Data do Ocorrido: 06/05/2007
Localização: João Pessoa (PB)
Data de Nascimento: 15/01/1991 (16 anos)
Data de Falecimento: 06/05/2007
Sexo: Masculino
Seis de maio de 2007, aproximadamente 23h de domingo, um Golf dirigido pelo estudante João Paulo Guedes Meira, então com 22 anos, vem em alta velocidade pela avenida Epitácio Pessoa e não respeita os seguidos sinais vermelhos. João Paulo está sob o efeito de álcool e quando avança outro sinal vermelho (o terceiro), que cruza a Epitácio com a rua Professor José Leite, acerta em cheio um Palio, matando três pessoas da família Ramalho.
Todas estas informações têm como base o inquérito policial e os autos do processo que tramitam no 1º Tribunal do Júri de João Pessoa, mas exatos três anos depois do acidente e mais de um ano depois de um mandado de prisão ser expedido contra ele, João Paulo continua foragido e em liberdade.
Morreram naquela noite o motorista do Palio, Francisco de Assis Guerra Ramalho (48 anos), Matheus Cavalcanti Ramalho (16 anos) e Antônio de Pádua Guerra Ramalho (55 anos), todos primos do cantor Zé Ramalho. Filha de Antônio e prima de Matheus, a funcionária pública Maria do Socorro Ramalho se diz revoltada com a sensação de impunidade.
“Prevalece o sentimento de impunidade, que torna a dor ainda mais intensa. Ficamos nos perguntando quem será o próximo, já que a impunidade acaba dando brechas para que outros casos como estes aconteçam”, destaca. Ela pondera, contudo, que a família não vai deixar nunca de lutar. “Continuamos atrás desta tal de justiça que até hoje eu não conheci. Mas é mais um ano em que vamos protestar contra este bárbaro crime de trânsito”, enfatiza.
Nina, como é conhecida entre amigos e familiares, apela ainda para que a população ajude a prender João Paulo. “Faz mais de um ano que a Justiça decretou a prisão preventiva dele, mas apesar disto ele continua em liberdade. Quem tiver notícias do paradeiro, portanto, eu peço que avise à polícia”.
A família das três vítimas avisa também que vão lembrar o caso a partir das 17h de amanhã, quando será celebrada uma missa e depois realizar uma caminhada até o local do acidente. Para Nina, é uma forma de chamar a atenção da sociedade e protestar contra a impunidade.
Quem fala sobre o caso é o advogado Ricardo Sérvulo, que representa a família Ramalho e pede uma ação mais enérgica das polícias Civil e Militar. “Temos que lembrar que a Justiça fez sua parte e mandou prender o rapaz. Precisamos saber então por que um ano depois a polícia ainda não conseguiu prendê-lo”, opina. “Mesmo depois do mandado de prisão, ele já foi visto em várias cidades da Paraíba agindo tranquilamente e ainda assim não foi preso. Queremos que a polícia se posicione e cumpra a determinação judicial, para que assim ele possa pagar pelo que fez”, exigiu.
O advogado do acusado, André Lucena, alegou que desconhece o local onde João Paulo está. Disse ainda que o acusado deixou de comparecer à convocação da Justiça em razão de estar em audiência na Vara Cível, em João Pessoa, no dia em que deveria comparecer em Patos. O advogado contestou a informação de que seu cliente estaria dirigindo embriagado no momento do acidente.
“A perícia não confirmou que João Paulo estivesse pilotando sob efeito de álcool”. Lucena disse que entrou com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para reverter a prisão preventiva.
4 anos depois
Os familiares e amigos das três vítimas, todas da família Ramalho, de um acidente de trânsito que aconteceu há 4 anos pediram justiça na tarde de sexta-feira (06/05/2011) através de uma missa e de uma caminhada pela avenida Epitácio Pessoa, saindo do Parque Solon de Lucena.
Há quase um ano o caso está parado e João Paulo está foragido. “Não foi um simples acidente de trânsito, foi um crime de trânsito. Pedimos pelo menos um júri popular”, apela Ana Paula Ramalho, viúva de Francisco e mãe de Matheus, que teve um abraço a menos neste dia das mães.
Outro caso
A caminhada também reivindicou a conclusão de outros casos, como o caso
Jéssica e
Luís Gustavo. Os dois, mãe e filho, foram vítimas de um acidente envolvendo uma ambulância há um ano e o caso também está parado.
O acusado de ter provocado um acidente na Av. Epitácio Pessoa, em João Pessoa, no dia 6 de maio de 2007, que matou três pessoas da família do cantor Zé Ramalho se entregou em 14 de dezembro de 2011.
João Paulo Guedes Meira se entregou no Fórum da cidade de Guarabira, no Brejo. Após apresentação ao juiz Bruno Azevedo, João Paulo foi encaminhado para o presídio João Bosco. O acusado está detido numa cela de reconhecimento.
Na época do acidente, mesmo apresentando sinal de embriaguez, João Paulo foi liberado após pagar fiança de R$ 1,5 mil. A prisão prisão só foi decretada pelo juiz Marcos Willian, do 1º Tribunal do Júri em 2009.
O acidente ocorreu no cruzamento entre a Avenida Epitácio Pessoa e a Rua João Domingos, no bairro do Miramar. As vítimas foram Francisco de Assis de 46 anos, o filho, Mateus Ramalho de 16 e o irmão, Antônio Ramalho, de 56.
Segundo informações do site do Detran-PB, João Paulo Guedes, chegou a renovar a sua carteira de habilitação dois meses depois do acidente que vitimou três membros da família Ramalho. Um levantamento do Detran demonstra que entre os meses de fevereiro e março de 2007 o carro Golf MMW 3330, dirigido por João Paulo, levou quatro multas referentes ao condutor ultrapassar pela contra-mão, transitar em velocidade máxima permitida e dirigir o veículo com celular. Ao todo, o acusado possui 20 pontos negativos na carteira de habilitação.
Matheus Cavalcanti Ramalho, 16 anos, morreu num acidente de trânsito no dia 06/05/2007, por causa de um motorista alcoolizado. O acidente aconteceu em João Pessoa-PB.
O acusado de ter provocado um acidente na Av. Epitácio Pessoa, em João Pessoa, no dia 6 de maio de 2007, que matou três pessoas da família do cantor Zé Ramalho se entregou em 14 de dezembro de 2011.
João Paulo Guedes Meira se entregou no Fórum da cidade de Guarabira, no Brejo. Após apresentação ao juiz Bruno Azevedo, João Paulo foi encaminhado para o presídio João Bosco. O acusado está detido numa cela de reconhecimento.
Na época do acidente, mesmo apresentando sinal de embriaguez, João Paulo foi liberado após pagar fiança de R$ 1,5 mil. A prisão prisão só foi decretada pelo juiz Marcos Willian, do 1º Tribunal do Júri em 2009.
O acidente ocorreu no cruzamento entre a Avenida Epitácio Pessoa e a Rua João Domingos, no bairro do Miramar. As vítimas foram Francisco de Assis de 46 anos, o filho, Mateus Ramalho de 16 e o irmão, Antônio Ramalho, de 56.
Segundo informações do site do Detran-PB, João Paulo Guedes, chegou a renovar a sua carteira de habilitação dois meses depois do acidente que vitimou três membros da família Ramalho. Um levantamento do Detran demonstra que entre os meses de fevereiro e março de 2007 o carro Golf MMW 3330, dirigido por João Paulo, levou quatro multas referentes ao condutor ultrapassar pela contra-mão, transitar em velocidade máxima permitida e dirigir o veículo com celular. Ao todo, o acusado possui 20 pontos negativos na carteira de habilitação.
O advogado do acusado, André Lucena, alegou que desconhece o local onde João Paulo está. Disse ainda que o acusado deixou de comparecer à convocação da Justiça em razão de estar em audiência na Vara Cível, em João Pessoa, no dia em que deveria comparecer em Patos. O advogado contestou a informação de que seu cliente estaria dirigindo embriagado no momento do acidente.
“A perícia não confirmou que João Paulo estivesse pilotando sob efeito de álcool”. Lucena disse que entrou com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para reverter a prisão preventiva.