Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Felipe Ramos de Paiva (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 18/05/2011

Localização: São Paulo (SP)

Data de Nascimento: 00/00/1987 (24 anos)

Data de Falecimento: 18/05/2011

Sexo: Masculino Masculino
 

Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos,  estudante do 4.º ano de Ciências Atuariais, foi assassinado na noite de 18/05/2011 no estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), na Cidade Universitária. Ele foi baleado na cabeça por volta das 21h30, depois de assistir a uma aula de Contabilidade no câmpus do Butantã, na zona oeste.

Um guarda universitário ouviu um disparo e correu para o estacionamento da faculdade. Lá, encontrou Felipe já morto perto de seu Passat azul-marinho blindado. Um dos pés do rapaz estava dentro do carro e o resto do corpo, do lado de fora. Ao lado, havia uma chave quebrada, um celular e óculos.
 
Testemunhas contaram à polícia que, logo após sair da aula, Felipe foi seguido por um homem até o estacionamento. Após abordagem, o estudante entrou em luta corporal com o suposto assaltante, a ponto de quebrar uma maçaneta do veículo. Foi quando o assassino sacou a arma. Felipe ainda tentou entrar no carro blindado, mas não deu tempo. Após balear o jovem, o bandido fugiu sem levar nada.
Um guarda universitário viu um carro grande, como um utilitário, saindo do estacionamento. Há câmeras no local, mas elas não flagraram o crime.
 
De acordo com um tio do jovem, João Jacó de Paiva, de 64 anos, a família está muito abalada com a morte do estudante de ciências atuárias. “Ninguém conseguiu dormir, acompanhando liberação de corpo. Ele era a pessoa mais excelente da Terra, de educação fina. Era esforçado, muito aplicado, tirava boas notas. Adorava ler, de presente ele sempre preferia livros”, contou o tio, que é irmão do pai de Felipe.
O estudante namorava e pretendia se casar ao terminar o curso. Ele também deixa uma irmã mais nova.
 
O corpo do estudante Felipe Ramos de Paiva será enterrado às 16 horas no Cemitério da Saudade, em Caieiras, na Grande São Paulo. O velório começa às 10h. Alunos da USP fizeram um minuto de silêncio em homenagem ao colega na manhã desta quinta-feira. Em seguida, fizeram uma caminhada silenciosa para entregar uma Carta Aberta à Reitoria da USP, onde pedem mais segurança e mais iluminação no campus.
 
Ocimar Paiva, pai do estudante Felipe Ramos de Paiva, morto dentro da USP (Universidade de São Paulo), afirmou que espera que o suspeito do assassinato, que confessou o crime, fique preso por causa da morte do filho. O estudante foi morto no estacionamento da faculdade no dia 18 de maio deste ano, após dois homens tentarem roubar seu carro. 
 
- É um sentimento de perda, porque ele foi preso mas não ficou [na cadeia]. Ficou impune no momento. Justiça para mim é ele ficar preso, porque confessou que cometeu um crime brutal. Meu filho foi executado com um tiro na cabeça, por trás e morreu inocentemente. 
 
Um dos suspeitos se entregou à polícia em 09/06/2011 e por isso vai responder ao crime de latrocínio [roubo seguido de morte] em liberdade. Sua prisão temporária só vai ser pedida depois que a polícia tiver mais pistas do comparsa. Depois de decretada a prisão preventiva, a polícia tem um prazo de dez dias para concluir o inquérito. 
 
O criminoso contou que, inicialmente, ele e um comparsa tentaram roubar o carro de uma mulher dentro da Cidade Universitária, mas ao perceberem que ela tinha necessidades especiais, ficaram com pena. O comparsa está foragido. 
 
Na versão do suspeito, o objetivo era roubar o carro da vítima, que teria reagido com um soco. 
Essa versão confirma a suspeita da Polícia Civil, de que se trata de um caso de latrocínio. Se for condenado, ele deve responder pelo artigo 157 do Código Penal, que trata sobre o crime de roubo. É prevista até a pena máxima para quem comete latrocínio: 30 anos de prisão.
 
A Polícia Civil de São Paulo prendeu na noite desta 16/07/2011 um suspeito de matar o estudante Felipe Ramos de Paiva.
Irlan Graciano Santiago, de 22 anos, chegou a se apresentar à polícia no último dia 9, mas por não ter antecedentes criminais, ter residência fixa e não haver flagrante, não ficou detido. Ele foi preso dia 16/07, após a decretação da prisão preventiva.
O rapaz foi levado para a sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro de São Paulo. Ao deixar o prédio para ser submetido a exames no Instituto Médico Legal (IML), negou ter matado o estudante da USP. “Não matei ninguém”, afirmou.
 
Após exames médicos, Santiago deve ser transferido a um Centro de Detenção Provisória (CDP) da capital paulista.
Quando se apresentou à polícia, dia 9, o jovem confessou que participou da tentativa de roubo do carro blindado do universitário Felipe Ramos de Paiva, no campus da USP. Porém, como ao ser preso , negou ter atirado no estudante.
“Fiz por necessidade. Meu filho estava com falta de leite, de fralda. Eu me arrependo”, afirmou na ocasião. Santiago contou que ele e um “parceiro” participaram do assalto e que o estudante foi baleado porque reagiu. O universitário foi atingido por um tiro na cabeça, quando chegava em seu carro. Mas segundo Santiago, quem atirou foi o parceiro.
Na ocasião, o delegado Maurício Guimarães Soares, divisionário do DHPP, disse que Santiago não revelou o nome do homem que estava com ele. O segundo participante do crime ainda não foi preso.
 
O pai do estudante Felipe Ramos de Paiva, o projetista Ocimar Paiva, de 52 anos, afirmou na manhã desta sexta-feira (17) que a prisão do suspeito de participar do assassinato de seu filho no campus da Universidade de São Paulo (USP) mostra que “a Justiça começa a ser feita”. Irlan Graciano Santiago, de 22 anos, havia se apresentado espontaneamente à polícia há uma semana, mas não tinha ficado preso, o que revoltou a família.
“A gente tinha ficado indignado com a Justiça, porque a gente achou que ele poderia fugir. A gente ficou, de certo modo, aliviado com a prisão, porque ele vai começar a pagar pelo o que ele fez. A Justiça começa a ser feita”, disse o projetista ao G1 por telefone.
 
No dia 9 de junho, quando se apresentou à polícia, Santiago alegou ter participado do crime “por necessidade” e afirmou que o disparo que matou o estudante foi dado por um colega. Por não ter antecedentes criminais, ter residência fixa e não haver flagrante, não ficou detido ao se apresentar. Ele foi preso nesta quinta após a decretação da prisão preventiva.
 
“Ele saiu dando risada. Disse que ele reagiu e tomou bala como se fosse uma coisa banal. Nós ficamos revoltados dele dizer isso e ir embora. Mas a decisão da Justiça [de prendê-lo] veio rápido”, declarou.
 
A família espera que Santiago, preso na favela, diga o nome do colega que participou da ação com ele. “A polícia está empenhada. A gente espera que ele fale quem foi o outro que participou do crime para os dois pagarem pelo crime bárbaro que cometeram. Eles não deram chance de defesa. Meu filho foi assassinado cruelmente pelas costas”, disse.
 
 
 
 

Foto: AE

Pais do estudante Felipe Ramos de Paiva compareceram ao estacionamento da FEA-USP

Foto: AE

Alunos se reúnem em frente à reitoria da USP para entregar carta exigindo segurança no campus
 
 
Pierre Duarte/Folhapress
 
Estudantes fazem ato em frente ao prédio da Faculdade de Economia e Administração da USP.
 
 
Justiça decretou prisão preventiva de Irlan Graciano Santiago. Ele nega ter matado universitário.
(Foto: Carlos Giffoni/G1)

Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos,  estudante do 4.º ano de Ciências Atuariais, foi assassinado na noite de 18/05/2011 no estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP), na Cidade Universitária. Ele foi baleado na cabeça por volta das 21h30, depois de assistir a uma aula de Contabilidade no câmpus do Butantã, na zona oeste.

Testemunhas contaram à polícia que, logo após sair da aula, Felipe foi seguido por um homem até o estacionamento. Após abordagem, o estudante entrou em luta corporal com o suposto assaltante, a ponto de quebrar uma maçaneta do veículo. Foi quando o assassino sacou a arma. Felipe ainda tentou entrar no carro blindado, mas não deu tempo. Após balear o jovem, o bandido fugiu sem levar nada.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu na noite desta 16/07/2011 um suspeito de matar o estudante Felipe Ramos de Paiva.

Irlan Graciano Santiago, de 22 anos, chegou a se apresentar à polícia no último dia 9, mas por não ter antecedentes criminais, ter residência fixa e não haver flagrante, não ficou detido. Ele foi preso dia 16/07, após a decretação da prisão preventiva.
O rapaz foi levado para a sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro de São Paulo. Ao deixar o prédio para ser submetido a exames no Instituto Médico Legal (IML), negou ter matado o estudante da USP. “Não matei ninguém”, afirmou.
 
Na ocasião, o delegado Maurício Guimarães Soares, divisionário do DHPP, disse que Santiago não revelou o nome do homem que estava com ele. O segundo participante do crime ainda não foi preso.


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Célia Mãe De Elton em 04/08/2011 21:51
É desumano ver famílias destruídas pela DOR da IMPUNIDADE, ver que os homens não tem interesse algum em mudar as Leis. Os bandidos matam os nossos filhos,se entrega é as leis soltam, pra que eles voltem à rua e façam novas vítimas. Isso é Brasil Estamos juntas nessa DOR


Adriana Oliveira Barbosa em 11/06/2011 01:06
Amiga Sandra chorei tanto hj quando vi a reportagem da mãe do Felipe...revi a minha história...de impunidade quando o assassino do meu filho tbm saiu pela porta da frente...e ainda parou na nossa frente no forúm,e teve a coragem de nos olhar eu sentada chorando com vontade de voar em cima dele só chorei...revendo hj o que esta acontecendo com essa familia sempre me pergunto onde esta a justiça....tanto a divina como a dos homens que tem o poder de mudar as leis para que familias não sejam destruidas como a minha,a do Felipe e tantas outras...isso deixa qualquer pessoa doente...Não existe paz sem Justiça...fica aqui meu sincero abraço na mãe do FELIPE!!!!


Claudia Marques em 10/06/2011 16:13
Fico indignada , envergonhada, revoltada, por nossa legislaçao ser tao falha , será que isso acontece com filhos de Politicos em geral? claro que nao! infelizmente temos que pensar bem na hora de eleger canditados que apoio essa maldita legislaçao que só favorece os assassinos e nao as vitimas! sem palavras


Penha em 10/06/2011 14:14
Nossa Sandra e repugnante mesmo ouvir o que esse advogado diz, por isso que dá tempo desse assassino fugir, e ficar por isso mesmo. e a dor dessa familia onde é que fica? Perder o filho e ainda ter que ouvir isso e inadimissível.


Sandra Domingues em 10/06/2011 11:23
Nojo de ver e ouvir e assistir o vídeo com as declarações do advogado do criminoso... Revolta...indignação....sentimento de impotência....não existe palavras para descrever o que sinto ao saber que a família do jovem assassinado covardemente ainda terá que ouvir isso e passar por mais essa dor e ter que lidar com a IMPUNIDADE amparada por nossa Legislação!!!


Adriana Oliveira Barbosa em 20/05/2011 23:16
È inacreditável a quantidade de jovens que perdem suas vidas no Brasil,não temos segurança em lugar nenhum,os bandidos estão a solta matando nossos filhos e ninguém faz nada...quando a policía prende a justiça com suas brechas na lei soltam os marginais....e para nós os pais só resta a dor e o sofrimento de perder o filho amado,bem educado...que na maioria das vezes criamos com tanto sacrifício ensinando da melhor maneira possível os valores que todo cidadão de bem tem que ter...fica aqui minha solidariedade aos pais do jovem Felipe...sou mãe do jovem LUIS PAULO OLIVEIRA BARBOSA ASSASSINADO POR PROFESSOR DA FATEC SP...NO DIA 24/12/2010

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