Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
Diga não à impunidade
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Ricardo Viveiros Filho (Trânsito)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 25/06/1996

Localização: São Paulo (SP)

Data de Nascimento: 18/10/1970 (25 anos)

Data de Falecimento: 25/06/1996

Sexo: Masculino Masculino
 

Ricardo Viveiros Filho, 26 anos, e a filha, Mariana Valente Viveiros de Paula, de apenas 6 meses, faleceram em 1996, vítimas de um acidente de trânsito. O motorista atravessou o sinal vermelho na Rua da Cantareira, no centro de São Paulo, em altíssima velocidade.

Ricardo era filho do  jornalista e escritor Ricardo Viveiros que em entrevista para a revista veja relatou o ocorrido:
 
Era noite de sábado e o Ricardo tinha ido até minha casa para uma visita, sem avisar. Eu não estava, então ele deixou um bilhete sob a porta, a primeira coisa que vi quando cheguei. Em seguida, lavei o rosto, vesti o pijama e estiquei o braço para desligar o abajur. Ainda com o dedo no botão, acendi a luz de novo. Era o telefone tocando, com a notícia do acidente. Nas semanas seguintes, fui ao fundo do poço. Antes de dormir, fazia força para sonhar com ele, desejando que me dissesse que eu não tinha culpa de estar em um aniversário naquela noite.
 
Ao longo dos anos seguintes, o sofrimento continuou muito presente. Um dia, atendo o telefone e escuto: ‘Papai, eu quero te ver’. Era um homem idoso, beneficiado com um rim pela doação dos órgãos. É o tipo de situação em que você revive a dor e acaba se lembrando da impunidade. Ir atrás do culpado se mostrou a forma de, pelo menos, ter um ponto final justo nessa história. O escritório do advogado Maurício Zanoide passou esse tempo tentando localizar o condutor, que havia fugido do local, mas registrara boletim de ocorrência de acidente sem vítima, obviamente para receber indenização do seguro. Alguém anotou a placa do carro, então foi fácil confirmar o nome.
 
Esse cara ficou desaparecido e nós em alerta, até que, em 2010, ele fez carnê numa grande rede de lojas e descobrimos que estava em São Paulo. O julgamento aconteceu logo depois, com pena de um ano e nove meses de prisão, por homicídio culposo, que ele cumpre em liberdade, por ser réu primário. Mesmo que não tenha ido para a cadeia, considero esse resultado uma vitória, dentro da legislação do meu país. O Felipe, meu filho de 18 anos, muito bem disse: é como se, finalmente, tivéssemos enterrado Ricardo e Mariana.”
 
“A sensação de lei cumprida me trouxe um alívio enorme, mesmo que tenha demorado catorze anos para acontecer. Foi esse o tempo levado até encontrarmos o paradeiro do atropelador que matou meu filho, Ricardo, aos 26 anos, e a caçula dele, Mariana, de apenas 6 meses, em 1996. 
 
Em uma carta enviada ao filho Felipe e à nora, Ricardo Viveiros desabafa:
 
Bem, voltando ao início desta carta, o telefonema que recebi ontem do Prof. Dr. Zanóide foi para me informar, e a todos vocês, o que faço aqui, de que o culpado pelas mortes do Ricardo Filho e da Mariana - reencontrado por nós depois de tantos e tantos anos -, foi, finalmente, processado e condenado. Acaba de sair a decisão da Justiça: um ano e nove meses de prisão. Pode parecer muito pouco para todos nós que perdemos dois entes amados. Mas, também é certo de que se trata, à luz da Legislação do País, uma grande vitória. Afinal, como bem sabemos, mortes causadas por acidentes de trânsito muito dificilmente dão cadeia no Brasil.
 
Mas, como já disse antes e repito agora, o nosso propósito nunca foi o da vingança. Ou, ainda, o do cabível ressarcimento de todas as despesas geradas na perda do Ricardo Filho, porque a presença emocional continuará existindo enquanto eu viver e puder continuar tentando supri-la mesmo que apenas em parte. Nosso objetivo foi fazer Justiça, pela própria Justiça. E, agora, isso está concluído.
 
Ele, o culpado, responderá seus crimes em liberdade, pois é réu primário. Entretanto, terá para toda a sua vida o peso das mortes que causou e o nome, o bem maior de uma pessoa, marcado pela pena que lhe impôs a Justiça. E as consequências disso, os impedimentos legais que são gerados por uma condenação desse tipo. E, devemos esperar, o mais importante de tudo: que ele tenha a mais plena consciência do que causou a ele próprio e a todos nós. E cresça como ser humano, não causando outras vítimas por sua irresponsabilidade ao dirigir. E que neste País, embora haja muita coisa a ser corrigida, a Justiça existe e, portanto, as leis precisam ser respeitadas.
 
Bem, finalmente, sinto-me tranquilo quanto a tudo isso. Embora a dor, como um espinho que não se consegue tirar, siga espetando a alma para sempre. Mas, pelo menos, o Ricardo Filho e a Mariana, agora, estão definitivamente sepultados. Missão cumprida.
 
Um beijo do sogro, avô e pai.
 
Ricardo
 
 

Por Rafael Baltresca

Pela memória de minha irmã Bruna Baltresca e mamãe Miriam, mude seu comportamento agora: NUNCA beba e dirija.

Ajude-me nesta campanha. Uma única latinha pode matar. Comece a conscientização dentro de casa. Fale com amigos e parentes.

Por favor, assine nossa petição pública online. Quem bebe, dirige e mata, deve ir para a cadeia: http://www.NaoFoiAcidente.com.br
 

O jornalista e escritor Ricardo Viveiros, pai de Ricardo Viveiros Filho e avô da pequena Mariana Valente Viveiros de Paula, lançou em outubro de 2011 o livro  "O poeta e o passarinho", no qual transformou essa tragédia em uma terna história de amor à vida. 

Um livro importante para a superação desse tipo de problema. Em especial, pelas crianças e adolescentes.

Ricardo Viveiros Filho, 26 anos, e a filha, Mariana Valente Viveiros de Paula, de apenas 6 meses, faleceram em 1996, vítimas de um acidente de trânsito. O motorista atravessou o sinal vermelho na Rua da Cantareira, no centro de São Paulo, em altíssima velocidade.

Palavras do jornalista e escritor Ricardo Viveiros, pai de Ricardo Viveiros Filho e avô da pequena Mariana.

Esse cara ficou desaparecido e nós em alerta, até que, em 2010, ele fez carnê numa grande rede de lojas e descobrimos que estava em São Paulo. O julgamento aconteceu logo depois, com pena de um ano e nove meses de prisão, por homicídio culposo, que ele cumpre em liberdade, por ser réu primário. Mesmo que não tenha ido para a cadeia, considero esse resultado uma vitória, dentro da legislação do meu país. O Felipe, meu filho de 18 anos, muito bem disse: é como se, finalmente, tivéssemos enterrado Ricardo e Mariana.”
 
“A sensação de lei cumprida me trouxe um alívio enorme, mesmo que tenha demorado catorze anos para acontecer. Foi esse o tempo levado até encontrarmos o paradeiro do atropelador que matou meu filho, Ricardo, aos 26 anos, e a caçula dele, Mariana, de apenas 6 meses, em 1996. 


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