Wesley estava com o jovem Wanderson dos Santos de Assis, de 19 anos e que também foi baleado, e com Juan de Moraes, de 11, que está desaparecido.
A Polícia Civil informou que esperava receber até segunda-feira (27/06) os dados do GPS da equipe do Grupamento de Ação Tática (GAT) que participou da ação.
A Polícia Civil do Rio realizou em 27/06/2011 uma perícia em cinco viaturas do Batalhão de Mesquita, na Baixada Fluminense, usadas em uma operação na favela Danon, em Nova Iguaçu, em 20/06/2011. O objetivo é encontrar pistas sobre o menino Juan de Moraes, 11, desaparecido desde então.
Segundo o delegado Rafael Ferrão, da 56ª DP (Comendador Soares), que investiga o caso, a perícia realizada nos veículos encontrou vestígios de ferro, substância presente no sangue.
'O material usado na perícia não localiza sangue, mas ferro, que está presente também em outros produtos.
Weslley estava internado no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, Duque de Caxias, também na Baixada, sob proteção da Polícia Civil.
Uma terceira vítima, Wanderson dos Santos de Assis, 19, levou três tiros pelas costas e está internado no mesmo andar de Weslley, mas sob custódia por ser considerado suspeito de tráfico de drogas. O pai nega que ele tenha envolvimento com o crime e diz que ele é trabalhador.
Na tarde de segunda (27/06), a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio ouviu a mãe de Juan, Rosinéia Maria de Moraes, 31, e o pai de Wanderson, José Antônio de Assis, 59. Na reunião, Rosinéia pediu ajuda para encontrar o menino.
Participaram do encontro representantes da Polícia Civil, da Defensoria Pública e do Programa de Proteção à Criança e o Adolescente Ameaçados de Morte (PPCAAM).
'A Defensoria Pública entrou no caso hoje para mudar a condição de réu do Wanderson, já que ele é vítima', disse à Folha o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), presidente da comissão. Freixo reclama da lentidão nas investigações.
'A polícia demorou muito para entrar no caso, mas agora a civil deslocou o caso do desaparecimento do Juan para a Delegacia de Homicídios. A 56ª DP continua na investigação, acompanhada das especiais', explicou o deputado.
Ainda segundo Freixo, Weslley deve entrar no programa de apoio à criança vítima de violência, já que ele é testemunha no caso. 'Só estamos esperando ele receber alta'.
Onze policiais militares estiveram na tarde de terça-feira (05/07) na Divisão de Homicídios de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, para serem ouvidos sobre o sumiço do menino Juan Moraes, de 11 anos.
O delegado responsável pelas investigações, Ricardo Barbosa, colheu o depoimento dos quatro policiais que participaram do confronto e de outros sete que estavam a dois quilômetros do local da operação. O objetivo da polícia é saber se os agentes estavam envolvidos no desaparecimento do menino.
Os quatro policiais que estavam na operação foram afastados das ruas. Segundo a polícia, os 11 policiais estavam em cinco viaturas do batalhão que já foram periciadas pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli. Os dados de GPS dos cinco carros já estão com a Polícia Civil.
Em 06/07/2011 a chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegada Martha Rocha, informou que um exame de DNA revelou ser de Juan Moares, de 11 anos, o corpo encontrado na quinta-feira da semana passada em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A delegada corrigiu a informação divulgada ainda na quinta, pela própria polícia, de que ossada seria de uma menina.
Segundo Martha Rocha, uma sindicância foi aberta na Corregedoria da Polícia Civil para analisar o parecer inicial da perita do Posto Regional de Polícia Técnica e Científica da Baixada Fluminense. Ela também anunciou que o delegado titular da 56ª Delegacia de Polícia será afastado e um novo nome será anunciado nos próximos dias.
O chefe da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, Ricardo Barbosa, que comanda as investigações, disse que não pretende pedir de imediato as prisões dos quatro militares suspeitos de envolvimento na morte de Juan. Ele afirmou que pretende colher novas provas e anunciou que uma reconstituição está marcada para sexta-feira, às 10h.
O caso está mobilizando a opinião pública. Prova disso aconteceu no jogo desta quarta, entre Flamengo e São Paulo, no Engenhão. A indignação popular devido ao encaminhamento das investigações foi parar nas arquibancadas. Uma enorme faixa exibia a nova pergunta que não quer calar: “Quem matou Juan?”.
Corpo de Juan é enterrado sob forte esquema de segurança
O corpo do menino Juan Moraes, 11, foi enterrado na noite de quinta-feira (07/07), no cemitério municipal de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, sob escolta policial.
A presença de policiais teve como objetivo garantir proteção à família do menino, que está no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçado de Morte (PPCAM).
Segundo a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), o enterro ocorreu às 19h30. Estiveram presentes a mãe de Juan, Rosinéia Maria Moraes, o pai, Alexandre da Silva Neves, e cerca de vinte pessoas. Os custos do funeral ficaram a cargo da SEASDH e a família já voltou para local sigiloso.
"Os fatos que envolvem a morte do menino Juan são intoleráveis sob todos os aspectos. Vejo que casos de crianças vítimas de ações de maus policiais se repetem. Passados 20 anos da chacina da Candelária ainda assistimos a crimes como esse. Eu espero que os responsáveis pelo crime sejam exemplarmente punidos", declarou o subsecretário Antônio Carlos Biscaia.
O assassinato do menino Juan de Moraes teria sido testemunhado por uma dona de casa, que afirmou ontem ter visto quando PMs atiraram na criança. Segundo a mulher, os policiais teriam matado primeiro um traficante, em confronto pelas ruelas da comunidade, e, em seguida, atingido o garoto e escondido o corpo atrás de um sofá velho que havia sido deixado por um morador na rua. Meia hora depois, ainda segundo a dona de casa, os PMs retornaram ao local, pegaram o corpo de Juan e “jogaram dentro da viatura”. A testemunha, não identificada, deu entrevista, na noite desse sábado, quando foi feita a reconstituição do crime na Favela do Danon, ao Jornal Nacional, da Rede Globo.
Na versão da mulher, os policiais voltaram ao local no dia seguinte e queimaram o sofá. O traficante que teria sido morto era Igor de Souza Afonso, de 17 anos.
Os quatro policiais militares suspeitos da morte do menino Juan Moraes, de 11 anos, se apresentaram normalmente ao Departamento Geral de Pessoa, da PM, no Centro do Rio, na quinta-feira (21/07), e estão à disposição da Justiça para cumprir a ordem de prisão. A informação é do advogado dos PMs, Edson Ferreira.
De acordo com o advogado, os quatro PMs souberam do decreto da prisão, na noite de quarta-feira (20) por meio da mídia. O advogado ressaltou que seus clientes estão cumprindo desde o início do processo todas as determinações da polícia. Ferreira ainda aguarda ser comunicado oficialmente do mandado de expedido pela Justiça para recorrer da prisão.
Prisão decretada
O juiz Márcio Alexandre Pacheco da Silva, do 4º Tribunal do Júri de Nova Iguaçu, decretou a prisão temporária por 32 dias dos quatro policiais militares. Os mandados de prisão deverão ser encaminhados à Delegacia de Homicídios da Baixada (DHBF), responsável pelo caso.
A decisão atende a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). Segundo o MP-RJ, a prisão temporária dos PMs é em relação a dois homicídios duplamente qualificados (a morte do menino Juan e de um suposto traficante), duas tentativas de homicídio duplamente qualificado (do irmão de Juan, e de um jovem de 19 anos - ambos estão no Programa de Proteção à Testemunha) e ocultação de cadáver de Juan.
O MP-RJ também requereu à Justiça a prisão preventiva de um cabo da PM suspeito de crimes de homicídio duplamente qualificado, constrangimento ilegal e violação de domicílio, em 2008. Ele é um dos policiais suspeitos no caso. Segundo o MP, o cabo é acusado de matar um ex-presidiário, em 2008, em Mesquita, na Baixada Fluminense, com a ajuda dos outros três PMs.
Também nesta quarta-feira, o delegado Ricardo Barbosa, da Delegacia de Homicídios, afirmou que o menino foi baleado por policiais militares. Segundo ele, a perícia constatou que não houve confronto entre PMs e suspeitos. O inquérito, no entanto, ainda não terminou.
“De acordo com as provas recolhidas, o Juan morreu com um tiro no pescoço e ele foi baleado por policiais militares”, disse Ricardo Barbosa. “Testemunhas e perícia não indicam ocorrência de confrontos. A conclusão que nós temos é que ele foi baleado por disparos de armas de fogo de policiais militares.”, completou.
Sem confronto
De acordo com o delegado, uma série de provas e testemunhas ajudam nas investigações. Um vídeo gravado por um morador logo após a ação policial mostra as posições das cápsulas de bala e poças de sangue, que seriam de Juan.
“Os disparos só foram efetuados de um ponto da comunidade. Primeiro os PMs contaram que se confrontaram com seis suspeitos, mas, em depoimento, se contradisseram, dizendo que o confronto havia sido com dois homens”, explicou o delegado. Na ocasião, um suspeito de ser traficante foi baleado e morto. No entanto, a perícia apontou que apesar de armado, este suspeito não efetuou disparos.
Os quatro policiais do 20º BPM (Mesquita) suspeitos de envolvimento na morte do menino Juan Moraes, de 11 anos, na favela Danon, em Nova Iguaçu, foram presos pela Corregedoria da Polícia Militar. O mandado de prisão, expedido na manhã de quinta-feira (21/07) pelo juiz Márcio Alexandre Pacheco da Silva, do 4º Tribunal do Júri de Nova guaçu, foi enviado primeiramente para o delegado Ricardo Barboza, titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.
A ordem foi enviada por Barboza, via fax, para a Corregedoria, que cumpriu a determinação judicial. Os PMs estão sendo encaminhados para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, onde farão o exame de corpo de delito, e, depois, serão levados para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, onde ficarão presos. Juan foi morto com um tiro no pescoço em 20 de junho, durante uma operação da PM na favela. O corpo do garoto só foi encontrado dez dias depois, às margens do Rio Botas, em Belford Roxo.
Prisão decretada
Na sexta-feira (16/09), a Justiça decretou a prisão preventiva dos quatro policiais militares suspeitos de envolvimento na morte do menino Juan. De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), o juiz Márcio Alexandre Pacheco da Silva, da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, aceitou o pedido de denúncia do Ministério Público. Os policiais estão presos temporariamente desde o dia 21 de julho.
O MP ofereceu denúncia aos PMs por dois homicídios duplamente qualificados (a morte do garoto e de um suposto traficante) e por duas tentativas de homicídio também duplamente qualificado (do irmão de Juan, e de um jovem de 19 anos).
Na denúncia, o MP-RJ pediu, ainda, que o Instituto Médico Legal (IML) apresente, no prazo de 72 horas, os originais dos laudos de necropsia e do laudo de exame de DNA do menino Juan. Além disso, as promotoras também pediram para que todas as operadoras de telefonia informassem os dados do usuário responsável pelo número de celular que entrou em contato com os PMs no dia do crime.
Polícia conclui inquérito
Na quarta-feira (15/09), o delegado Ricardo Barbosa, da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense, responsável pelas investigações, informou que concluiu o inquérito sobre a morte do menino e enviou à Justiça pedindo a decretação da prisão preventiva dos quatro PMs.
"Dois fuzis deram positivo no exame de confronto balístico com os projéteis e cápsulas recolhidos no local do crime", afirmou o titular da DH da Baixada.