Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Polyanna Arruda Borges Leopoldino (Latrocínio)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 23/09/2009

Localização: Goiania (GO)

Data de Nascimento: 00/00/1983 (26 anos)

Data de Falecimento: 23/09/2009

Sexo: Feminino Feminino
 

O corpo de Polyanna Arruda Borges Leopoldino, 26 anos, foi encontrado no dia 23 de setembro de 2009 por volta das 18h30min, às margens do Córrego Caveirinha, Residencial Humaitá, região norte de Goiânia. Apresentava sinais de violência sexual e perfurações provenientes de disparos de arma de fogo.

O carro da publicitária, Prisma NKC-5623, de Goiânia, foi encontrado parcialmente queimado na manhã do mesmo dia no Residencial Caraíbas, próximo de onde foi encontrado o corpo de Polyanna.
De acordo com a Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), a publicitária saiu de casa na mesma manhã em que foi assassinada, por volta das 8h. A jovem seria uma das palestrantes em encontro de comunicação realizado na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), no Jardim Goiás.

O carro dela, o Prisma placas NKC-5623, de Goiânia, foi encontrado parcialmente queimado, na Rua Xavante, no Residencial Caraíbas, ainda na manhã de quarta-feira. Dentro do veículo, a Polícia Militar, que havia sido acionada por moradores da região, encontraram a bolsa com todos os documentos e pertences da empresária e publicitária, além do notebook dela.

A morte da publicitária Polyanna Arru­da Borges Leopol­dino, em 23 de se­tembro de 2009, ainda não foi totalmente esclarecida porque não se descobriu de quem é o sêmen encontrado no corpo da vítima. Já foram feitos mais de 70 exames de DNA com material genético dos suspeitos do assassinato — Marcelo Barros Carvalho, As­sad Haidar de Castro, La­vonierri da Silva e Deber­son Ferreira Leandro — e de todas as pessoas ligadas a eles e que poderiam estar no local do crime. O resultado deu negativo: o sêmen não é de nenhuma das pessoas investigadas. Segundo Kley­ton de Oliveira Alencar, um dos delegados responsáveis pelo caso, a polícia trabalha para descartar ou confirmar a participação de uma quinta pessoa no assassinato antes de concluir o inquérito.

Apesar de evidências da tentativa de estupro — Poly­anna Arruda foi encontrada seminua em um lugar ermo —, não foram encontrados indícios de violência sexual no corpo. Todavia, os legistas constataram que houve relação sexual nas últimas 72 horas antes do assassinato. Tempo em que o espermatozóide permanece vivo no corpo. Marcelo Carvalho, em sua confissão, afirmou que a vítima havia sido estuprada, no entanto, ele contou que se afastou do local, já que não compactuava com a violência sexual, e, de acordo com Kleyton Alencar, não pode atestar com certeza se o estupro foi consumado. “De onde estava não dava para ele saber se houve penetração.”
 
A participação de uma quinta pessoa no crime está sendo investigada por meio do rastreamento de ligações telefônicas. Essa fase também é demorada, explica Kleyton Alencar, porque as operadoras de telefonia atendem a todo País e a demanda é enorme. “Não se trata de má vontade das operadoras, mas os prazos estipulados pela Justiça não são rigorosamente cumpridos porque a demanda é muito grande.” Além da demora por parte das operadoras, o levantamento das ligações telefônicas acaba por envolver outros números que passam a ser investigados. “Um número de telefone pode levar a outros, que, por sua vez, pode levar a outros e assim por diante.”
 
A demora na investigação sobre o sêmen e no rastreamento de telefonemas é normal, segundo o delegado. O que teria atrasado as investigações foi o troca-troca de delegacias. O inquérito tem cinco volumes, sem contar as medidas cautelares que não são anexadas ao inquérito porque tramitam em sigilo, e cerca de 2 mil páginas. Cada delegado que assume o caso é obrigado a analisar todo o inquérito antes de dar andamento à investigação. O inquérito sobre a morte de Polyanna Arruda passou por três delegacias: Deic, de Furtos e Roubos de Veículos e de Homicídios, onde se encontra agora.
 
O caso vem sendo tratado como latrocínio (quando se mata para roubar). Para os dois delegados que comandam a investigação, Kleyton Alencar e Odair Soares, não foi um crime de latrocínio. “O Ministério Público pode entender assim, mas para nós foi um roubo com causas para aumento de pena”, afirma Alencar. O caso de Polyanna Arruda tem vários elementos que fogem da rotina dos roubos de veículos. Normal-mente, explica o delegado, os ladrões se interessam unicamente pelo carro e dispensam a vítima. O inquérito ainda não conseguiu esclarecer porque eles decidiram levar Polyanna Arruda. Uma das alternativas seria para evitar a notificação do roubo do veículo, que ocorreu pela manhã na porta do Campus 5 da PUC, no Jardim Goiás.
 
Nas faculdades
 
Essa quadrilha de roubo de veículos, especificamente, preferia roubar nesse horário, conta o delegado, e visava as portas de faculdades devido ao grande fluxo de veículos. Polyanna Arruda estava estacionando o carro quando foi atacada pelos assaltantes. Normalmente, afirma Kley-ton Alencar, ladrões de carro não estupram as vítimas. Mas no caso de Polyanna Arru­da, está confirmado que houve “investidas sexuais”, conta o delegado, e que ela resistiu. Também não é comum o assassinato em casos de roubo de car­ro. Polyanna Arruda foi baleada na frente e pelas costas e o delegado acredita que eles a mataram porque ela reagiu ao estupro.
 
Dadas essas circunstâncias, Kleyton Alencar tipifica o crime como roubo com aumento da pena por emprego de arma, no qual havia mais de um envolvido, em que a vítima teve sua liberdade restringida, além de homicídio por motivo torpe — diante da resistência da vítima às investidas sexuais — com a impossibilidade de defesa da vítima.
 
Marcelo Barros Carvalho e As­sad Haidar de Castro estariam sujeitos a essas acusações. Dia­ngo Gomes Ferreira, que teria encomendado três Prismas do mesmo modelo que o de Poly­anna Arruda a Lavonierri da Silva, não se enquadra em todos os crimes. Mas não será indiciado apenas por receptação de produto roubado. Kleyton Alencar explica que o receptador é aquele que compra o produto sem saber se é ou não produto de roubo. Diango Gomes Fer­reira solicitou o veículo e, sendo assim, se tornou partícipe do roubo. “Não será indiciado por homicídio, mas é integrante da quadrilha de roubo de carro.”
 
O delegado confirma que Deberson Ferreira Leandro estava no local quando Polyanna Arruda foi morta. Inicialmente, Marcelo Barros Carvalho havia dito que apenas ele, Assad Hai­dar e Lavonierri da Silva participaram do crime. Depois voltou atrás e disse que De­berson Ferreira participou ativamente da ação. “Ele pode ter excluído Deberson do cenário do crime por acreditar que ele era policial ou pode ter incluído Deberson agora para excluir outra pessoa.” É uma das dúvidas que o rastreamento das ligações telefônicas pode vir a esclarecer.
 
Já a participação de Lu­ciano Assis Santos no crime está praticamente descartada. Ele foi envolvido porque teria dito a uma testemunha que havia participado da morte da publicitária e, por isso, tinha receio de morrer. Ele foi morto dois meses depois do assassinato de Polyanna Arruda, no dia 23 de novembro de 2009. Inves­tigações iniciais davam conta que ele estaria com o Clio prata usado na abordagem da publicitária, mas, segundo Kleyton Alencar, a informação não foi confirmada. “E o Clio de Luciano era verde”, diz o delegado.
 
As mortes de Luciano Assis, Deberson Ferreira e Lavonierri da Silva podem não ter ligação com o assassinato de Polyanna Arruda, observa Kleyton Alencar. Ele conta que no mundo do cri­me é comum o suspeito de hoje ser a vítima de amanhã. “A violência é uma atividade de risco.” Lavonierri da Silva morreu em uma suposta troca de tiros com policiais militares, em de­zembro de 2009, quando dirigia um Prisma, roubado horas antes. Deberson Fer­reira, que se apresentava como policial militar, foi morto em fevereiro do ano passado quando atendia uma ligação em um telefone pú­blico. Kleyton Alencar não acredita que a morte dele esteja relacionada com o assassinato da publicitária.
 
A quadrilha de roubo de carros, que era comandada por Lavonierri da Silva, foi acionada por Diango Gomes Ferreira a pedido de Leandro Garcez Cascalho, que teria adquirido um Prisma preto sinistrado — batido e dado como perdido pelas seguradoras — em um leilão e queria reconstruir o veículo com peças de carros roubados. Para atender Leandro Garcez, Diango encomendou à quadrilha de Lavo­nierri da Silva três Prismas da mesma cor e modelo do comprado por Leandro. No mesmo dia em que Polyanna Arruda foi morta Lavonierri da Silva e Assad Haidar roubaram outro Prisma na capital.
 
Suspeito
 
Nenhum dos envolvidos na morte de Polyanna Ar­ruda é primário. Assad Hai­dar é suspeito de vários crimes e, em 2009, chegou a ser condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto por roubo de carro. Ele responde a outro processo, de novembro de 2010, por porte de arma de fogo, e, junto com Lucas Antônio Pereira Neto, Leandro Gar­cez Cascalho, Diango Gomes Ferreira e Bruno Braga Lemes, por roubo qualificado de veículo com emprego de arma. Processo de fevereiro de 2011.
 
Em outro processo, de novembro de 2009, Assad Haidar já havia sido condenado por roubo. De acordo com a sentença, Assad Hai­dar aproveitou que “a vítima estava acompanhada de uma criança no veículo e colheu-a de surpresa”. Ele roubou “dois pares de óculos, o celular, a quantia em dinheiro de R$ 200,00, um talão de cheque em branco e um cartão de crédito”. Assad Haidar foi condenado a 6 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão em regime semiaberto e a sentença se justifica pelo fato de “o delito ter sido cometido mediante grave ameaça, consistente no emprego de arma de fogo”.
 
Diango Gomes Ferreira tem duas condenações por receptação. Com base em um processo de março de 2009 foi condenado a quatro anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto em uma ação que incluía José Antônio Martins Neto e Lucas Cor­deiro dos Santos. Em abril do ano passado foi condenado a quatro anos e seis meses de reclusão, por “crime de receptação qualificada”.
 
Deberson Ferreira Lea­ndro é réu em um processo de homicídio e Mar­celo Bar­ros Carvalho responde pelo roubo de um automóvel Gol realizado um dia após a mor­te de Polyanna Arruda. Ele tam­bém confessou ter roubado uma moto Biz, junto com Lavonierri da Silva. Segundo o relato de Marcelo, depois de ter a própria moto Biz roubada eles decidiram roubar uma parecida e substituir o número de chassi pelo da moto roubada. Mar­celo Bar­ros estava preso até quinta-feita, 27, por causa do roubo da moto (mas a testemunha não o teria reconhecido), não por ser suspeito da morte de Polyanna Arruda. Mas a Justiça decidiu por sua liberação. Teme-se que possa ser morto pelo mesmo grupo que matou outros integrantes da quadrilha.
 
“Deic não ficou sabendo de descoberta de corpo”
 
A mãe de Polyanna Arruda Borges Leopoldino, Tânia Borges, em entrevista ao Jornal Opção disse que um trabalhador viu o corpo de Polyanna e ligou na Delegacia Estadual de Investigação Criminal (Deic) para informar. Segundo Tânia Borges, “a polícia simplesmente ignorou, apesar de ser próximo ao local em que o carro tinha sido encontrado, dois ou três quilômetros”.
 
O delegado Kleyton de Oliveira Alencar nega que o fato tenha ocorrido dessa maneira. Segundo ele, o morador que descobriu o corpo ligou para o 190, número da Polícia Militar, e combinou que aguardaria a polícia para mostrar o local onde estava o corpo. Mas por algum motivo, ele mudou de ideia e foi embora. No dia seguinte, o mesmo trabalhador passou novamente pelo local, onde o corpo ainda estava, chamou um colega e, juntos, decidiram ligar novamente para a polícia. “Os policiais da Deic não ficaram sabendo da descoberta do corpo e, do jeito que a mãe da vítima falou, ficou parecendo um descaso total”, observa o delegado.
 
Em relação à entrevista de Tânia Borges, Kleyton Alencar explica também que o caso foi investigado inicialmente pela Deic porque se suspeitava de sequestro. Ele acredita que o inquérito permaneceu na Deic mesmo depois de se descobrir que se tratava de morte violenta para evitar a perda de tempo que ocorre quando há transferência do processo de uma delegacia para outra. Em julho de 2007, por uma decisão da cúpula da Polícia Civil, a investigação passou para a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos e, somente em março de 2011, chegou à Delegacia de Homicídio.
 
Quatro homens foram condenados na tarde de 11 de outubro de 2012 pela morte da publicitária Polyanna Arruda. A decisão foi do juiz Wilton Müller Salomão, da 8ª Vara Criminal de Goiânia. Juntas, as penas somam mais de 115 anos.
 
O magistrado condenou Assad Haidar de Castro e Marcelo Barros Carvalho por latrocínio - roubo seguido de morte -, ocultação de cadáver, estupro e formação de quadrilha. Marcelo pegou 45 anos e Marcelo, 25 anos e 8 meses.
Diango Gomes Ferreira, que encomendou o roubo do carro da publicitária para atender a um pedido feito por Leandro Garcez Cascalho, recebeu pena de 23 anos e 2 meses por roubo qualificado e formação de quadrilha. Leandro foi condenado pelos mesmos crimes e ficará recluso por 21 anos e 4 meses. De acordo com o juiz, todos cumprirão as penas em regime fechado. A condenação cabe recurso, a determinação da Justiça é que permaneçam presos mesmo durante a fase recursal.

Thiago & Polyanna (álbum de família)

Suspeitos da morte da publicitária  Polyanna Arruda Borges Leopoldino, de 26 anos.

O corpo de Polyanna Arruda Borges Leopoldino, 26 anos, foi encontrado no dia 23 de setembro de 2009 por volta das 18h30min, às margens do Córrego Caveirinha, Residencial Humaitá, região norte de Goiânia. Apresentava sinais de violência sexual e perfurações provenientes de disparos de arma de fogo.

O carro da publicitária, Prisma NKC-5623, de Goiânia, foi encontrado parcialmente queimado na manhã do mesmo dia no Residencial Caraíbas, próximo de onde foi encontrado o corpo de Polyanna.
De acordo com a Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), a publicitária saiu de casa na mesma manhã em que foi assassinada, por volta das 8h. A jovem seria uma das palestrantes em encontro de comunicação realizado na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), no Jardim Goiás.
 
Quatro homens foram condenados na tarde de 11 de outubro de 2012 pela morte da publicitária Polyanna Arruda. A decisão foi do juiz Wilton Müller Salomão, da 8ª Vara Criminal de Goiânia. Juntas, as penas somam mais de 115 anos.
 
O magistrado condenou Assad Haidar de Castro e Marcelo Barros Carvalho por latrocínio - roubo seguido de morte -, ocultação de cadáver, estupro e formação de quadrilha. Marcelo pegou 45 anos e Marcelo, 25 anos e 8 meses.
Diango Gomes Ferreira, que encomendou o roubo do carro da publicitária para atender a um pedido feito por Leandro Garcez Cascalho, recebeu pena de 23 anos e 2 meses por roubo qualificado e formação de quadrilha. Leandro foi condenado pelos mesmos crimes e ficará recluso por 21 anos e 4 meses. De acordo com o juiz, todos cumprirão as penas em regime fechado. A condenação cabe recurso, a determinação da Justiça é que permaneçam presos mesmo durante a fase recursal.


Não será publicado.




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Eunice Fernandes Da Silva em 11/10/2012 22:41
Graças a Deus, tomara q apodreçam na cadeia. veja ai o desfecho desse casohttp://g1.globo.com/goias/noticia/2012/10/juiz-condena-quatro-pela-morte-da-publicitaria-polyanna-borges-em-go.html

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