Data do Ocorrido: 05/11/2008
Localização: Curitiba (PR)
Data de Nascimento: 08/02/1999 (9 anos)
Data de Falecimento: 05/11/2008
Sexo: Feminino
O corpo de Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre, de 9 anos foi encontrado dentro de uma mala na rodoviária de Curitiba, na madrugada do dia 05/11/08, com sinais de estrangulamento e violência sexual.
Rachel Lobo Genofre estava desaparecida desde 03/11/08. Ela saiu da escola por volta das 17h30 e sumiu. O Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas já estava investigando o paradeiro de Rachel Lobo Genofre. A menina costumava ir à unidade de ensino sozinha há cerca de um ano. No trajeto, ela andava de ônibus.
O corpo apresentava sinais de estrangulamento e de violência sexual. A polícia de Curitiba ainda investiga o caso, mas até o momento nenhuma pista e ninguém foi preso. O caso continua um mistério e o assassino circula livremente, pois não foi identificado.
3 anos após o crime, a polícia ainda não encontrou o culpado. Mais de 50 suspeitos realizaram teste de DNA para ser comparado ao material genético encontrado no corpo da vítima e 200 pessoas foram interrogadas.
Os pais de Rachel Lobo Genofre, Maria Cristina Lobo Vieira e Michael Genofre em entrevista desabafam:
Cristina disse que com frequência telefona para o Centro de Operações Policiais Especiais - Cope - para confirmar que o trabalho continua. “Eu ainda acredito na polícia. Sei que até pessoas do meu relacionamento foram investigadas, tiveram que fazer exames de DNA. Enquanto não descobrirem o assassino, todas as linhas de investigação devem ser trabalhadas”, comentou.
Genofre, desabafou " Nós não temos escolha. Tem de confiar na polícia. Se a polícia não chegar até o indivíduo, não tem quem chegue. Os policiais, tanto pela parte profissional, como pela opinião pública, como também pela história, estão mobilizados. Então, tudo contribui para que eles façam o melhor."
3 anos se passaram e o caso Rachel Genofre ainda é um enigma. As investigações levaram simplesmente a lugar nenhum. Sem o culpado atrás das grades, o luto, para a família, fica longe do fim. “Eu ainda não consegui ‘enterrar’ a minha filha”, desabafa a mãe de Rachel, Maria Cristina Lobo de Oliveira. “Não consigo nem ir ao cemitério”, diz.
De acordo com a psicóloga e psicanalista, Vânia Mercer, responsável pelo Programa de Travessias, que estuda temas relacionados a perdas na vida, o processo normal de luto costuma durar cerca de dois anos. No caso Rachel, a tendência é que esse período seja mais extenso. “A Rachel ficou dias desaparecida, quando o corpo apareceu, o estado foi chocante. O fato de o autor não ter sido localizado é um agravante”, explica. “Como o casal [os pais de Rachel] eram separados pode ter também ocorrido uma crise de responsabilidade”, diz.
A mãe Maria Cristina afirma que ainda divide sua luta na tentativa de “achar o monstro” que matou sua filha e de dar um rumo na vida. “Continuo trabalhando, tentando me apegar às coisas do cotidiano, ao mesmo tempo, tento acompanhar as investigações de perto”, conta.
Segundo a delegada responsável pelo inquérito, Vanessa Alice, uma equipe, composta por dois investigadores, trabalha exclusivamente, até hoje, na tentativa de solucionar o caso. Cerca de 60 suspeitos foram submetidos a exame de DNA. Todos deram negativo. “Há momentos de certeza, mas depois vem a decepção com o resultado do exame”, comenta. “Mas o inquérito não está parado e eu não perdi as esperanças. Continuamos investigando suspeitos que eram conhecidos da família. Temos duas possibilidades que estão sendo averiguadas”, diz.
Segundo Vânia, manter-se ativo e não transformar o assunto “caso Rachel” em tabu é a melhor forma de se “elaborar o luto”, ou seja, trabalhá-lo. E isso vale não só para os pais, mas para a comunidade. “O luto não é só dos pais. Tem o luto também dos colegas de Rachel, dos pais dos colegas. Eles também não elaboraram o luto ainda. Deixar de falar sobre o assunto, transformando-o em tabu, não resolve”, explica.
Uma das maneiras de fazer isso, explica a especialista, é exigindo políticas públicas que protejam outras crianças. “A escola de onde ela desapareceu [Insti tuto de Educação do Paraná] continua abandonada. Há um descaso do governo com a saída das crianças.” Vânia sugere um trabalho sobre paz e solidariedade que envolvesse a comunidade escolar e orienta retrabalhar o sentimento de culpa e dá um alerta aos pais: “Dar autonomia pode pôr a criança em risco, mas deixá-la dependente também”.
O corpo de Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre, de 9 anos foi encontrado dentro de uma mala na rodoviária de Curitiba, na madrugada do dia 05/11/08, com sinais de estrangulamento e violência sexual.
3 anos se passaram e o caso Rachel Genofre ainda é um enigma. As investigações levaram simplesmente a lugar nenhum. Sem o culpado atrás das grades, o luto, para a família, fica longe do fim. “Eu ainda não consegui ‘enterrar’ a minha filha”, desabafa a mãe de Rachel, Maria Cristina Lobo de Oliveira. “Não consigo nem ir ao cemitério”, diz.
De acordo com a psicóloga e psicanalista, Vânia Mercer, responsável pelo Programa de Travessias, que estuda temas relacionados a perdas na vida, o processo normal de luto costuma durar cerca de dois anos. No caso Rachel, a tendência é que esse período seja mais extenso. “A Rachel ficou dias desaparecida, quando o corpo apareceu, o estado foi chocante. O fato de o autor não ter sido localizado é um agravante”, explica. “Como o casal [os pais deRachel] eram separados pode ter também ocorrido uma crise de responsabilidade”, diz.
A mãe Maria Cristina afirma que ainda divide sua luta na tentativa de “achar o monstro” que matou sua filha e de dar um rumo na vida. “Continuo trabalhando, tentando me apegar às coisas do cotidiano, ao mesmo tempo, tento acompanhar as investigações de perto”, conta.
Segundo a delegada responsável pelo inquérito, Vanessa Alice, uma equipe, composta por dois investigadores, trabalha exclusivamente, até hoje, na tentativa de solucionar o caso. Cerca de 60 suspeitos foram submetidos a exame de DNA. Todos deram negativo. “Há momentos de certeza, mas depois vem a decepção com o resultado do exame”, comenta. “Mas o inquérito não está parado e eu não perdi as esperanças. Con tinuamos investigando suspeitos que eram conhecidos da família. Temos duas possibilidades que estão sendo averiguadas”, diz.
Segundo Vânia, manter-se ativo e não transformar o assunto “caso Rachel” em tabu é a melhor forma de se “elaborar o luto”, ou seja, trabalhá-lo. E isso vale não só para os pais, mas para a comunidade. “O luto não é só dos pais. Tem o luto também dos colegas de Rachel, dos pais dos colegas. Eles também não elaboraram o luto ainda. Deixar de falar sobre o assunto, transformando-o em tabu, não resolve”, explica.