Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Willian de Souza Marins (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 18/05/2008

Localização: Rio de Janeiro (RJ)

Data de Nascimento: 23/00/1988 (20 anos)

Data de Falecimento: 18/05/2008

Sexo: Masculino Masculino
 

No dia 18 de maio de 2008 o jovem Willian de Souza Marins, de 19 anos foi vítima de homicídio doloso cometido por policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 14º Batalhão da Polícia Militar de Bangu.

O crime ocorreu em uma localidade próxima à casa em que vivia com seus pais e irmão, em uma área de moradias populares conhecida como “Favela do 48” em Bangu.
 
Willian foi supostamente confundido com um criminosos em fuga e então fora executado a sangue-frio por agentes do poder público fardados encarregados de fazer cumprir a lei e de proteger a sociedade.
 
Testemunhas, segundo a família do rapaz, afirmam ter visto Willian ser baleado na perna e ficar sentado no chão por minutos falando aos policiais e em seguida ser executado sem piedade por esses integrantes do 14º BPM.
 
Em minutos o jovem detido foi “julgado e condenado” à morte por um pelotão de fuzilamento da PM do Estado do Rio de Janeiro. Na ação, os “policiais” do 14º BPM tentaram legitimar através do conhecido método ardil de incriminar a vítima colocando em suas mãos armas e drogas, que já levam consigo para este fim.
Os policiais alegam que a ocorrência registrada na 34ª DP de Bangu nº 034-04833/2008, onde na versão dos policiais foi pacificamente aceita.
 
Willian nunca teve qualquer envolvimento com o crime. A idoneidade moral é atestada não apenas pela família como em toda vizinhança, por amigos e pastores evangélicos que conviviam com ele na Igreja Presbiteriana onde congregava. Era honesto, querido, religioso praticante e fazia parte de um grupo de música Gospel.
 
Morador da Favela do 48, em Bangu, o rapaz foi morto por volta das 18h15 de domingo, na Rua Natal, na mesma localidade, durante suposta operação de uma equipe do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 14º BPM (Bangu). Willian tinha saído de uma LAN house e estava a caminho de uma igreja da Assembléia de Deus, onde se apresentaria. Segundo testemunhas, alguns dos cerca de 12 PMs começaram a atirar na direção do músico e, depois de ele ser baleado acidentalmente nas pernas, o teriam assassinado.
 
“Com medo do tiroteio, Willian correu e foi atingido nas pernas. Já sentado na calçada, ele implorou para que não o matassem, dizendo que era evangélico e morava na área. Mesmo assim, foi impiedosamente executado”, contou uma testemunha, durante o enterro.
 
No registro inicialmente feito na 35ª DP (Campo Grande) e depois transferido para a 34ª DP (Bangu), policiais do GAT alegaram que Willian estaria armado com fuzil e pistola e teria mochila com 158 trouxinhas de maconha, granada e certa quantia em dinheiro.
 
O comandante do 14º BPM, coronel Pedro Paulo da Silva, informou, através da assessoria de imprensa da PM, que o batalhão abriu investigação para apurar o caso. Os PMs — o número exato de policiais não foi informado — teriam ido à comunidade apurar solicitação do Disque-Denúncia para verificar tráfico de drogas e teriam sido recebidos a tiros por bandidos. Willian, ainda segundo a assessoria, teria sido atingido por “bala perdida”. Os policiais que participaram da incursão não foram presos administrativamente e continuam trabalhando normalmente.
 
Em clima de revolta, pelo menos 200 pessoas acompanharam na manhã de 21/05, no Cemitério do Murundu, em Realengo, o enterro do cantor da banda gospel Orlit, Willian de Souza Marins, de 19 anos. 
 
Segundo parentes, a família só conseguiu localizar o corpo de Willian no Instituto Médico-Legal (IML) na segunda-feira à tarde. “Fomos informados de que ele tinha sido levado na mala de uma viatura para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, onde já teria chegado morto. Até os documentos do meu filho desapareceram”, contou Jaldenir.
 
INDIGNAÇÃO
 
A versão dos PMs revoltou amigos, parentes e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Movimento Rio de Paz. “Meu filho jamais se envolveu com coisas erradas. Só sabia cantar louvores a Deus por onde ia, tanto que seu apelido era Sabiá”, lamentou a mãe do jovem, Sandra de Souza Marins, 41.
 
Willian, o caçula de meus três filhos, concluiu recentemente o segundo grau e tinha ido à LAN house para conferir se havia passado numa prova para aprendiz de marinheiro. O sonho dele era entrar para a Marinha ou ser bombeiro”, lamentou o motorista Jaldenir Mataruna Marins, 45.

Santiago, pai de Gabriela do Movimento Gabriela Sou da Paz com a mãe de Willian, Sandra de Souza Marins

No dia 18 de maio de 2008 o jovem Willian de Souza Marins, de 19 anos foi vítima de homicídio doloso cometido por policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 14º Batalhão da Polícia Militar de Bangu.

O crime ocorreu em uma localidade próxima à casa em que vivia com seus pais e irmão, em uma área de moradias populares conhecida como “Favela do 48” em Bangu.

Willian foi supostamente confundido com um criminosos em fuga e então fora executado a sangue-frio por agentes do poder público fardados encarregados de fazer cumprir a lei e de proteger a sociedade.

Em minutos o jovem detido foi “julgado e condenado” à morte por um pelotão de fuzilamento da PM do Estado do Rio de Janeiro. Na ação, os “policiais” do 14º BPM tentaram legitimar através do conhecido método ardil de incriminar a vítima colocando em suas mãos armas e drogas, que já levam consigo para este fim.

Os policiais alegam que a ocorrência registrada na 34ª DP de Bangu nº 034-04833/2008, onde na versão dos policiais foi pacificamente aceita. 



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