De acordo com ela, a filha ligou avisando que estava indo para casa. “Nunca ela fazia nada sem avisar, sempre nos comunicamos por mensagem ou pelo telefone. O pai, toda terça-feira, buscava ela (sic) no trabalho, pois nesse dia ela saia mais tarde, mas, dessa vez, ele não foi porque ia sair com as amigas. Na última hora, elas acabaram desistindo e ela me ligou para avisar que a bateria do celular tinha acabado e que estava voltando para casa. Só que não chegou”, disse emocionada a mãe.
O corpo de Louise Sayuri Maeda foi encontrado no dia 17/06/2011 em uma cava do Rio Iguaçu, em Curitiba. Segundo a polícia, a estudante foi morta com tiros na cabeça e o cadáver estava em avançado estado de decomposição. O reconhecimento foi feito por meio de um exame papiloscópico (de confronto de digitais) no IML.
Duas mulheres foram presas no sábado (18/06) suspeitas de participar do assassinato da universitária. As duas tiveram a prisão temporária decretada no fim de semana. A polícia revelou, na segunda-feira (20), que Louise foi vítima de uma emboscada, que teria sido articulada por duas colegas de trabalho. A principal hipótese é que Louise, que era supervisora da iogurteria, teria descoberto que uma das funcionárias estaria desviando dinheiro do caixa.
As suspeitas foram identificadas pela polícia como Fabiana Perpétua de Oliveira, de 20 anos, e Márcia do Nascimento, de 21 anos. Na casa de Márcia, a polícia encontrou R$ 2.250, valor que, para a polícia, é incompatível com os rendimentos da suspeita.
Um terceiro suspeito ainda seguia foragido nesta terça-feira (21). Élvis de Souza, de 20 anos, também é suspeito de ter envolvimento no crime. Ele teve a prisão decretada. Segundo a polícia, o suspeito teria um relacionamento com Márcia.
O delegado Marcelo Lemos de Oliveira, da Delegacia de Vigilâncias e Capturas (DVC), informou que a emboscada teria sido articulada por Márcia.
A polícia afastou qualquer possibilidade de o crime estar relacionado com as investigações sobre tráfico de drogas em shoppings de Curitiba, como chegou a ser veiculado por alguns veículos da imprensa.
O último suspeito preso pela morte da estudante Louise Maeda apontou o local do assassinato, informou a Polícia Civil do Paraná, em 27/06/2011.
Foi no fim da Rua Nicola Pellanda, no bairro Campo de Santana, em Curitiba. O jovem de 20 anos se entregou no dia 23/06/2011, praticamente na mesma hora em que o corpo de Maeda era cremado.
Ainda segundo informações da polícia, a estudante levou dois tiros na cabeça e o corpo foi jogado de uma ponte – a correnteza levou até um areal onde, 18 dias depois, um caseiro encontrou.
Ao todo, três pessoas estão presas: duas colegas de trabalho e o namorado de uma dessas colegas, esse último preso.
O delegado da Vigilância e Capturas de Curitiba, Marcelo Lemos de Oliveira, diz, em nota oficial, que "as informações prestadas pelos detidos no inquérito são contraditórias, principalmente quanto a quem apertou o gatilho. Ninguém assume a autoria do crime”.
A hipótese de que um desvio de dinheiro da loja onde Maeda trabalhava tenha sido a causa do homicídio é uma questão particular na investigação: primeiro, em entrevista coletiva no dia 20 de junho, a polícia anunciou justamente essa hipótese e deu o crime por “elucidado” – nas palavras do delegado geral Marcus Vinicius Michelotto. No dia seguinte, retrocedeu, descartando a, até então, “principal linha de investigação”. Nesta segunda (27/06), a polícia anuncia que o roubo volta à pauta.
O inquérito precisa ser terminado até 18 de julho, a menos que haja uma prorrogação.