Por Ana Madruga
Meu filho, Diego Hernandez Madruga da Silva, foi brutalmente assassinado aos 22 anos de idade, com um tiro a queima roupa no rosto.
Seu corpo foi jogado num barranco com mais de 10 metros de altura. Os bombeiros tiveram que fazer rapel para retira-lo de lá, sendo içado, amarrado pelos pés, num caixão de lata. Morreu agarrado ao presente que trouxe para a filha de 4 anos..um agasalho do Santos, seu time do coração.
Seus assassinos continuam impunes, apesar de tantas denuncias recebidas através do 181.
Mudei de cidade, vendi minha casa e minha loja a preço de banana, porque, além de ter que enfrentar a dor insuportável que é perder um filho, ainda era obrigada a conviver com a impunidade. Via seus assassinos regularmente, andando livremente, indo a festas enquanto, minha neta chorava agarrada as roupas do pai, dizendo que não queria o pai dela no ceu, que queria ele o tempo todo com ela.
Que pais é esse, onde os assassinos matam, destrroem uma família inteira e a polícia não consegue prender pq as leis são totalmente a favor dos bandidos?
Me pergunto aonde estava o pessoal dos direitos humanos quando meu filho foi morto com tamanha cueldade e covardia? Onde eles estavam quando eu fui reconhecer seu corpo? Onde eles estavam que não enxugaram as lágrimas da minha neta? Até quando, meu Deus, teremos que conviver com tanta impunidade?!
Do ocorrido
O corpo de Diego Hernandes Madruga da Silva, 22 anos, foi encontrado na manhã do dia 16/09/2011 com três perfurações de tiro no rosto. O jovem vestia uniforme do Santos e, a julgar pelo estado, teria sido morto cerca de 12 horas antes de ser encontrado, o que leva a polícia a trabalhar com a hipótese de ele ter sido executado em decorrência de algum desentendimento durante a final do Campeonato Paulista, que envolveu Santos e Corinthians, no domingo (15/09).
O corpo de Diego estava em um local de difícil acesso, próximo a um riacho no bairro Santa Helena. Uma pessoa que passava pela rua Fernando Rogick Vieira, na manhã de segunda-feira (16/09), viu cápsulas calibre 765 deflagradas e um rastro de gotas de sangue em direção à área verde onde o cadáver estava.
Resgate complicado / A polícia precisou da ajuda de bombeiros para resgatar o corpo. Eles utilizaram equipamento de rapel para descer a ribanceira que leva ao riacho. O cadáver foi colocado em um caixão metálico e amarrado pelos pés para ser içado. Foram necessários cinco homens para puxá-lo ladeira acima.
Só com o corpo resgatado os peritos da Polícia Científica verificaram quantos tiros o atingiram. Os disparos estavam concentrados na região do nariz. Ao redor de uma das perfurações havia sinal de queimadura, o que indica que pelo menos um dos tiros foi efetuado à queima-roupa. “É uma execução clara. Provavelmente dois disparos foram feitos a uma distância maior e o terceiro foi efetuado como forma de certificar a morte”, explica o delegado da divisão de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais, Acácio Aparecido Leite.
Segundo ele, há indícios fortes o bastante para que uma discussão envolvendo o jogo entre Santos e Corinthians seja considerado um motivo em potencial. “Além do fato da vítima estar uniformizada, a análise do corpo mostra que a hora da morte bate com a partida. Não seria a primeira vez que um conflito entre torcedores rivais termina em morte, portanto não podemos descartar. É banal, mas possível.”
Conforme moradores do bairro, Diego era servente de pedreiro. Ele não tinha antecedentes criminais. A polícia iniciará a investigação achando o local onde ele assistiu ao jogo e lá procurará por testemunhas do suposto desentendimento.
Gilson Hanashiro/Agência BOM DIA

Populares se aglomeram para observar o corpo, que foi amarrado em caixão metálico e içado barranco acima
O corpo de Diego Hernandes Madruga da Silva, 22 anos, foi encontrado na manhã do dia 16/09/2011 com três perfurações de tiro no rosto. O jovem vestia uniforme do Santos e, a julgar pelo estado, teria sido morto cerca de 12 horas antes de ser encontrado, o que leva a polícia a trabalhar com a hipótese de ele ter sido executado em decorrência de algum desentendimento durante a final do Campeonato Paulista, que envolveu Santos e Corinthians, no domingo (15/09).
Conforme moradores do bairro, Diego era servente de pedreiro. Ele não tinha antecedentes criminais. A polícia iniciará a investigação achando o local onde ele assistiu ao jogo e lá procurará por testemunhas do suposto desentendimento.