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Danilo Masahiko Kurisaki (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 23/03/2001

Localização: Mogi das Cruzes (SP)

Data de Nascimento: 31/10/1977 (23 anos)

Data de Falecimento: 23/03/2001

Sexo: Masculino Masculino
 

Danilo Masahiko Kurisaki, 23 anos, cursava o 3º ano de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes. Queria ser médico “para salvar vidas”, dizia. A violência impediu esse sonho no dia 23 de março de 2001. “Quando recebi o telefonema para ir até Mogi (pois o Danilo Masahiko Kurisak havia se envolvido numa confusão) para confirmar alguns dados, então pensei: ‘Como meu filho, estudante de Medicina, precisaria de alguém pra confirmar dados?’”, lembra a mãe Fumiyo Tokunaga Kurisaki.

Nesse momento, Danilo Masahiko Kurisak era levado para a sala de cirurgia de um hospital em Mogi. “Ao chegar, meu irmão disse para não alimentar esperanças, pois ele tinha levado um tiro na cabeça”, conta Fumiyo.

Horas antes, o estudante fazia uma refeição com um amigo quando aconteceu uma discussão entre um funcionário da lanchonete e duas pessoas que estavam no local. Os sujeitos foram expulsos do estabelecimento e prometeram voltar para retaliar. Quando Danilo Masahiko Kurisak saía, os bandidos passaram em um carro atirando. Um dos tiros atingiu sua cabeça. Posteriormente, “um dos assassinos morreu em um acidente e o outro aguarda julgamento em liberdade”, conta a mãe da vítima.

“Ele era muito pacífico, não brigava com ninguém. Quando o pai o levou para lutar sumô, ele era muito grande e forte, e sempre perdia para um menino menor. Eu perguntei a ele: ‘Filho, por que você perde para um menino menor se você é mais forte?’. Ele dizia: ‘Mãe, eu não quero machucar ninguém’”, relata Fumiyo.

Para minimizar a dor, Fumiyo busca o conforto de Deus e a companhia de outras mães em situação semelhante. Também elegeu a luta contra a violência e por justiça como nova prioridade em sua vida. “Mas é difícil, pois a cada dia a saudade aumenta”, finaliza.

Depois de pouco mais de oito horas de sessão, o juiz da 1ª Vara Criminal, Freddy Lourenço Ruiz Costa, anunciou a sentença. Marcelo Galerani, de 37 anos, foi condenado ontem pelo júri a 24 anos de prisão. Ele foi julgado pelo assassinato do estudante de Medicina Danilo Masahiko Kurisaki e pela tentativa de homicídio contra o caminhoneiro Adilson de Lima Queiroz, 45.

Apesar disto, o réu saiu livre do Fórum de Mogi e terá o direito de recorrer da sentença em liberdade.A família de Danilo deixou o prédio, por volta das 21 horas, do dia 17/06/2009 aliviada. Já a defesa de Galerani prometeu protocolar hoje um pedido para que seja realizado um novo júri.Durante a sessão, que começou às 13 horas, Galerani permaneceu de cabeça baixa. Foram poucas as vezes em que ergueu os olhos em direção ao juiz, mas evitava a plateia. Na segunda fileira, a dona de casa Fumiyo Tokunaga Kurisaki, mãe de Danilo, acompanhava atenciosamente cada palavra. Serena, chorou apenas ao ser lembrada pelo assistente de acusação, o criminalista Paulo Passos, da noite de 22 de março de 2001, quando recebeu a notícia da morte do filho.

Danilo foi atingido na cabeça pelo disparo de uma pistola 9 milímetros, efetuado por José Silvestre Carneiro. O autor do crime morreu em um acidente em 2003, mas Galerani, que dirigia o carro, foi condenado. Foram 16 anos de pena pela morte de Danilo e outros oito pela tentativa de assassinato do caminhoneiro.A acusação buscava provar a responsabilidade do réu no crime, já que ele sabia da intenção do autor e o acompanhou. A defesa garantia que ele era apenas empregado de Carneiro e teria sido obrigado a dirigir o automóvel.Por quatro votos contra três, Galerani foi condenado. Os jurados confirmaram que ele agiu sem que as vítimas pudessem se defender, mas excluíram a tese da defesa de que o réu teria agido por vingança.

Por Fumiyo (mãe do Danilo Masahiko Kurisaki)

 

Hoje, 23/03/201...Faz 10 anos! Saudade sem fim!
 
Quantas coisas poderíamos fazer juntos, se não fosse o dia 23/03/2001...
Se pudéssemos voltar atrás e apagar esta data...
Ah!... Como seria diferente...
Tudo passou... O tempo corre e avança... 10 anos! Apenas o amor de uma 
mãe ao seu filho domina a lembrança ...
A saudade invade o coração partido...Lágrimas em silencio...
Você, Danilo,meu filho, vive no Alto...não posso te abraçar...mas está 
comigo agora e sempre na saudade sem fim.
 
Oração a todos que estão no mundo celestial!
Amém!
 
Fumiyo (mãe do Danilo Masahiko Kurisaki)
MVJP - Movimento das Vítimas da Violência pela Justiça e Paz

Fumiyo Kurisaki compareceu ao julgamento com a família

Depois de pouco mais de oito horas de sessão, o juiz da 1ª Vara Criminal, Freddy Lourenço Ruiz Costa, anunciou a sentença. Marcelo Galerani, de 37 anos, foi condenado ontem pelo júri a 24 anos de prisão. Ele foi julgado pelo assassinato do estudante de Medicina Danilo Masahiko Kurisaki e pela tentativa de homicídio contra o caminhoneiro Adilson de Lima Queiroz, 45. 

Apesar disto, o réu saiu livre do Fórum de Mogi e terá o direito de recorrer da sentença em liberdade.A família de Danilo deixou o prédio, por volta das 21 horas, do dia 17/06/2009 aliviada. Já a defesa de Galerani prometeu protocolar hoje um pedido para que seja realizado um novo júri.Durante a sessão, que começou às 13 horas, Galerani permaneceu de cabeça baixa. Foram poucas as vezes em que ergueu os olhos em direção ao juiz, mas evitava a plateia. Na segunda fileira, a dona de casa Fumiyo Tokunaga Kurisaki, mãe de Danilo, acompanhava atenciosamente cada palavra. Serena, chorou apenas ao ser lembrada pelo assistente de acusação, o criminalista Paulo Passos, da noite de 22 de março de 2001, quando recebeu a notícia da morte do filho.

Danilo foi atingido na cabeça pelo disparo de uma pistola 9 milímetros, efetuado por José Silvestre Carneiro. O autor do crime morreu em um acidente em 2003, mas Galerani, que dirigia o carro, foi condenado. Foram 16 anos de pena pela morte de Danilo e outros oito pela tentativa de assassinato do caminhoneiro.A acusação buscava provar a responsabilidade do réu no crime, já que ele sabia da intenção do autor e o acompanhou. A defesa garantia que ele era apenas empregado de Carneiro e teria sido obrigado a dirigir o automóvel.Por quatro votos contra três, Galerani foi condenado. Os jurados confirmaram que ele agiu sem que as vítimas pudessem se defender, mas excluíram a tese da defesa de que o réu teria agido por vingança.



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Suzana Milene em 11/11/2011 21:14
nossa q triste ... fiquei muito emocionada ao ler o depoimento dessa mãe, pois sou mãe também. que deus abencõe ela e de conforto no seu coração e que seu filho descanse em paz ao lado do nosso criador. ai meu deus q tristeza deve ser perder um filho abencõe todas essas mães que passam por isso....

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