Data do Ocorrido: 01/05/2010
Localização: Criciuma (SC)
Data de Nascimento: 00/00/2003 (7 anos)
Data de Falecimento: 01/05/2010
Sexo: Feminino
Kenefer Maria de Jesus Guimarães, de 7 anos, foi estuprada e morta por enforcamento na tarde de sábado, 01/05/2010, no bairro Floresta II, no Distrito do Rio Maina. O corpo da pequena Kenefer foi velado durante o domingo na Capela Mortuária do bairro Paraíso.
A menina brincava com amigos na rua próxima de sua residência. Segundo as crianças, um motociclista passou pelo local e avisou que a mãe estava procurando a garota, que embarcou na moto. Ele a levou para o campo de futebol do bairro, três quadras da rua onde Kenefer mora com os pais, e cometeu os crimes.
Além de violentá-la sexualmente de forma brutal, o assassino enforcou a criança com a própria calcinha e pendurou a garota em um alambrado com a calça de moletom, deixando a menina morrer por asfixia. A família doou as córneas de Kenefer. O Banco de Olhos fez a captação e encaminhou a Florianópolis.
Em 21/07/2010 a Polícia Civil apresentou o principal suspeito de assassinar a menina Kenefer Maria Jesus Guimarães, sete anos, em Criciúma. O homem teve prisão preventiva decretada na terça-feira (20/07), às 14h, e foi preso às 16h no trabalho.
Após os testes de DNA feitos em 12 pessoas, a polícia chegou até o homem. Para confirmar a suspeita, o Instituto Geral de Perícia (IGP) repetiu os exames. Há 20 dias, a polícia recebeu os resultados apontando Diego do Nascimento Burim, de 24 anos, preso no dia 21/07/2010 como principal suspeito do crime.
Ele não tem nenhuma passagem pela polícia, é casado e trabalha em uma empresa carbonífera há sete anos. Em depoimento, a mulher do suspeito falou que não percebeu nenhuma mudança de comportamento após o crime.
Em 29/06/2011 Diego do Nascimento Burim, hoje com 25 anos, vai a júri popular. A Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina aprovou na terça-feira (28/06) o recurso impetrado pelo Ministério Público.
Antes da decisão de ontem, o juiz substituto Fernando Dal Bó havia indicado que o acusado não iria a júri popular, devido à falta de provas de que o réu tinha intenção de matar. Ele alegou que contra Diego haveria apenas um crime – estupro seguido de morte - e não dois – estupro e homicídio -, não caracterizando assim crime para ir ao Tribunal do Júri e, sim, apenas de competência do juiz o julgamento.
Diante deste fato, o MP de Criciúma, com texto do desembargador Moacyr de Moraes Lima Filho, recorreu da decisão, alegando que o crime indicava homicídio, já que o perito criminal deu a possibilidade às autoridades de que Diego poderia ter enforcado Kenefer, depois de cometer o ato sexual.
O homem de 25 anos, que matou a menina Kenefer Maria de Jesus Guimarães, de sete anos, em maio de 2010, foi condenado na tarde de 29 de novembro de 2011 a 38 anos e oito meses de prisão em regime fechado. A sessão com júri popular, formado por sete pessoas e que condenou ele iniciou às 10h30. A sentença foi anunciada pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Criciúma, Marlon Jesus Soares de Souza. O homem foi julgado por homicídio triplamente qualificado e estupro, acusação sustentada pela promotoria do Ministério Público.
A defesa do réu pode recorrer da sentença. A decisão caberá ao advogado Carlos Rodolpho Pinto da Luz, que definirá os próximos passos juntamente com o réu. Ele ficará preso na Penitenciária Sul, em Criciúma, e não poderá recorrer em liberdade.
A condenação foi comemorada pela família da garota. O pai de Kenefer, Ivolei Guimarães, disse que a justiça foi feita. “Esperávamos 30 anos. Veio 38, o que é melhor. Confiamos na justiça e ela foi feita”, comemorou Guimarães. “Vamos continuar acompanhando o processo”, completou ele.
O promotor Alex Sandro Teixeira da Cruz parabenizou o trabalho. "Esse caso é emblemático e está marcado na história de Criciúma como um caso que teve justiça feita. Estamos satisfeitos com o resultado final", pontuou ele.