Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Marco Antônio Velasco e Pontes (Assassinato)



 


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Data do Ocorrido: 10/08/1993

Localização: Brasilia (DF)

Data de Nascimento: 00/00/1977 (16 anos)

Data de Falecimento: 11/08/1993

Sexo: Feminino Feminino
 

Marco Antônio Velasco e Pontes, de 16 anos, foi assassinado por uma gangue: Falange Satânica da 405 norte. Marco Antônio gostava de esporte, principalmente futebol, queria ser jogador profissional. Conhecido como um garoto brincalhão e alegre. Xodó da família, pois era o mais novo de 4 filhos.  Marco Antônio estava com 2 amigos, na quadra dele, 316 norte, quando viram os 10 rapazes de aproximando, os amigos conseguiram fugir, mas Marco Antônio caiu. Em apenas dois minutos o garoto foi massacrado a golpes de artes marciais. Marquinhos teve traumatismo craniano, baço rompido, braços e costelas quebrados. Morreu na madrugada do dia seguinte após 10 horas de ser internado.

O caso de Marco Antônio chocou não só a população de Brasília, repercutiu no país inteiro pelo crime ter ocorrido em um bairro de classe média de Brasília, 316 norte e á luz do dia, três horas da tarde. Em um dos depoimentos dos assassinos, disseram que não conheciam o Marquinhos, eles queriam apenas brigar sem intenção de matar.

“Foi um caso emblemático. Até então, todos acreditavam que só adolescentes de periferia cometiam atos infracionais. Com a morte de Marquinhos, abrimos nossos olhos para a classe média”, destacou a promotora da Vara da Infância e da Juventude, Selma Sauerbronn.

A polícia prendeu 10 acusados de assassinar Marco Antônio, sendo que 5 eram maiores de 18 anos e 5 menores de idade. Um menor fugiu, e até hoje, não foi preso. Os 5 maiores de 18 anos foram condenados, no entanto,  não compriram mais do que 6 anos de prisão. Os 4 menores foram levados para o Centro de Atendimento Juvenil Especializado – CAJE.

Gengis Keyne, líder do grupo, filho de delegado, no primeiro julgamento foi condenado a 28 anos de prisão. Pediu um segundo julgamento em 1999 e, conseguiu reduzir a pena para 21 anos, conseguiu se livrar da acusação de corrupção de menores, sendo que a maioria dos que participantes da Gangue Satânica eram menores de idade. Mesmo na cadeia, o líder da gangue, concluiu o ensino médio e passou para o curso de Administração de Empresas da Upis. O assassino conseguiu o benefício mesmo depois de ter sido flagrado descumprindo regras do regime semi-aberto. Foi preso em flagrante, em julho de 1998, com lança-perfumes no centro comercial Gilberto Salomão. Foi absolvido da acusação, mas o exame toxicológico a que foi submetido detectou consumo de maconha. Em 2001, Gengis recebeu liberdade condicional, mas, voltou à cadeia em 2003, depois de ser preso em flagrante por falsidade ideológica e tentativa de estelionato ao ser detido, no Park Shopping, ao tentar comprar um aparelho celular com carteira funcional falsa do Ministério da Justiça e cheque roubado. Gingis estava cumprindo a pena em regime semi-aberto, mas, em março de 2008, o assassino foi preso novamente por tráfico de drogas.

A vida da jornalista Valéria Velasco, mãe de 4 filhos, 3 mulheres e 1 único filho homem, Marco Antônio Velasco e Pontes, de 16 anos, mudou completamente. Naquela tarde do dia 10 de agosto de 1993, Valéria sentiu na própria pele que a violência não era um problema de peculiar de periferia.

“Trabalho para que outras famílias não sofram o que a minha sofreu”, diz Valéria. Após perdeu o filho, a mãe de Marco Antônio, Valéria Velasco, criou o Comitê Nacional de Vítimas da Violência (Convive) e, é subsecretária da Subsecretaria de Proteção às Vítimas de Violência (Pró-Vitimas).

Por Sandra Domingues, com informações do Blog Oficial, Jornalismo Express e R7

Gengis Keyne detido em março de 2008 por tráfico de drogas.

Tião (Viva Rio ), Valéria Velasco (Pró-Vitima) e Carlos Santiago (Movimento Gabriela Sou da Paz)

Marco Antônio Velasco e Pontes, de 16 anos, foi assassinado por uma gangue: Falange Satânica da 405 norte, no dia 10/08/1993. Marco Antônio gostava de esporte, principalmente futebol, queria ser jogador profissional. Conhecido como um garoto brincalhão e alegre. Xodó da família, pois era o mais novo de 4 filhos.  Marco Antônio estava com 2 amigos, na quadra dele, 316 norte, quando viram os 10 rapazes de aproximando, os amigos conseguiram fugir, mas Marco Antônio caiu. Em apenas dois minutos o garoto foi massacrado a golpes de artes marciais. Marquinhos teve traumatismo craniano, baço rompido, braços e costelas quebrados. Morreu na madrugada do dia seguinte após 10 horas de ser internado.

O caso de Marco Antônio chocou não só a população de Brasília, repercutiu no país inteiro pelo crime ter ocorrido em um bairro de classe média de Brasília, 316 norte e á luz do dia, três horas da tarde. Em um dos depoimentos dos assassinos, disseram que não conheciam o Marquinhos, eles queriam apenas brigar sem intenção de matar.

O líder do grupo, Gengis Keyne, hoje com 38 anos, inicialmente foi condenado a 28 anos de prisão, mas entrou com recurso e conseguiu reduzir a pena para 21 anos. Na época, mesmo com grande parte dos integrantes da gangue Falange Satânica sendo menores de 18 anos, ele conseguiu escapar do crime de corrupção de menores. Pouco depois, em 1998 ganhou o benefício do regime semiaberto, concluiu o ensino médio e cursou administração de empresas em uma faculdade da Asa Sul, área central de Brasília, mas foi preso no mesmo ano por outro crime. Em 2001, oito anos depois da morte de Marquinho ele já estava em liberdade condicional, mas foi preso novamente em 2008 por tráfico de drogas. 

Keyne continua preso por tráfico, mas todos outros envolvidos estão em liberdade até hoje. Depois que perdeu o filho, a mãe do rapaz, Valéria Velasco, criou o Convive (Comitê Nacional de Vítimas de Violência) e atualmente é subsecretária da Pró-Vítimas (Subsecretaria de Proteção às Vítimas de Violência).

Por Sandra Domingues, com informações do Blog Oficial e Jornalismo Express



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Eu De Mim Mesma em 04/01/2017 18:32
Uma tragédia

Daniela Ferreira Antônio de Pádua Guerra Ramalho Sérgio Lopes Souza Júnior Caíque dos Santos Nirvana Evangelista da Cruz Claudia Correa Pereira Danielle Tobler Esser Rafael Abbatipietro Nunes Rosa Celso Augusto Daniel Rosa Maria Leite Alves Marcelo Alexandrino Costa dos Santos Julio César Menezes Coelho Polyanna Arruda Borges Leopoldino Edinei Pereira Gomes Janaína Brito Conceição Jéssica Picolo Shara Ruana Reis Jessica Leite César Victor Hugo da Silva Braga Eduardo Alfredo Ortelan Luana de Jesus Amorim Miranda
 
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