Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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João Cláudio Cardoso Leal (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 09/08/2000

Localização: Brasília (DF)

Data de Nascimento: 21/12/1979 (20 anos)

Data de Falecimento: 09/08/2000

Sexo: Masculino Masculino
 

João Cláudio Cardoso Leal, 20 anos, morreu depois de ser espancado na saída da boate Music Hall, 

O estudante de publicidade João Cláudio Cardoso Leal , 20 anos, e seu amigo Gilson Leal Meneses foram espancados covardemente por um grupo de rapazes quando deixavam a boate Music Hall Café, na Quadra 411 da Asa Sul, bairro nobre de Brasília. João Cláudio não resistiu aos ferimentos e chegou morto ao hospital. Seu amigo Gilson sofreu ferimentos generalizados, mas teve alta no mesmo dia.
 
A tragédia teve início na noite de 09/08/200. Acompanhados de mais seis amigos, João Cláudio e Gilson teriam ido à boate para comemorar o aniversário de um conhecido. Ao deixar o local, por volta de duas horas da madrugada, João Cláudio teria mexido com uma garota que caminhava à frente da dupla.
 
Os estudantes não perceberam, entretanto, que ela estava acompanhada por quatro rapazes dentro de um carro. "Quando a gente estava abrindo a porta do carro, um dos agressores veio para cima de mim e perguntou: ‘mexendo com a mulher dos outros?’", afirmou Gilson ao jornal Folha de São Paulo. Em seguida começou o espancamento.
 
O Hospital Santa Lúcia, para onde os dois foram encaminhados, afirma que João Cláudio chegou morto ao local. O laudo do IML ainda não foi emitido. Mas quem teve acesso ao corpo afirma que é visível um ferimento na testa, provavelmente provocado por um objeto contundente - como faca, garrafa ou soco inglês.
 
Gilson apresentava ferimentos generalizados e uma suspeita de lesão na vértebra - em decorrência de um duro golpe na região. Apesar dos machucados, não lembra da agressão pois chegou a desmaiar. O estudante permaneceu parte do dia internado mas foi liberado para ir para casa.
 
Marcelo Gustavo Soares de Souza e seu colega José Quirino Alves Júnior foram os responsáveis pela agressão ao jovem Gilson Leal Almokdisi Menezes e do assassinato do jovem João Cláudio Cardoso Leal, por ciúme de uma garota que os acompanhava.
 
Recebida a denúncia, inicialmente, o Júri de Brasília desclassificou o crime para lesões corporais seguidas de morte e lesões corporais simples. O Ministério Público recorreu desta decisão em setembro de 2001 à 1ª Turma Criminal e obteve provimento parcial, o que resultou na pronúncia dos réus.
 
A defesa também recorreu. Em outubro de 2002, a Câmara Criminal acolheu os motivos da defesa, por maioria de votos, para excluir a qualificadora do motivo fútil. Do julgamento restou, então, apenas homicídio simples.
 
Já em agosto de 2004, o MP apresentou Recurso Especial ao Superior Tribunal de Justiça. O STJ, por unanimidade, restabeleceu a pronúncia, encaminhando os réus a Júri Popular por homicídio qualificado por motivo fútil.
 
A polícia prendeu na tarde de 23/04/08 Marcelo Gustavo Soares de Souza, de 30 anos, que fazia compras com cartão clonado. O flagrante foi feito em Taguatinga, cidade próxima a Brasília. Com Souza, a polícia encontrou documentos falsos, outros 15 cartões e equipamento para clonagem.
 
Marcelo estava em prisão domiciliar. Ele havia sido condenado a 12 anos de prisão, em 2000, por ter sido condenado por espancamento seguido de morte do jovem João Cláudio Cardoso Leal, então com 20 anos.
 
Após cumprir seis anos em regime fechado, Marcelo volta para a prisão para cumprir o restante da pena e ainda responderá pelos crimes de furto mediante fraude e uso de documentos falsos.
 
 
Por André Luis Peixoto Leal, pai de João Cláudio Cardoso Leal (Dandão)

João Cláudio nasceu em 21 de dezembro de 1979, em Brasília (DF).
Nasceu pequenino, com 47 cm e 2,750 quilos, mas logo foi crescendo e se tornando um menino muito especial. Aos 6 anos foi orador de sua turma na formatura de alfabetização da Escola Canarinho.
 
Ainda menino começou a estudar órgão, posteriormente passou a integrar a Orquestra de Órgãos e Teclados de Brasília e também a atuar como professor de órgão e de teclado.
Dandão passou em primeiro lugar no vestibular para Publicidade e Propaganda da UNB, em 1998. No decorrer do curso, tornou-se diretor da 296, empresa júnior de Publicidade da UNB.
Tudo muito bonito, um jovem que se destacava tanto na arte quanto nos estudos. Mas não eram essas as maiores qualidades de João Cláudio. Dandão se destacou mesmo foi como gente, uma gente que faz, que acontece e que estimula os outros a fazerem e acontecerem.
 
João Cláudio era alegre, divertido, meigo, inteligente, namorador, amigo, bom filho, bom irmão, bom neto, bom sobrinho, bom primo, mas, principalmente, ele era participativo e conseguia demonstrar tudo isso aos que o cercavam. Dandão dedicou sua vida a amar, ensinar a amar e deixar-se amar.
Na madrugada de 9 de agosto de 2000, aos 20 anos, João Cláudio, o nosso amado Dandão, foi espancado cruel e covardemente até a morte ao sair de uma boite na Comercial da Quadra 411 Sul. Dois dos assassinos foram identificados, julgados e condenados por homicídio qualificado (Crime Hediondo).
 
A ida de Dandão para outro plano da existência chocou a sociedade de Brasília e causou um profundo pesar em sua família e nos seus amigos, mas eles hoje vão seguindo suas vidas com base nos seus principais ensinamentos: “lutar pelos sonhos e amar a todos a cada momento”.
 
(André Luís Peixoto Leal-Abril/2003)
 
 
 

O estudante de publicidade João Cláudio Cardoso Leal , 20 anos, e seu amigo Gilson Leal Meneses foram espancados covardemente por um grupo de rapazes quando deixavam a boate Music Hall Café, na Quadra 411 da Asa Sul, bairro nobre de Brasília. João Cláudio não resistiu aos ferimentos e chegou morto ao hospital. Seu amigo Gilson sofreu ferimentos generalizados, mas teve alta no mesmo dia.

Marcelo Gustavo Soares de Souza e seu colega José Quirino Alves Júnior foram os responsáveis pela agressão ao jovem Gilson Leal Almokdisi Menezes e do assassinato do jovem João Cláudio Cardoso Leal, por ciúme de uma garota que os acompanhava.

Recebida a denúncia, inicialmente, o Júri de Brasília desclassificou o crime para lesões corporais seguidas de morte e lesões corporais simples. O Ministério Público recorreu desta decisão em setembro de 2001 à 1ª Turma Criminal e obteve provimento parcial, o que resultou na pronúncia dos réus.

A defesa também recorreu. Em outubro de 2002, a Câmara Criminal acolheu os motivos da defesa, por maioria de votos, para excluir a qualificadora do motivo fútil. Do julgamento restou, então, apenas homicídio simples.

Já em agosto de 2004, o MP apresentou Recurso Especial ao Superior Tribunal de Justiça. O STJ, por unanimidade, restabeleceu a pronúncia, encaminhando os réus a Júri Popular por homicídio qualificado por motivo fútil.

A polícia prendeu na tarde de 23/04/08 Marcelo Gustavo Soares de Souza, de 30 anos, que fazia compras com cartão clonado. O flagrante foi feito em Taguatinga, cidade próxima a Brasília. Com Souza, a polícia encontrou documentos falsos, outros 15 cartões e equipamento para clonagem.

Marcelo estava em prisão domiciliar. Ele havia sido condenado a 12 anos de prisão, em 2000, por ter sido condenado por espancamento seguido de morte do jovem João Cláudio Cardoso Leal, então com 20 anos.

Após cumprir seis anos em regime fechado, Marcelo volta para a prisão para cumprir o restante da pena e ainda responderá pelos crimes de furto mediante fraude e uso de documentos falsos.



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