Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Rosileide Queiros de Oliveira (Outro)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 22/09/2011

Localização: São Caetano do Sul (SP)

Data de Nascimento: 00/00/1973 (44 anos)

Sexo: Feminino Feminino
 

Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, professora de português da 4ª série do ensino fundamental, foi baleada pelo aluno Davi Mota Nogueira, de 10 anos, que se matou em seguida, dentro da Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, no ABC, no dia 22 de setembro de 2011.

A professora, Rosiliede Oliveira, levou um tiro na região posterior do lado esquerdo, altura do quadril e sofreu uma fratura na patela direita. Ela não correu risco de morrer. O tiro foi disparado pelo garoto, aluno do 4º ano C, com um revólver calibre 38. Por volta de 15h50 ele atirou contra a professora do lado de fora da sala de aula, já que tinha saído para tomar água. Estavam na sala no momento 25 alunos.

Depois do disparo com o revólver do pai, Milton Nogueira, de 42 anos, que é da Guarda Civil em São Caetano, David se retirou e disparou contra a própria cabeça. Ambos foram socorridos com vida. O menino foi atendido no Hospital de Emergência Albert Sabin, em São Caetano, teve duas paradas cardíacas e morreu às 16h50.

O pai do menino já havia notado a falta da arma em casa e chegou a ir à escola durante à tarde para perguntar aos filhos se eles estavam com ela. Segundo a diretora, o pai foi autorizado a conversar com os filhos, mas o conteúdo da conversa não foi relatado aos funcionários. Os dois filhos negaram que estivessem com a arma.

Para Meire Cunha, coordenadora pedagógica da escola, se o pai tivesse relatado à direção o que havia ocorrido algo poderia ter sido feito para evitar a morte do menino.

O inquérito que investiga o tiro disparado contra a professora Rosileide Oliveira será encerrado sem uma conclusão, segundo Lucy Fernandes, delegada  titular do 3º Distrito Policial, em São Caetano do Sul. Ela afirmou estar cada vez mais distante de chegar ao motivo que levou o garoto a cometer o crime.

Segundo Lucy, que classificou o fato como "frustrante", o Ministério Público pode tomar três decisões: pedir o arquivamento do inquérito, solicitar mais diligências à delegacia, ou denunciar. A polícia descartou a participação de uma terceira pessoa no episódio após ouvir o depoimento de um professor. O pai de Davi, Milton Nogueira, guardava o revólver na parte de cima de um armário, mas a delegada rechaçou indiciá-lo por omissão.

"Para a polícia não existe culpado." Ela ressalta que deixará a decisão à Justiça. "Ele já foi penalizado o suficiente pela morte do filho."

Também foi descartada a participação de outra pessoa na tragédia. A conclusão foi feita após colher o depoimento de um professor da escola. Ele disse que encontrou o corpo de Davi com a cabeça encostada na escada e a arma sobre o peito. "Os laudos apontaram que ele atirou contra a própria cabeça."

Lucy não acredita na hipótese de crime premeditado. "Pela personalidade dele e pelos momentos anteriores ao ato, não me parece que tenha premeditado. Senão teria dados alguns sinais."

Ela acredita que o estudante possa ter levado a arma para a escola para se "sobressair". "Como os colegas não acreditaram que a arma era de verdade, ele pode ter pego para chamar a atenção. O disparo aconteceu e no desespero ele se matou."

Segundo Lucy, o depoimento da professora baleada, Rosileide Queiros de Oliveira, 38, que está abalada e sem entender o que aconteceu, reforçou o bom comportamento do garoto. Ela confirmou para a delegada que no momento estava de costas e não viu nada.

"Ela conta que entrou na sala de aula, deixou o material na mesa e foi apagar a lousa. Ouviu um barulho que associou a uma bomba ou arrastar de cadeiras. Ela começou a sentir o corpo estranho, como se fosse uma descarga elétrica, e caiu. Só percebeu que estava machucada quando colocou as mãos nas costas e viu que estava sangrando", relata a delegada.

Além da professora, foram ouvidos na segunda-feira (04/10) quatro colegas de sala de Davi. "Três acreditam que não foi algo intencional. Só uma disse que Davi teria dito ter a intenção de matar a professora e se matar", explica.

Em entrevistas à imprensa, os pais de Davi revelaram o desejo de encontrar a professora Rosileide para pedir desculpas por causa do ato do filho.

Davi Mota Nogueira, de 10 anos, que se matou, dentro da Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, no ABC, no dia 22 de setembro de 2011, após atirar na professora.

Elenice Mota Nogueira, 38 anos e Milton Nogueira, de 42 anos, pais de Davi Mota Nogueira, 10 anos, que atirou na professora Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos.

Adriano Lima/Fotoarena/AE - Daia Oliver/R7
Alunos e professores prestam homenagem a professora e estudante envolvidos em tragédia em São Cateano

Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, professora de português da 4ª série do ensino fundamental, foi baleada pelo aluno Davi Mota Nogueira, de 10 anos, que se matou em seguida, dentro da Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, no ABC, no dia 22 de setembro de 2011.

O inquérito que investiga o tiro disparado contra a professora Rosileide Oliveira será encerrado sem uma conclusão, segundo Lucy Fernandes, delegada  titular do 3º Distrito Policial, em São Caetano do Sul. Ela afirmou estar cada vez mais distante de chegar ao motivo que levou o garoto a cometer o crime.

Segundo Lucy, que classificou o fato como "frustrante", o Ministério Público pode tomar três decisões: pedir o arquivamento do inquérito, solicitar mais diligências à delegacia, ou denunciar. A polícia descartou a participação de uma terceira pessoa no episódio após ouvir o depoimento de um professor. O pai de Davi, Milton Nogueira, de 42 anos, guardava o revólver na parte de cima de um armário, mas a delegada rechaçou indiciá-lo por omissão.



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Deise Dias Marques Da Costa em 19/10/2011 12:10
não entendi a legenda da foto com os balões brancos que dizem que estes foram para homenagear o aluno e a professora, afinal descupem-me a franqueza, mas a única pessoa que merece a homenagem é a professora e não o aluno.. não querendo ofender a memória dele... mas que seja posta em evidência a verdade...

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