio de Janeiro. Ainda cabe recurso à acusação.

A decisão foi dada pelo júri popular, em sessão iniciada nesta tarde, e lida pelo juiz Jorge Luiz Le Cocq D'Oliveira, do 2º Tribunal do Júri, por volta das 21h50. Os pais de João Roberto deixaram o local antes do resultado.

Em 09/06/2015 o ex-cabo da Polícia Militar Wiliam de Paula foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado pela morte do menino João Roberto Amorim Soares. O réu, no entanto, ainda pode recorrer.
 
O ex-PM deixou o local preso, após o juiz Jorge Luiz Le Cocq D'Oliveira decretar a prisão do réu na leitura da sentença.
 
O juiz comentou que o réu "tem perfil desajustado, má conduta social, é suspeito de envolvimento com milicianos, além de responder por outro homicídio de um agente penitenciário" no 3º Tribunal do Júri.
 
"A justiça foi feita", comemorou a mãe, Alessandra Soares, chorando de alegria ao lado do marido Paulo Roberto Soares, pai de João Roberto. "Vou chorar e abraçar meus filhos quando chegar em casa", disse ela, que considera a sentença "muito importante" para tentar que outras famílias não passem por isso.
 
O assistente de acusação, João Carlos Castellar, explicou que os jurados do 2º Tribunal do Júri decidiram pela condenação por homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio, contra a mãe e o irmão de João Roberto.
 
Por Sandra Domingues com informações do G1, Terra, O Globo e o Dia


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Rogério em 03/07/2013 20:08
Creio que, se teísta fosse, teria perdido minha fé em Deus ao ler tantas notícias tristes de assassinato de crianças e impunidade. Fosse eu um deus, interviria sem cerimônias para proteger todas essas crianças, fazendo bom uso da onipotência, onisciência e onipresença. Como sou só um pai ateu, esforço-me em proteger minha filha, dentro dos meus limites nesta sociedade caótica.


Luciana Silva Araújo Pereira em 25/11/2011 21:47
Qual a função dos Juízes? Qual a função do Poder Judiciário? Não seria impedir a Justiça por conta própria? Mas parece que não é bem assim...Em virtude disso surgem até perguntas: O que é a Justiça? Será que não temos direito a andar de carro à noite com nossos filhos porque seremos confundidos com bandidos??? Quais são os nossos direitos? Viver talvez seja um deles, não? O que fez uma criança de 3 anos pra merecer isso? Dois estão absolvidos. E vão trazer a criança de volta?? Pelo Amor de Deus, FAÇAM JUSTIÇAAAAA!!! Minha solidariedade aos pais. Organizem uma passeata. Estou com vocês e levo pessoas. Muita calma pois vocês tem mais filho pra criar não é? Segue o meu carinho em orações. Luciana A Pereira em 25/11/2011 21:47


Sandra Domingues em 25/11/2011 16:25
IMPUNIDADE!!! Ninguém responde pelo crime, mas os pais de João Roberto só têm uma certeza...o menino está morto! O cabo Elias Gonçalves da Costa Neto se eximiu totalmente da culpa e a jogou para o cabo Willian de Paula. A esperança é de que no 2º julgamento do cabo Willian, que ainda não tem data marcada...enfim a justiça seja feita! Ninguém atira 17 vezes, num carro parado, onde não há revide de tiros...sem a intenção de matar! De certo que os policiais não tinham a intenção de matar a criança, porém, não titubearam em atirar, sem se certificar se, de fato, eram ou não os criminosos perseguidos que estavam naquele carro. O mais coerente seria que, ao verem o carro parar, esperassem a chegada do reforço policial, ou quando muito, que atirassem caso houvesse troca de tiros...o que NÃO HOUVE e nem poderia haver...pois no carro tinham apenas 3 inocentes; entre eles um anjo que pagou com a própria vida, pela falta de preparo e irresponsabilidade desses policiais. O QUE SERÁ DE NÓS SE TODOS OS POLICIAIS AGIREM ASSIM? Absolvê-los e isentá-los da culpa abre precedentes para que qualquer policial, à serviço, possa abordar qualquer cidadão à base de tiros. A JUSTIÇA QUE NÃO CHEGA... O carro perseguido era de outro modelo e os policiais tinham conhecimento disso, além do que, marginal algum estaciona o carro para dar passagem à polícia! Eles mataram o pequeno João Roberto e o inocente, infelizmente, não teve uma 2ª chance, como eles estão tendo!!! Mas a luta continua e não vamos deixar de clamar por Justiça!!! Ao Paulo Soares, Alessandra Soares e familiares do pequeno João Roberto Amorim Soares todo meu carinho e solidariedade.

Nataly S.S Gabryelle de Farias Alves Ana Nery Monteiro de Souza André Neres Maciel Michele Amorim Lopes Glauco Villas Boas Andressa Victória de Sá Alves da Silva Evandro Pinto Ribeiro Caíque dos Santos Flávio Augusto Nascimento Cordeiro Abinoão Soares de Oliveira Diego da Rosa Hammes Dennyse Cryslany Paiva Alarcão Laryssa Wictória Coelho da Silva Alexandre Thomé Ivo Rojão Taiane Monteiro de Lima Simone de Campos Gomes Meira Fernandes Waimasse de Magalhães Tavares Felipe Tsutomu Honorato Shiba Luana Pepe Ana Karina Matos Guimarães
 
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