Marco Antônio Velasco e Pontes, de 16 anos, foi assassinado por uma gangue: Falange Satânica da 405 norte. Marco Antônio gostava de esporte, principalmente futebol, queria ser jogador profissional. Conhecido como um garoto brincalhão e alegre. Xodó da família, pois era o mais novo de 4 filhos. Marco Antônio estava com 2 amigos, na quadra dele, 316 norte, quando viram os 10 rapazes de aproximando, os amigos conseguiram fugir, mas Marco Antônio caiu. Em apenas dois minutos o garoto foi massacrado a golpes de artes marciais. Marquinhos teve traumatismo craniano, baço rompido, braços e costelas quebrados. Morreu na madrugada do dia seguinte após 10 horas de ser internado.
O caso de Marco Antônio chocou não só a população de Brasília, repercutiu no país inteiro pelo crime ter ocorrido em um bairro de classe média de Brasília, 316 norte e á luz do dia, três horas da tarde. Em um dos depoimentos dos assassinos, disseram que não conheciam o Marquinhos, eles queriam apenas brigar sem intenção de matar.
“Foi um caso emblemático. Até então, todos acreditavam que só adolescentes de periferia cometiam atos infracionais. Com a morte de Marquinhos, abrimos nossos olhos para a classe média”, destacou a promotora da Vara da Infância e da Juventude, Selma Sauerbronn.
A polícia prendeu 10 acusados de assassinar Marco Antônio, sendo que 5 eram maiores de 18 anos e 5 menores de idade. Um menor fugiu, e até hoje, não foi preso. Os 5 maiores de 18 anos foram condenados, no entanto, não compriram mais do que 6 anos de prisão. Os 4 menores foram levados para o Centro de Atendimento Juvenil Especializado – CAJE.
Gengis Keyne, líder do grupo, filho de delegado, no primeiro julgamento foi condenado a 28 anos de prisão. Pediu um segundo julgamento em 1999 e, conseguiu reduzir a pena para 21 anos, conseguiu se livrar da acusação de corrupção de menores, sendo que a maioria dos que participantes da Gangue Satânica eram menores de idade. Mesmo na cadeia, o líder da gangue, concluiu o ensino médio e passou para o curso de Administração de Empresas da Upis. O assassino conseguiu o benefício mesmo depois de ter sido flagrado descumprindo regras do regime semi-aberto. Foi preso em flagrante, em julho de 1998, com lança-perfumes no centro comercial Gilberto Salomão. Foi absolvido da acusação, mas o exame toxicológico a que foi submetido detectou consumo de maconha. Em 2001, Gengis recebeu liberdade condicional, mas, voltou à cadeia em 2003, depois de ser preso em flagrante por falsidade ideológica e tentativa de estelionato ao ser detido, no Park Shopping, ao tentar comprar um aparelho celular com carteira funcional falsa do Ministério da Justiça e cheque roubado. Gingis estava cumprindo a pena em regime semi-aberto, mas, em março de 2008, o assassino foi preso novamente por tráfico de drogas.
A vida da jornalista Valéria Velasco, mãe de 4 filhos, 3 mulheres e 1 único filho homem, Marco Antônio Velasco e Pontes, de 16 anos, mudou completamente. Naquela tarde do dia 10 de agosto de 1993, Valéria sentiu na própria pele que a violência não era um problema de peculiar de periferia.
“Trabalho para que outras famílias não sofram o que a minha sofreu”, diz Valéria. Após perdeu o filho, a mãe de Marco Antônio, Valéria Velasco, criou o Comitê Nacional de Vítimas da Violência (Convive) e, é subsecretária da Subsecretaria de Proteção às Vítimas de Violência (Pró-Vitimas).

Gengis Keyne detido em março de 2008 por tráfico de drogas.
Marco Antônio Velasco e Pontes, de 16 anos, foi assassinado por uma gangue: Falange Satânica da 405 norte, no dia 10/08/1993. Marco Antônio gostava de esporte, principalmente futebol, queria ser jogador profissional. Conhecido como um garoto brincalhão e alegre. Xodó da família, pois era o mais novo de 4 filhos. Marco Antônio estava com 2 amigos, na quadra dele, 316 norte, quando viram os 10 rapazes de aproximando, os amigos conseguiram fugir, mas Marco Antônio caiu. Em apenas dois minutos o garoto foi massacrado a golpes de artes marciais. Marquinhos teve traumatismo craniano, baço rompido, braços e costelas quebrados. Morreu na madrugada do dia seguinte após 10 horas de ser internado.
O caso de Marco Antônio chocou não só a população de Brasília, repercutiu no país inteiro pelo crime ter ocorrido em um bairro de classe média de Brasília, 316 norte e á luz do dia, três horas da tarde. Em um dos depoimentos dos assassinos, disseram que não conheciam o Marquinhos, eles queriam apenas brigar sem intenção de matar.
A polícia prendeu 10 acusados de assassinar Marco Antônio, sendo que 5 eram maiores de 18 anos e 5 menores de idade. Um menor fugiu, e até hoje, não foi preso. Os 5 maiores de 18 anos foram condenados, no entanto, não compriram mais do que 6 anos de prisão. Os 4 menores foram levados para o Centro de Atendimento Juvenil Especializado – CAJE.