Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Emília Celeste Lima Noronha (Outro)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 06/09/2008

Localização: Belém do Pará (PA)

Data de Nascimento: 00/00/1926 (82 anos)

Data de Falecimento: 06/09/2008

Sexo: Feminino Feminino
 

Por Vania Noronha, filha de Emília Celeste Lima Noronha

Quando se encerravam as comemorações de formatura de uma turma de direito da UNAMA da qual meu filho fazia parte, em 06/09/2008, minha mãe foi vítima de homicídio diante de mais de uma centena de pessoas. Com seus 82 anos, ela era completamente lúcida e saudável, gerenciando sua própria vida e participando intensamente do convívio de seus filhos e netos, além de ser a procuradora de sua irmã mais velha. Nunca foi afeita a festas, mas sentia-se muito feliz em participar das comemorações familiares.

Quando levei minha mãe para o baile de formatura de meu filho, um evento estritamente selecionado e familiar, no salão de festas da sede campestre da Assembléia Paraense, clube que, como sócia, já freqüentava, jamais poderia imaginar que seria uma ida sem volta, que ela sofreria morte violenta naquele local. Em hipótese alguma poderia considerar que em um baile de colação de grau, nas dependências da Assembléia Paraense, haveria risco de morte para uma pessoa que ficou sentada na mesa reservada para sua família, apreciando as homenagens e comemorações, só levantando-se em raras ocasiões, sempre acompanhada de sua filha ou de uma de suas noras.
 
O que ocorreu e para o qual não há qualquer argumento que justifique a conduta dos denunciados pelo homicídio foi que: De repente, integrantes da Banda Mocotó Elétrico, logo após a última música, iniciaram a desmontagem dos equipamentos de som. Dois deles puxaram com uma corda de metal, uma das caixas de som (com peso de cerca de 50 Kg) que estava sobre estruturas metálicas com mais de 5 metros de altura. Essas estruturas não estavam fixadas no solo e as bases que as sustentavam no chão eram muito estreitas para suportar e equilibrar pilastras daquela altura. Os integrantes da Banda Mocotó Elétrico não usavam equipamentos apropriados para o desmonte (puxavam as correntes sem uso de luvas que evitariam as correntes escorregassem).
 
Os integrantes da Banda Mocotó Elétrico não esperaram o salão esvaziar, eles não isolaram a parte do salão próxima ao palco, eles nem sequer avisaram que iniciariam a desmontagem, alertando as pessoas para se afastarem do local. Durante a desastrada tentativa de retirar a caixa de som eles derrubaram uma enorme e pesada torre (aproximadamente 100Kg) sobre minha mãezinha que estava de pé, ao meu lado, em frente à mesa onde permanecera durante toda noite (a mesa reservada à  nossa família, que era a mesa mais próxima ao palco), matando-a diante de mim, de meus filhos e de todos que se encontravam no local.
 
Os integrantes da Banda Mocotó Elétrico assumiram o risco de causar a morte, de UMA (e causaram a da minha mãe) ou VÁRIAS pessoas, quando decidiram desmontar aqueles equipamentos sem a menor precaução. Eles não tiveram o menor zelo com a preservação do MAIOR patrimônio de cada cidadão, que é a VIDA. 
 
Os integrantes da Banda Mocotó Elétrico foram denunciados por homicídio  pelo Ministério Público e em breve será a audiência de instrução e julgamento na 12ª vara civil. Nada trará minha mãe de volta, nem apagará da memória e do coração daqueles que,  como eu, a amavam, os momentos trágicos que vivenciamos naquele que seria um “final de comemoração de formatura”. Desse modo, para nós, que a amávamos e admirávamos, só nos resta o CLAMOR por JUSTIÇA.                                                                 

Até então, 06 de outubro representava para nós “somente” a data do aniversário de meu primeiro filho. Aquele filho que, por ocasião de seu nascimento, em São Paulo, fez com que minha mãe, Emília Noronha, se afastasse (com férias e licença prêmio) de suas atividades laborais e também de seu lar, e “voasse” para aquela cidade, onde recebeu, cheia de alegria, seu primeiro neto. O mesmo neto que, 23 anos depois, levou-a como paraninfa, por ocasião de sua formatura em Medicina pela UFPA.  O mesmo neto que, em 06/09/2008, junto com seu irmão “do meio”, prestou-lhe o único socorro ao qual minha mãe teve direito, no chão do salão de festas da sede campestre da Assembléia Paraense, após ser mortalmente atingida por uma enorme coluna de ferro derrubada por elementos da banda Mocotó Elétrico.  

Dessa vez, foi meu filho quem “voou” de São Paulo para cá. Ele será testemunha do Ministério Público na audiência de INSTRUÇÃO e JULGAMENTO que apura a responsabilidade pela morte de sua avó, onde seis integrantes da Banda Mocotó Elétrico respondem pela acusação de homicídio culposo.  
 
A audiência terá lugar na 12ª vara criminal, às 9 horas de 06 de outubro de 2011.
 
Agora,  06 de outubro poderá ter “também”, para nós,  outro significado.
 
Poderá ser o dia de se fazer  JUSTIÇA.
 
Vânia Noronha
 
Do Ocorrido
 
Um acidente causou tristeza em uma festa de formatura no dia 05 de setembro de 2008: uma treliça metálica desabou, vitimando uma senhora de 82 anos. Uma turma de formandos em Direito de uma universidade particular em Belém realizava sua festa de formatura no salão nobre de sede campestre da Assembléia Paraense, quando por volta das 4h30 da manhã, a treliça de metal, onde estavam quatro caixas de som, desabou sobre uma das mesas, atingindo dona Emilia Celeste Lima Noronha, avó de um dos colandos, na cabeça. A idosa foi socorrida no local e levada ao Hospital Porto Dias, na Almirante Barroso, mas não resistiu e faleceu. Na mesa onde se encontrava dona Emília, haviam ainda oito pessoas da família, que não sofreram nenhum ferimento.
 
O filho da vítima, Celso Noronha afirmou que a família estava desolada com o ocorrido. “Já fizemos a ocorrência e vamos processar a empresa de eventos responsável, pra que isso não ocorra com outras pessoas. Foi uma total falta de despreparo”, afirmou.
 
Por meio de uma nota divulgada a direção da Assembléia Paraense lamentou o acidente e informou que em casos como este, em que o salão é alugado para terceiros, todos os serviços – com exceção do buffet – são de responsabilidade do contratante, de acordo com contrato assinado entre as partes.
 
O delegado que preside o inquérito, José Maria Pereira, disse que as declarações feitas durante o depoimento do responsável pela banda que tocou no evento acrescentaram novas informações, que motivaram o reinquirimento das testemunhas. 'Vamos ouvir novamente os responsáveis pela Fábrica de eventos e da Assembléia Paraense para checar essas informações', revelou o delegado, que também não quis revelar que informações são essas.
Pereira acrescenta que já sabe quem será responsabilizado pela morte da idosa. 'Pelo que investigamos até agora e com os depoimentos já dá para saber quem são os responsáveis, faltam apenas alguns detalhes para identificar o grau de culpabilidade', disse o policial, que preferiu não adiantar quantos e quem será indiciado no caso.
 
Depoimentos - Os esclarecimentos prestados pelo produtor musical da banda Mocotó Elétrico, João Andrade e pelo técnico de iluminação da banda, Carlos Carvalho, pouco acrescentaram à investigação. 'Os dois disseram que só viram quando o acidente já havia acontecido. O produtor informou que era responsável apenas pelo agendamento dos shows e o iluminador, que tinha a função de montagem e desmontagem somente da iluminação, que nada teve a ver com o acidente', disse o delegado.
 
Depois desses depoimentos a polícia pode marcar uma acareação entre os três envolvidos, se permanecerem divergências nas declarações. A expectativa é que o inquérito seja concluído antes do dia 10 de outubro de 2008. 'Faltam apenas uns detalhes e saber se os responsáveis assumiram o risco de produzir o acidente ou não, mas eles serão responsabilizados pelo homicídio, falta apenas nos certificarmos se será culposo ou doloso', finaliza o delegado.
 

Emília Celeste Lima Noronha, 82 anos,  professora aposentada, faleceu após ser atingida por uma estrutura metálica que servia de suporte para as caixas de som no palco. O acidente aconteceu no dia 6 de setembro de 2008, durante a formatura do neto, em um salão de festas, em Belém do Pará.

Por Vania Noronha, filha de Emília Celeste Lima Noronha

Até então, 06 de outubro representava para nós “somente” a data do aniversário de meu primeiro filho. Aquele filho que, por ocasião de seu nascimento, em São Paulo, fez com que minha mãe, Emília Noronha, se afastasse (com férias e licença prêmio) de suas atividades laborais e também de seu lar, e “voasse” para aquela cidade, onde recebeu, cheia de alegria, seu primeiro neto. O mesmo neto que, 23 anos depois, levou-a como paraninfa, por ocasião de sua formatura em Medicina pela UFPA.  O mesmo neto que, em 06/09/2008, junto com seu irmão “do meio”, prestou-lhe o único socorro ao qual minha mãe teve direito, no chão do salão de festas da sede campestre da Assembléia Paraense, após ser mortalmente atingida por uma enorme coluna de ferro derrubada por elementos da banda Mocotó Elétrico.  

Dessa vez, foi meu filho quem “voou” de São Paulo para cá. Ele será testemunha do Ministério Público na audiência de INSTRUÇÃO e JULGAMENTO que apura a responsabilidade pela morte de sua avó, onde seis integrantes da Banda Mocotó Elétrico respondem pela acusação de homicídio culposo.  
 
A audiência terá lugar na 12ª vara criminal, às 9 horas de 06 de outubro de 2011.
 
Agora,  06 de outubro poderá ter “também”, para nós,  outro significado.
 
Poderá ser o dia de se fazer  JUSTIÇA.
 
Vânia Noronha


Não será publicado.




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