Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Monique Valéria de Miranda (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 07/08/2011

Localização: Recife (PE)

Data de Nascimento: 00/00/1991 (20 anos)

Data de Falecimento: 07/08/2011

Sexo: Feminino Feminino
 

Monique Valéria de Miranda, 20 anos, foi morta no quarto do Hotel de Trânsito dentro do parque de materiais da Aeronáutica, no bairro do Ibura, no Recife, com um tiro de pistola 9 mm no rosto, no dia 07/08/2011.

As jovens, Monique Freitas da Silva e Mércia Cristina Vieira da Silva,de 21 anos, deporam na tarde do dia 10/08, sobre a morte da colega Monique Valéria de Miranda. Os depoimentos aconteceram na sede do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP). O delegado Igor Leite, que apura o caso, ouviu ainda  os pais das duas jovens que estavam no quarto do Hotel de Trânsito dentro do parque de materiais da Aeronáutica, no bairro do Ibura, onde Monique foi morta com um tiro de pistola 9 mm no rosto.

Monique Freitas confessa ter efetuado o tiro acidental que matou a colega. O crime aconteceu durante um encontro às escondidas com soldados da Aeronáutica, com bebida alcoólica e exibição de armas.Em entrevista exclusiva concedida ontem aos Diarios Associados, ela disse saber que tem culpa, mas que essa culpa também é dos soldados que forneceram as armas. Abalada, Monique enfatizou que não queria matar a amiga, de quem gostava muito, e que jamais iria ao quartel se soubesse o que aconteceria naquele dia.

Dentro de uma suíte do hotel de trânsito, com um frigobar cheio de bebidas, as jovens começaram a tirar fotos no celular com armas em punho. "Não sabia que ele ia me dar uma arma cheia de bala. A agente começou a brincar. Ela tava bem na minha frente e caiu no chão. Joguei a arma. Ele pegou a arma e todos saíram correndo. Não ficou nenhum. A gente começou a gritar que se eles não ajudassem ela, a gente ia fazer um escândalo", lembrou.

A jovem disse ainda que o soldado dono do carro usado para prestar socorro à vítima relutou em dar as chaves dos veículo e se recusou a dirigir. "Nem o corpo da menina ele quis pegar". Ela também relatou ameaças: "Ele disse que não era para contar se não ia ser tudo presa."
 
A Aeronáutica está realizando uma investigação paralela à do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para apurar a morte da jovem. Os três soldados que estavam com Monique foram presos em flagrante por abandono do posto de serviço, enquanto um inquérito foi aberto para investigar como a jovem e duas colegas dela tiveram acesso ao quartel. Os soldados, cujos nomes não foram revelados, tinham mais de dois anos de corporação.
 
Muito nervosa, a mãe da vítima, Vilma Rejane de Miranda Costa, de 46 anos, comerciante, culpa os soldados. "Eles estavam de serviço, armados e chamaram as meninas para uma festa. Eles conheciam o local e estavam no comando da situação. Quero que a verdade apareça". Em nota oficial, o Departamento de Polícia Federal informou que realizou uma perícia técnica para averiguar as circunstâncias da ocorrência. Os autos serão enviados à Justiça Militar para o andamento do processo. O corpo de Monique foi enterrado na tarde do domingo, em um cemitério da zona Norte do Recife.

Duas mulheres de 21 anos aparecem segurando armas em fotos de celular de amiga morta em quartel da FAB no domingo (07/08/2011).

Imagem foi alterada pelo G1 para preservar a identidade delas (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Monique Valéria de Miranda, 20 anos, foi morta no quarto do Hotel de Trânsito dentro do parque de materiais da Aeronáutica, no bairro do Ibura, no Recife, com um tiro de pistola 9 mm no rosto, no dia 07/08/2011.

As jovens, Monique Freitas da Silva e Mércia Cristina Vieira da Silva,de 21 anos, deporam na tarde do dia 10/08, sobre a morte da colega Monique Valéria de Miranda.

Monique Freitas confessa ter efetuado o tiro acidental que matou a colega. O crime aconteceu durante um encontro às escondidas com soldados da Aeronáutica, com bebida alcoólica e exibição de armas.Em entrevista exclusiva concedida ontem aos Diarios Associados, ela disse saber que tem culpa, mas que essa culpa também é dos soldados que forneceram as armas. Abalada, Monique enfatizou que não queria matar a amiga, de quem gostava muito, e que jamais iria ao quartel se soubesse o que aconteceria naquele dia.

A Aeronáutica está realizando uma investigação paralela à do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para apurar a morte da jovem. Os três soldados que estavam com Monique foram presos em flagrante por abandono do posto de serviço, enquanto um inquérito foi aberto para investigar como a jovem e duas colegas dela tiveram acesso ao quartel. Os soldados, cujos nomes não foram revelados, tinham mais de dois anos de corporação.



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