Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Toni Bernado da Silva (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 22/09/2011

Localização: Cuiaba (MT)

Data de Nascimento: 00/00/1984 (27 anos)

Data de Falecimento: 22/09/2011

Sexo: Masculino Masculino
 

O estudante universitário do curso de Economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Tony Bernardo da Silva, de 27 anos, morreu no dia 22/09/2011 em Cuiabá, após se envolver em uma briga de bar no bairro Boa Esperança, área nobre da Capital, que terminou em pancadaria e uma pessoa morta e três presas. 

O estudante, segundo a Polícia Militar, era natural da Guiné-Bissau, um país africano que fala de língua portuguesa. Tony morava em uma república no mesmo bairro Boa Esperança. Ele teria se envolvido em uma briga com dois policiais militares que estava à paisana e o filho de um delegado da Polícia Civil quando foi morto.
 
Foram autuados em flagrante em crime de homicídio, segundo o delegado Esperandio, os policiais militares Igor Maciel Montenegro, de 24 anos, Wesley Fagundes Pereira, de 24 anos, e o empresário Sérgio Marcelo Silva da Costa, de 27 anos, filho de um delegado de Polícia.
 
A confusão teria começado por causa de Rosângela Alves de Oliveira, 36, e seu ex-marido que teria tentado agredí-la e outras pessoas teriam tentado separar a briga do casal. Um outro casal envolvido na confusão também foi levado para a DHPP, mas  acabou sendo ouvido como testemunha e liberado.
 
Rosângela, segundo ainda a Polícia Militar, está grávida de oito meses. Existe  no entanto, uma segunda versão para o mesmo caso. Tony teria sido espancado até a morte porque teria pedido dinheiro e depois ter tentando enforcar Rosângela que estava no local com amigos.
 
Foi um linchamento. O estudante universitário Toni Bernardo da Silva, de 27 anos, foi mesmo espancado até a morte. Uma testemunha contou que estava no bar e afirmou que a vítima foi espancada por mais de 15 minutos por três homens enfurecidos por causa de uma futilidade.
 
O corpo de Tony, que morreu na hora de tanto ser espancado, ficou no local por mais de uma hora sem que a Polícia fosse acionada. Enquanto isso, segundo um grupo de estudantes universitários que mora na mesma república em que morava a vítima, o dono do bar lavou o local e fechou o estabelecimento como se nada tivesse acontecido.
 
“Foi um verdadeiro massacre. Os três homens pareciam estar possuídos. A sessão de tortura só parou quando o rapaz morreu. A Polícia precisa fazer alguma coisa, pois no local não existe um mínimo de segurança”, afirmou uma testemunha que estava no local.
 
O estudante chegou ao local e teria ido até uma mesa onde estavam algumas pessoas  e pediu dinheiro. Logo saiu, mas foi abordado por um homem e logo em seguida começou o massacre.
 
Os amigos e compatriotas de Toni Bernardo da Silva convidaram para a missa de sétimo dia de sua morte, que foi realizada em 28/09, às 19h, na Igreja de São Benedito, Bairro Boa Esperança. A concentração foi no Centro Cultural da UFMT, às 18h, de onde os participantes seguiram juntos para a igreja, levando velas acesas.
Seguindo suas tradições culturais e religiosas, os estudantes dos países africanos ofereceram alimentos e refrigerantes e deixaram a critério dos convidados que levassem essas oferendas. 
 
Treze estudantes de Guiné-Bissau entregaram à reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maria Lúcia Cavali Neder, um documento com uma série de reivindicações para melhorar a situação dos acadêmicos estrangeiros na instituição. O documento foi apresentado à reitora durante o ato de repúdio à violência em memória do africano Toni Bernardo da Silva, de 27 anos, que foi espancado até a morte.
Entre as reivindicações que constam no documento está um melhor acompanhamento e assistência aos alunos estrangeiros, por parte da instituição, durante o período em que eles estiverem no país. Além disso, os estudantes guinenses pedem também que não ocorra atrasos na bolsa, que é o auxílio financeiro dado aos estudantes estrangeiros no decorrer do curso.
 
A Universidade Federal de Mato Grosso informou que a reitora irá se reunir com os estudantes africanos na  terça-feira (03/10) para discutir os problemas apresentados pelos alunos estrangeiros.
 
O deputado federal Luis Alberto Silva dos Santos (PT-BA), presidente da Frente Parlamentar Mista pela Igualdade Racial, vai encaminhar pedido à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados para que a Polícia Federal interfira nas investigações do assassinato de Toni Bernardo da Silva, de 27 anos.
 
O grupo de representantes dos estudantes de entidades do movimento negro de Brasília participou de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania (CDH) da Câmara dos Deputados. Lá foi entregue o documento denunciando o assassinato do estudante guineense e pedindo o acompanhamento do caso pelo parlamento brasileiro às deputadas Manuela Dávila (PC do B-RS) e Keiko Ota (PSB-SP).
Manuela é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara dos Deputados. Keiko, além de membro desta mesma comissão, é presidente da Frente Parlamentar de Defesa das Vítimas de Violência. “Infelizmente a maioria das vítimas da violência, sobretudo a policial, tem sido jovens negros”, lamentou Keiko Ota. “Vamos acompanhar para que este caso não fique impune”, acrescentou.
 
Um laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) apontou como causa da morte asfixia decorrente de uma fratura na traquéia. O delegado Antonio Esperandio solicitou de toxicológico, alcoolemia e necropsia, pois, segundo testemunhas, Toni aparentava estar sob efeito de drogas ou embriagado.
 
Amigo do ex-aluno da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) Toni Bernardo da Silva o economista Samuel Maschio, que atualmente mora na cidade Cianorte (PR), disse em entrevista ao Olhar Direto que por várias vezes ele e outro amigo tentaram ajudar o estudante e que não se deve ser discutido apenas a violência, mas o que gerou toda a situação, no caso, as drogas.
 
“É lamentável como uma coisa puxa a outra, o que se deve discutir é o que o levou a estar ali. Isso é uma questão de reflexão e é claro que uma coisa não anula a outra”, ressaltou Samuel ao ponderar que os responsáveis pela morte do estudante devem ser devidamente julgados e condenados.
 
Em entrevista por telefone, o amigo de Toni contou que o acompanhou desde o início de seu envolvimento com as drogas, há pelo menos dois anos. O universitário, natural de Guiné-Bissau, teria começado a consumir entorpecentes quando iniciou o relacionamento com uma mulher.
 
Emocionado, Samuel reafirmou que Toni esteve internado em uma casa de recuperação por um período. “Ele saiu e não conseguiu se recuperar. Buscamos auxílio social e até espiritual”. Os amigos do universitário chegaram a cogitar a hipótese de deportá-lo, mas como não faltava muito para concluírem o curso acreditaram que seria possível ele terminar os estudos e voltar para seu país de origem.
 
Antes de se mudar para o Paraná, o economista procurou o amigo e teria inclusive deixado vários recados e telefones para contato, sem sucesso. Ele questiona ainda o fato de a universidade ter ‘desligado’ Toni do quadro de estudantes e não ter envidado esforços para que ele voltasse para Guiné-Bissau.
 
Ao receber a notícia do assassinato do amigo, Samuel tentou transmitir, através de um poema, a importância que norteia as discussões sobre o caso. “É preciso refletir muito sobre tudo isso”.
 
 

O estudante universitário do curso de Economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Tony Bernardo da Silva, de 27 anos, morreu no dia 22/09/2011 em Cuiabá, após se envolver em uma briga de bar no bairro Boa Esperança, área nobre da Capital, que terminou em pancadaria e uma pessoa morta e três presas. 

O estudante, segundo a Polícia Militar, era natural da Guiné-Bissau, um país africano que fala de língua portuguesa. Tony morava em uma república no mesmo bairro Boa Esperança. Ele teria se envolvido em uma briga com dois policiais militares que estava à paisana e o filho de um delegado da Polícia Civil quando foi morto.

Toni acabou sendo assassinado, na pizzaria Rola Papo, quando teria abordado um casal no restaurante para pedir R$ 10,00. Depois sentou-se na cadeira ao lado e começou a se aproximar da namorada do rapaz. Em seguida tentou agarrar a moça, sendo contido pelo companheiro, Sérgio Marcelo Silva da Costa, 27 anos, que teria entrado em lutar corporal com o rapaz.

Outros dois clientes do restaurante anunciaram ser policiais militares, imobilizaram o estudante e depois os três passaram a desferir socos e pontapés. Os policiais Higor Macell Mendes Montenegro, 24, e Wesley Fagundes Pereira, 24, foram autuados no flagrante e ouvidos na presença de um representante da Corregedoria da Polícia Militar. Os três acusados disseram que apenas imobilizaram a vítima.
 
Um laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) apontou como causa da morte asfixia decorrente de uma fratura na traquéia. O delegado Antonio Esperandio solicitou de toxicológico, alcoolemia e necropsia, pois, segundo testemunhas, Toni aparentava estar sob efeito de drogas ou embriagado.
 


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