“Minha filha saiu tão linda para a escola. Pediu a benção e foi embora sem voltar mais. Minha vida acabou”. O desabafo emocionante é da dona de casa Cristina, ao comentar sobre o assassinato da filha Rebecca Cristina.
Durante entrevista exclusiva ao Jornal Correio da Manhã, 98FM, ancorado pelos radialistas Samuka Duarte e Emerson Machado, a mãe relembrou os últimos momentos vivenciados ao lado de Rebecca Cristina e confessou: “perdi minha amiga e companheira. Cortaram minhas pernas. A vida não tem mais sentido”.
A dona de casa fez um apelo as autoridades suplicando uma ação eficiente para elucidar o crime. A mulher ainda convocou a população para quem souber de pistas que levem aos acusados comunicar a Polícia através do 190.
A Gerência de Medicina Legal (Gemol) de João Pessoa realizou uma necrópsia no dia 12/07 no corpo da adolescente. O objetivo é averiguar se a estudante Rebecca Cristina foi estuprada antes de ser assassinada a tiros.
O corpo foi velado na terça-feira (12), na Igreja Assembleia de Deus , no bairro de Mangabeira, na Capital e sepultado às 17h de terça-feira em um cemitério na mesma localidade
A Polícia já está investigando as última ligações feitas e recebidas no celular de Rebecca Cristina. Apesar do aparelho ainda esteja em poder dos acusados, um trabalho de investigação já foi iniciado.
Em coletiva de imprensa realizada na tarde de terça-feira (26/07), a polícia informou que a jovem Rebeca Cristina, morta no último dia 11, não foi dopada no dia do crime. Além disso, vestígios encontrados nas unhas da vítima comprovam que ela tentou resistir ao estupro que sofreu antes de ser morta com um tiro na cabeça. Os resultados de outros exames devem ser divulgados na próxima semana.
De acordo com a polícia, ao todo 16 exames foram solicitados, mas apenas o de DNA e o toxicológico foram concluídos. Com o exame toxicológico ficou comprovado que a jovem não estava dopada no momento do crime. “Ela não ingeriu qualquer tipo de droga, lícita ou ilícita”, garantiu o diretor do Instituto de Polícia Científica (IPC), Humberto Pontes.
Já o resultado do exame de DNA constatou que no corpo da jovem havia sêmen de apenas um homem. De acordo com o exame, o criminoso praticou sexo anal e vaginal com a vítima, que teria resistido à investida. A constatação de que Rebeca teria tentado se desvencilhar da tentativa de estupro veio a partir de vestígios encontrados nas unhas da jovem.
Ainda ontem, vazou na imprensa, possivelmente através de um funcionário do IPC, a informação de que o sêmen encontrado no corpo da vítima não é de nenhum dos quatro suspeitos pelo crime. Foram analisadas amostras colhidas no padastro da adolescente, Edvaldo Soares da Silva, que é cabo da Polícia Militar, no namorado Fabiano, no ex-namorado Gutemberg e em um albergado da Penitenciária Média. Os resultados dos demais exames devem ser divulgados dentro de um prazo de 10 dias.
De acordo com as investigações, o padrasto e o namorado da vítima estariam trabalhando no momento do crime, que, segundo a polícia, teria acontecido entre 10h e 12h. Ainda assim, isso não os isenta da suspeita de participação indireta no crime. E o fato de não ter sido encontrado material genético de nenhum dos quatro suspeitos no corpo da jovem apenas os exclui do crime de estupro, mas eles permanecem como suspeitos pelo homicídio. A hipótese de que eles tenham sido mandantes, por exemplo, não está descartada.
Na coletiva, a polícia ainda informou que, de acordo com o laudo pericial, o tiro que matou Rebeca foi disparado de muito perto, por uma pessoa que estava atrás da vítima. Segundo a polícia, até o momento 28 pessoas foram ouvidas, na tentativa de acumular informações sobre o cirme.
O delegado de Homicídios, Marcos Paulo Vilela, responsável pelo caso, ao lado do delegado Pedro Ivo, afirmou que a polícia está seguindo uma linha de investigação que deve levar à prisão do culpado pelos crimes. Mas ele preferiu não dar qualquer informação sobre as investigações para que o trabalho da polícia não sofra qualquer interferência.
Estiveram presentes à coletiva de imprensa, na Central de Polícia de João Pessoa, os dois delegados responsáveis pelo caso, Marcos Paulo Vilela e Pedro Ivo, o diretor do IPB, Humberto Pontes, a delegada Daniela Vicuuna e a perita Ana Carolina.
Um PM disse que o publicitário carioca Abner Machado Pereira Neto confessou participação no assassinato da adolescente Rebeca Cristina, encontrada morta com requintes de crueldades em 11 de julho.
A Polícia Militar já começou a realizar exames no estuprador para comprovar ou não a autoria do caso Rebeca. Um desses exames é o de sangue.
Segundo a polícia ele é agora um dos principais suspeitos pela morte da garota. Mais duas garotas reconheceram o acusado.
As revelações são chocantes e a frieza impressiona os mais experientes policiais.
O publicitário carioca Abner Machado Pereira Neto, acusado pelo estupro de várias meninas em João Pessoa, deu detalhes de como surpreendia as vítimas e os métodos utilizados para abusar das crianças.
Durante entrevista, justificando ser usuário de crack, o estuprador confessou que para imobilizar as crianças, utilizava bebidas alcoólicas misturadas a refrigerantes e antidepressivos.
A prisão ocorreu ontem, quinta-feira (28), em Lagoa Seca, região de Campina Grande.
Após um processo de sonolência, as vítimas eram obrigadas a ingerir a mistura e em seguida eram abusadas violentamente.
Ao assistir as cenas, a delegada Joana D´arc desmaiou com os horrores praticados pelo pedófilo.
O tenente coronel Sousa Neto – que efetuou a prisão – disse durante entrevista ao Jornal Correio da Manhã, 98 FM, que apreendeu um notebook e uma câmera onde foram encontrados vídeos gravados artesanalmente onde Abner Neto aparece praticando sexo com menores.
Numa das imagens, ele aparece estuprando a menina V., de 11 anos. As imagens chocantes – com horas de gravações – ainda mostram a criança dopada, sem reação nenhuma, e ele abusando com ares de ´felicidade´ a garota.
Ao ser entrevistado com exclusividade pelo repórter Emerson Machado, TV Correio, depois de algemado, Abner pediu a morte. ´Eu quero morrer. Queria que os presos me matassem´.
Modus operandi
Um policial militar – que não quis ser identificado – afirmou que devido à boa aparência, Abner Machado Pereira Neto tinha facilidade em abordar as meninas.
Ele ao avistar a vítima, se aproximava e dizendo que era policial obrigava as crianças a subirem na moto.
A Polícia prendeu na madrugada de 28/01/2012 o principal suspeito de seqüestrar, estuprar e matar a estudante Rebecca Cristina Alves Simões.
O acusado detido é Radi Patrick Neves Rocha, um ex-presidiário que cumpria pena em regime semi-aberto, foragido desde o assassinato.
O delegado de Homicídio, Pedro Ivo, antecipou que pedirá ainda hoje exame de material genético de Neves Rocha. A Polícia tem DNA recolhido do corpo da estudante. Os dados serão confrontados.
Além de ser acusado de matar a estudante, Radi Petrick Neves Rocha tinha mandado de prisão preventiva decretada em função de diversos outros crimes – incluindo assassinato.
Desde a morte de Rebecca ele usava documentos falsos.
O nome de Neves Rocha jamais chegou a ser ventilado publicamente pela polícia para não atrapalhar as investigações.
A prisão foi feita por policiais militares comandados pelo coronel Lívio Delgado, comandante do 5 Batalhão da PM.
Um outro suspeito do crime, um despachante do Departamento de Trânsito da Paraíba, Detran, foi morto recentemente na Capital. A morte dele está sendo vista como queima de arquivo.