Data do Ocorrido: 05/09/2011
Localização: Rio de Janeiro (RJ)
Data de Nascimento: 00/00/2005 (6 anos)
Data de Falecimento: 05/09/2011
Sexo: Feminino
Juliana Rodrigues, de 6 anos, foi vítima de bala perdida durante um confronto entre policiais e traficantes na Favela Parque Alegria, no Caju, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, no dia 05 de setembro de 2011. A garota estava indo para a escola com a babá quando foi atingida por um tiro.
A pequena Juliana foi atingida no tórax e teve o pulmão e o estômago perfurados. Ela estava internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, mas não resistiu. Ela passou por duas cirurgias e morreu na sala de pós-operatório do centro cirúrgico.
Além da criança, um morador e um policial civil foram baleados na manhã de segunda-feira (05/09), no Parque Alegria. Segundo policiais do 4º BPM (São Cristóvão), dois bandidos em uma moto atiraram contra um carro que seguia para o estande de tiros da Polícia Civil, no Caju. Houve troca de tiros. Um dos suspeitos, que estaria atirando com um fuzil, foi baleado e morreu na hora.
De acordo com a polícia, os bandidos teriam atirado contra dois carros da Corregedoria Geral Unificada (CGU) da Secretaria estadual de Segurança que acompanhavam um veículo da Academia de Polícia (Acadepol), com alunos e professores. Um dos policiais que estava no veículo foi atingido de raspão.
Parentes e colegas de escola se despediram emocionados de Juliana Rodrigues. O laudo da perícia que vai determinar de onde partiu a bala que matou a menina deve sair em 30 dias.
Em memória da vascaína Juliana Rodrigues, de 6 anos, vítima de bala perdida, foi respeitado um minuto de silêncio, minutos antes do início de Vasco e Coritiba, em São Januário dia 08/09/2011.
A menina também foi homenageada por Roberto Dinamite, durante o intervalo do jogo. O presidente do clube recepcionou alguns familiares de Juliana na Tribuna de Honra do estádio. Roberto Dinamite confortou os familiares com algumas palavras. Dois tios e o primo da cruzmaltina acompanharam as homenagens e a vitória do Gigante da Colina sobre o Coritiba por 2 a 0.
A delegada da 17ª DP (São Cristóvão), Monique Vidal, responsável pela investigação do caso, informou que um fuzil 762, vários carregadores de fuzil e de outras armas, munição, pelo menos dez pacotes de maconha, trouxinhas da erva foram apreendidos na manhã de segunda (05/09) por policiais da Academia de Polícia (Acadepol), no Caju. Eles contaram que foram recebidos a tiros por dois suspeitos em uma moto, por volta das 8h, num acesso próximo à linha férrea, na comunidade Parque Alegria, e houve tiroteio.
O material estava em duas mochilas levadas pelo carona da moto, que também portava a arma e morreu no local. O outro suspeito fugiu. Além da menina, um policial e um morador da comunidade ficaram feridos. Junto com a droga estavam centenas de adesivos para etiquetar a maconha. Os policiais ressaltaram a qualidade gráfica das etiquetas e o fato de a maconha ser hidropônica.
Os policiais recolheram ainda cadernos que, segundo disseram, contêm a contabilidade da venda de drogas do local. E também um pacote de comprimidos que a delegada disse ainda não saber do que se trata. “Tudo vai para a perícia”, disse a delegada.
A delegada apreendeu três armas dos policiais: uma pistola Taurus .40, um fuzil Colt 556 e uma submetralhadora HK 9 mm, que serão enviadas para a perícia para identificar de quais armas saíram os tiros que atingiram o policial, a criança, o morador e o suspeito.
Os policiais são da Coordenadoria de Operações Especiais (Core) e instrutores de tiro. Eles estavam em um comboio de cinco viaturas levando agentes da Corregedoria Geral Unificada (CGU) para treinarem num galpão de tiro no Caju. Num acesso próximo à passagem da linha férrea eles foram recebidos a tidos pelos suspeitos na moto. Policiais da viatura que ia à frente revidaram.
“Foi tudo tão rápido que os carros que iam atrás nem perceberam”, contou Monique Vidal, que na segunda ouviu os policiais envolvidos e espera ajuda da população pelo Disque-Denúncia (2253-1177) para tentar localizar o suspeito fugitivo. O anonimato é garantido.
Balas Perdidas...quando isso vai ter fim?
O cantor, Leandro Sapucahy, expressou nessa linda música "Bala Perdida" toda a realidade da dor de uma família que perde o seu ente querido, vítima de bala perdida...
"Pra nunca mais ver na TV outra mamãe chorar, sofrer...enxugue as lágrimas que rolam em pranto...Deus que cubra a todos com Sagrado Manto!"
Abaixo-assinado Movimento O Rio Pede Paz e Gabriela Sou da Paz juntos pelas Famílias Vítimas de Balas Perdidas
Por favor Assine e Divulgue a Petição Pública