Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
Diga não à impunidade
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Maria Aparecida Fausta Ribeiro Silva (Trânsito)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 20/06/2011

Localização: Cruzeiro do Oeste (PR)

Data de Nascimento: 18/03/1950 (61 anos)

Data de Falecimento: 20/06/2011

Sexo: Feminino Feminino
 

Por Josiane Ribeiro, filha de Maria Aparecida Ribeiro

Minha mãe tinha 61 anos era alegre saudável, adorava caminhadas, ajudava a todos, cuidava da minha minha menor para mim, dia 20/06/2011, ficou na minha casa até as 9 e meia cuidando da minha filha menor, pois eu estava trabalhando e meu marido foi ao medico. 
Lembro que as últimas palavras que eu falei com ela foram as seguintes: - "Essa noite eu sonhei com você filha estou muito preocupada com você e as meninas", então eu disse: - "mãe, não se preocupe estou bem, mas ela disse: - Não, você não está, eu sei, tem que ir ao médico do coração, você não está bem, tem que se cuidar..eu sorri, peguei minha moto e fui trabalhar.
Naquele dia, quase não consegui trabalhar, fiquei a manha toda mal com um nó na garganta, mas eu não sabia o que era e de onde vinha, então as 9 e meia liguei para ela, mas ela não me atendeu, ela sempre me atendia, meu marido ouviu o celular dela tocar e disse:dona Maria teu celular está tocando, mas ela apenas sorriu e disse tchau fiquem com Deus, e saiu.
Então as dez e meia sai para fora do mercado de onde trabalho fui varrer umas folhas e as dez e trinta e cinco ouvi a sirene do corpo de bombeiros tocando em disparada, meu coração gelou e pensei deve ter morrido alguém...entrei no mercado e pedi para ir embora pois estava muito mal, vim embora e resolvi ligar para minha mãe, e nada, o celular tocava e ninguém atendia.
Depois de 25 chamadas, um homem atendeu, gelei, então ele me perguntou:
- Josiane?
- Sim, é ela.
- O que você é da dona Maria?
- Filha, porque?
-  Ela morreu, um caminhão passou em cima dela, vem reconhecer o corpo no IML
Quem estiver lendo este depoimento deve imaginar a dor que é perder alguém que amamos, seja ela quem for, parece que o mundo cai, assim eu me senti naquele momento. Fui ao IML, meu sogro reconheceu o corpo, pois não tive coragem de ver minha mãe despedaçada e fui atrás dos preparativos para o velório.
Em agosto passei mal no serviço e descobri que tinha um sopro no coração, fiz uma cirurgia cardíaca, dia 23/09 e hoje estou me recuperando, não vou falar que superei, pois acho que essa dor não se supera nunca, ela apenas ameniza, com o tempo.
Já faz 5 meses e até hoje ninguém foi julgado, o motorista ainda esta dirigindo numa boa, inclusive esses dias até atropelou outra pessoa e até agora nada, mas creio em Deus, em nosso senhor Jesus, e creio que ainda existe juizes bons nesse pais.
Quero justiça, pois hoje sofro de depressão, não durmo à noite...só Deus sabe a falta que minha mãe me faz....
 
 
Do ocorrido
 
Na manhã do dia 20 de junho de 2011, por volta das 11h, Maria Aparecida Ribeiro, de 61 anos, foi atropelada por um caminhão de uma empresa de material de construção na avenida São Paulo, no centro de Cruzeiro do Oeste, Paraná. 
 
De acordo com informações colhidas pela Polícia Militar do 7º BPM de Cruzeiro do Oeste, Maria Aparecida Fausta Ribeiro Silva trafegava pela rua quando o condutor do caminhão estava dando a marcha ré. O veículo atropelou a pedestre que caiu e teve a cabeça atingida pelo rodado do caminhão. Ela morreu na hora e o corpo foi isolado até a chegada dos peritos do Instituto de Criminalística de Umuarama. 
 
Os profissionais analisaram o local e encaminharam o boletim de ocorrência para a Delegacia de Polícia Civil de Cruzeiro do Oeste, que instaurou inquérito para apurar as causas do acidente. 
 
O corpo foi conduzido para o Instituto Médico Legal (IML) de Umuarama, onde passou por exame de necropsia e foi liberado no final da tarde para velório e sepultamento. 
 
O motorista ficou em estado de choque e foi encaminhado para hospital, onde foi medicado e em seguida encaminhado para a delegacia para ser ouvido e liberado.

Na manhã do dia 20 de junho de 2011, por volta das 11h, Maria Aparecida Fausta Ribeiro Silva, de 61 anos, foi atropelada por um caminhão de uma empresa de material de construção na avenida São Paulo, no centro de Cruzeiro do Oeste, Paraná. 

Os profissionais analisaram o local e encaminharam o boletim de ocorrência para a Delegacia de Polícia Civil de Cruzeiro do Oeste, que instaurou inquérito para apurar as causas do acidente. 

O motorista ficou em estado de choque e foi encaminhado para hospital, onde foi medicado e em seguida encaminhado para a delegacia para ser ouvido e liberado.


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