Danilo Masahiko Kurisaki, 23 anos, cursava o 3º ano de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes. Queria ser médico “para salvar vidas”, dizia. A violência impediu esse sonho no dia 23 de março de 2001. “Quando recebi o telefonema para ir até Mogi (pois o Danilo Masahiko Kurisak havia se envolvido numa confusão) para confirmar alguns dados, então pensei: ‘Como meu filho, estudante de Medicina, precisaria de alguém pra confirmar dados?’”, lembra a mãe Fumiyo Tokunaga Kurisaki.
Nesse momento, Danilo Masahiko Kurisak era levado para a sala de cirurgia de um hospital em Mogi. “Ao chegar, meu irmão disse para não alimentar esperanças, pois ele tinha levado um tiro na cabeça”, conta Fumiyo.
Horas antes, o estudante fazia uma refeição com um amigo quando aconteceu uma discussão entre um funcionário da lanchonete e duas pessoas que estavam no local. Os sujeitos foram expulsos do estabelecimento e prometeram voltar para retaliar. Quando Danilo Masahiko Kurisak saía, os bandidos passaram em um carro atirando. Um dos tiros atingiu sua cabeça. Posteriormente, “um dos assassinos morreu em um acidente e o outro aguarda julgamento em liberdade”, conta a mãe da vítima.
“Ele era muito pacífico, não brigava com ninguém. Quando o pai o levou para lutar sumô, ele era muito grande e forte, e sempre perdia para um menino menor. Eu perguntei a ele: ‘Filho, por que você perde para um menino menor se você é mais forte?’. Ele dizia: ‘Mãe, eu não quero machucar ninguém’”, relata Fumiyo.
Para minimizar a dor, Fumiyo busca o conforto de Deus e a companhia de outras mães em situação semelhante. Também elegeu a luta contra a violência e por justiça como nova prioridade em sua vida. “Mas é difícil, pois a cada dia a saudade aumenta”, finaliza.
Depois de pouco mais de oito horas de sessão, o juiz da 1ª Vara Criminal, Freddy Lourenço Ruiz Costa, anunciou a sentença. Marcelo Galerani, de 37 anos, foi condenado ontem pelo júri a 24 anos de prisão. Ele foi julgado pelo assassinato do estudante de Medicina Danilo Masahiko Kurisaki e pela tentativa de homicídio contra o caminhoneiro Adilson de Lima Queiroz, 45.
Apesar disto, o réu saiu livre do Fórum de Mogi e terá o direito de recorrer da sentença em liberdade.A família de Danilo deixou o prédio, por volta das 21 horas, do dia 17/06/2009 aliviada. Já a defesa de Galerani prometeu protocolar hoje um pedido para que seja realizado um novo júri.Durante a sessão, que começou às 13 horas, Galerani permaneceu de cabeça baixa. Foram poucas as vezes em que ergueu os olhos em direção ao juiz, mas evitava a plateia. Na segunda fileira, a dona de casa Fumiyo Tokunaga Kurisaki, mãe de Danilo, acompanhava atenciosamente cada palavra. Serena, chorou apenas ao ser lembrada pelo assistente de acusação, o criminalista Paulo Passos, da noite de 22 de março de 2001, quando recebeu a notícia da morte do filho.
Danilo foi atingido na cabeça pelo disparo de uma pistola 9 milímetros, efetuado por José Silvestre Carneiro. O autor do crime morreu em um acidente em 2003, mas Galerani, que dirigia o carro, foi condenado. Foram 16 anos de pena pela morte de Danilo e outros oito pela tentativa de assassinato do caminhoneiro.A acusação buscava provar a responsabilidade do réu no crime, já que ele sabia da intenção do autor e o acompanhou. A defesa garantia que ele era apenas empregado de Carneiro e teria sido obrigado a dirigir o automóvel.Por quatro votos contra três, Galerani foi condenado. Os jurados confirmaram que ele agiu sem que as vítimas pudessem se defender, mas excluíram a tese da defesa de que o réu teria agido por vingança.
Por Fumiyo (mãe do Danilo Masahiko Kurisaki)

Fumiyo Kurisaki compareceu ao julgamento com a família
Depois de pouco mais de oito horas de sessão, o juiz da 1ª Vara Criminal, Freddy Lourenço Ruiz Costa, anunciou a sentença. Marcelo Galerani, de 37 anos, foi condenado ontem pelo júri a 24 anos de prisão. Ele foi julgado pelo assassinato do estudante de Medicina Danilo Masahiko Kurisaki e pela tentativa de homicídio contra o caminhoneiro Adilson de Lima Queiroz, 45.
Apesar disto, o réu saiu livre do Fórum de Mogi e terá o direito de recorrer da sentença em liberdade.A família de Danilo deixou o prédio, por volta das 21 horas, do dia 17/06/2009 aliviada. Já a defesa de Galerani prometeu protocolar hoje um pedido para que seja realizado um novo júri.Durante a sessão, que começou às 13 horas, Galerani permaneceu de cabeça baixa. Foram poucas as vezes em que ergueu os olhos em direção ao juiz, mas evitava a plateia. Na segunda fileira, a dona de casa Fumiyo Tokunaga Kurisaki, mãe de Danilo, acompanhava atenciosamente cada palavra. Serena, chorou apenas ao ser lembrada pelo assistente de acusação, o criminalista Paulo Passos, da noite de 22 de março de 2001, quando recebeu a notícia da morte do filho.
Danilo foi atingido na cabeça pelo disparo de uma pistola 9 milímetros, efetuado por José Silvestre Carneiro. O autor do crime morreu em um acidente em 2003, mas Galerani, que dirigia o carro, foi condenado. Foram 16 anos de pena pela morte de Danilo e outros oito pela tentativa de assassinato do caminhoneiro.A acusação buscava provar a responsabilidade do réu no crime, já que ele sabia da intenção do autor e o acompanhou. A defesa garantia que ele era apenas empregado de Carneiro e teria sido obrigado a dirigir o automóvel.Por quatro votos contra três, Galerani foi condenado. Os jurados confirmaram que ele agiu sem que as vítimas pudessem se defender, mas excluíram a tese da defesa de que o réu teria agido por vingança.