Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
Diga não à impunidade
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Laryssa Wictória Coelho da Silva (Erro Médico)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 17/11/2010

Localização: São Paulo (SP)

Data de Nascimento: 21/09/2010 (0 ano)

Data de Falecimento: 03/01/2011

Sexo: Feminino Feminino
 

Por Ana Paula Coelho, mamãe de Laryssa Wictória Coelho da Silva

Esta história começou dia 17/11/2010, minha bebê Laryssa Wictória tomou banho pela manhã, por volta das 9hs, como de costume, por volta das 10hs e 30m. ,mamou, arrotou e depois de alguns minutos veio a dormir. Por volta da 12:40h meu marido, Ricardo, que estava no quarto com ela ouviu um barulho como se fosse de um engasgo, quando foi até o berço para ver nossa filhinha, ele percebeu que ela estava toda roxa, imediata/te levantou-a e viu que ela estava molinha, nesta hora ele diz que sentiu a sua cabecinha cair em seu ombro.

Quando cheguei no quarto ele estava em prantos e dizia " gata ela engasgou e tá toda roxnha e molinha". Corremos para o HOSPITAL POLICLIN  da minha cidade, pois tenho convênio particular de lá, quando cheguei na porta do hospital, vi uma colega minha enfermeira de lá e gritei Bel socorre aqui, a Laryssa está desmaiada, rapidamente ela me levou à sala de emergência do pronto-socorro do hospital.
 
Logo em seguida veio a chefe de enfermargem Vanessa, junto da pediatra de plantão Dr. Maria Helena Duarte Lacerda. Contei a elas o que havia acontecido, a médica disse que queria um aparelho, não me recordo o nome, foi quando a enfermeira Vanessa disse que só tinha no centro cirurgico.
Ela falou que um bebe "demora" para acordar de uma apnéia, e que estava tudo bem.
 
Comecei a falar que não estava, pois minha florzinha não tava bem, conhecia-a, aquele olhar entre abertos e distante não saem da minha cabeça. Porém a enfermeira passava as mãos nos olhos da minha filha e falava que ela estava bem, apenas com sono e que eu deveria pegá-la no colo para faze-la dormir.
 
Passado alguns minutos, minha Ysa começou a bater as perninhas e a linguinha dela, se enrolava para traz. Novamente eu e minha cunhada que havia chegado para visitar a Ysa, começamos a falar com a médica e ela deu nos as costas e começou  a falar em tom alto como se estivesse debochando da gente:
 
_ Elas estão querendo arrumar doença pra criança, querem me ensinar a medicar, tantos anos de medicina e elas estão querendo me ensinar.... Virou-se pra mim e perguntou se eu havia dado mamadeira para Laryssa, como ela havia pedido, eu respondi que só daria mama pra ela, se ela chorasse, como chorava em casa, acordando todos do hospital, porque que ela não estava no normal dela e então a Maria Helena disse que poderia me denunciar por maus tratos, pois eu estava negando mama pra Ysa.
 
Falei: - Pode me denunciar, mas ela não está normal. Passado algum tempo, chamei a enfermeira Isabel e mostrei a lingua da Ysa e falei:
 
- Bel ela não está bem.... olha bem como ela está! Então a Bel olhou e chamou a enfermeira Carla que colocou uma luva nas mãos,  colocando o dedo na boca da Ysa e disse: - Ela está com fome, está sugando as minhas mãos, isso é fome, dá mama pra ela.
 
Eu respondi, ela vai ficar com fome então, porque ela não fica assim quando está com fome, essa não é minha Ysa. Neste momento meus irmãos chegaram na porta ho hospital e comecaram a dizer que iam chamar a policia e começaram a ligar para TV Anguarda, vendo isso a Dra. Maria Helena veio ate a mim e disse:
 
-  Você demorou para fazer o convênio para ela, logo respondi:
- Demorei não meu convênio é de fábrica, minha filha tinha que nascer para fazer o convênio. Então ela continuou....não importa, vou tentar conseguir uma vaga para ela pelo SUS, para que o pediatra de lá olhe-a para seu desencargo de consciência, se ele achar necessário ele chama um neuro e se ele achar necessário faz uma tomo. Foi quando perguntei:
 
- Dra quanto custa uma tomografia? Meus irmãos estão aí fora e a gente paga o neuro aqui, ela então me respondeu: 
Besteira você vai gastar dinheiro à toa, ela não tem nada! Só estou transferindo-a para seu desecargo de consciencia, tudo que eles acharem que deve ser feito será feito lá. Respondi: - Tudo bem bem, lá terão que me ouvir. 
 
Ela então saiu da sala, logo depois voltou e falou que a enfermeira iria pegar a veia da Ysa para colocar um soro, pois para ela ser transferida teria que estar com a veia pega, e como ela não tinha tomado nenhuma medicação precisaria colocar um soro nela.
Isto já era por volta das 5h e 20m . Então a enfermeira. Carla veio colocar o soro.
 
Eu falei: - Agora ela vai ter que chorar, ela respondeu:
- Que nada, ela boazinha! tem criança que nem chora.
 
Respondi: - Não a minha, se fosse meu filho caçula sim, mas ela chora por tudo, ela não tem nada de calma,
 
Ela ficou ali uns 20 minutos tentando pegar a veia da Ysa, até entendo que pegar  a veia de um bebe é dificil, ainda mais a Ysa que era branca demais e estava toda molinha.
 
Quando a enfermeira conseguiu pegar a veia, a Ysa fez um barulho tipo um ronco forte, e a enfermeira gritou :
 
- Dra corre aqui que ela parou! Neste momento começou a correria. Me tiraram de perto da Ysa, fecharam as cortinas e eu so ouvia a Dra. Maria Helena gritar :
- Chama mais gente que eu não estou conseguindo, e estava um entra e sai da emergência onde a Ysa estava.
 
Comecei gritar: - Não falei que ela não estava bem? Por que ela parou se ela estava esperta?
 
Passado uns 30 minutos parou a correria e a Dra. Maria Helena veio me falar que o meu marido, o pai da criança, havia matado a Ysa e me disse:
- Você não viu que ele a pegou pela cabeça?
 
Respondi: - Imagina, tudo aconteceu da maneira que falamos, ela morreu?
 
E ela me respondeu que não, mas que a Ysa iria para a UTI.
 
Começou então a discussão dela, minha mãe e de uma assistente social do hospital porque elas queriam que minha mãe desse um cheque calção para transferir a Ysa para a UTI. Neste momento entrei na emergência para ver minha filha, ela estava com soro no braço e ao lado dela tinha uma enfermeira segurando um aparelho parecido com uma bexiga e assoprando proximo a boca da Ysa, perguntei o porquê daquilo e ela me falou que a Ysa estava bem, fque havia sido só um susto e aquilo era só para ajudá-la na respiração, para que não  fizesse esforço.
 
Novamente me tiraram de perto da Ysa, e chegou a Dra. Denise (pediatra), Dr. Helio (cardiologista), Dr. Francisco (chefe do hospital), e novamente começou a correria porque a Ysa havia tido mais uma parada cardica.
 
Quando a Dra. Maria Helena entrou na sala ouvi ela falar que havia chegado a ambulancia, mas que teria que trocar,  porque ela queria uma ambulancia com UTI, e a que veio era normal. Neste momento Dr. Francisco falou: - Manda ela nessa mesmo, se ela não for, não vai aguentar. Isso ja se eram 18:40h.
Por volta das 19:20 (conforme mostra o prontuário dela ) minha Ysa foi trasnferida para UTI, não me deixaram ir junto com ela, tive que ir  ao lado do motorista.
 
Minha pequena deu entrada na UTI às 20hs conforme, foi entubada no estômago, e segundo declarações deles, ela não teve atendimento adequado, levando ao quadro de sua piora.
 
Laryssa Wictória ficou 48 dias, lutando incansavelmente pela vida, mas como ela não teve o primeiro atendimento adequado faleceu dia 03/01/11.
 
 "Basta com os erros médicos" 
 
Está na câmara dos deputados o Projeto de Lei 6867/2010 que visa avaliação dos profissionais de saúde.
A ligação é gratuita 0800 619-619. Ligue e nos ajude nessa luta que é de todos nós.

Gaby 11 anos, Leo 7 anos, Juninho (9 anos) e Laryssa, que faleceu com 3 meses de vida.

Laryssa Wictória Coelho da Silva, faleceu aos 4 meses de vida, em virtude de um mal atendimento no hospital, quando deu entrada com um quadro convulsivo e foi tratado como um simples mal estar.



Não será publicado.




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