Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Mariana Rocha de Souza (Massacre)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 07/04/2011

Localização: Rio de Janeiro (RJ)

Data de Falecimento: 07/04/2011

Sexo: Feminino Feminino
 

Mariana Rocha de Souza, 12 anos,foi uma das vítimas fatais do massacre, feito pelo assassino Welligton Menezes de Oliveira em 07/04/2011 na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro. Welligton Menezes de Oliveira matou 12 crianças e deixou mais de 20 feridos.

Muito revoltada, Noeli Rocha, mãe da estudante Mariana Rocha de Souza que morreu após o ataque à escola, precisou sair amparada por parentes no hospital. Segundo a tia da vítima, Rose, os parentes identificaram a menina por fotos no hospital, mas ainda procuravam o corpo da estudante, que não estava no local.

Inicialmente, a polícia informou que  o atirador, Welligton Menezes de Oliveira, entrou na escola dizendo que daria uma palestra. No entanto, mais tarde, o governador Sérgio Cabral  disse que ele havia solicitado um histórico escolar.
 
Durante os ataques, uma professora fez com que alguns alunos deixassem a unidade para pedirem ajuda, afirmou o governador Sérgio Cabral. Próxima a escola, dois alunos --que estavam feridos-- pediram ajuda a um carros da Polícia Militar.
 
As duas crianças foram socorridas e o PM Marcio Alves foi ao local. O sargento baleou o suspeito durante os ataques. Já no chão, o rapaz se matou. Cabral chegou a agradecer a ação do policial e afirmou que a tragédia poderia ter sido muito pior.
 
O governador Sérgio Cabral decretou luto oficial de sete dias no Estado do Rio de Janeiro.
 
Além dos mortos, o ataque de Wellington Menezes de Oliveira deixou mais de 20 feridos. Destes, foram identificados, até às 17h30 do dia 07/04/2011, sete pessoas, sendo três em estado grave.
 
Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, é responsável pelo ataque à Escola Municipal Tasso de Oliveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, teve a casa toda periciada com a ajuda de dois irmãos dele.
 
O computador do jovem, principal peça de investigação, foi encontrado queimado. Segundo a polícia, ele tentou apagar as pistas.
 
A perícia realizada na tarde de 07/03/2011 achou a casa totalmente destruída: móveis e eletrodomésticos foram quebrados. A casa fica perto da escola.
Nos arquivos da polícia, não há nenhuma queixa contra Wellington.
Os investigadores querem saber como um rapaz sem antecedentes criminais sabia manusear as armas. Ele usou dois revólveres: um de calibre 38 e outro de calibre 32 e estava com muita munição num cinturão. Ele usava um equipamento chamado de "speedloader", um dispositivo que ajudava a recarregar as armas rapidamente, de uma vez só.
 
A polícia está tentando descobrir como Wellington conseguiu as armas. O revólver 38 está com a numeração raspada, o que dificulta o rastreamento. Os investigadores localizaram a origem da outra arma, de calibre 32. O dono dela já morreu. O filho dele prestou depoimento e disse que o revólver tinha sido roubado há quase 18 anos.
Professores e testemunhas do massacre também foram ouvidos nesta quinta-feira na Delegacia de Homicídios.
 
Perfil do atirador
 
Wellington, que era ex-aluno da escola, nunca apresentou problemas no colégio. Ele cursou o ensino fundamental de 1999 a 2002. De acordo com a Secretaria de Educação, era bom estudante e nunca repetiu de ano. Também não há registros de mau comportamento na sala de aula.
Wellington era filho adotivo, caçula de cinco irmãos. O pai morreu há cinco anos e a mãe, há dois anos. Em 2008, ele trabalhou no almoxarifado de uma fábrica de salsichas. O jovem pediu demissão em agosto do ano passado. Segundo funcionários, ele era um jovem de poucas palavras.
O rapaz, considerado estranho pelos vizinhos, morou com a família em uma casa, na mesma rua da escola, cenário do massacre.
"Sempre tímido, aquele mesmo comportamento calado, nunca foi de ter amizade. Uma vez ou outra jogava bola aqui, mas era muito difícil. De uns tempos para cá nem isso", contou a vizinha Vanessa Nascimento.
"Ele saía e não falava com ninguém: era de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Não falava com ninguém. Era ele no mundo dele", relatou outra vizinha.
"Só curtia internet, como falava. Ele ficava só na internet, mais nada", comentou o vizinho Fábio dos Santos.
 
Há 8 meses, Wellington se mudou para outra casa, em Sepetiba, também na Zona Oeste do Rio. O imóvel foi herança do pai.
Segundo os vizinhos, desde que se mudou para o local, Wellington nunca foi visto com amigos ou namoradas. Ele andava sempre de cabeça baixa, mal cumprimentava as pessoas e chamava atenção por uma barba enorme que raspou há cinco dias. Os vizinhos também contam que ele seguia uma rotina de segunda a segunda: saía cedo de casa, voltava no fim da tarde, comprava um refrigerante numa mercearia e entrava pelo portão para ficar a noite no computador.
Um comerciante, que conhece a família há muito tempo, diz que apesar do temperamento fechado, Wellington nunca demonstrou agressividade.
"Nunca vi comportamento nenhum irregular, entendeu. Nunca vi", disse Marcos Alves.
A última vez que ele foi visto na rua foi há dois dias
 
Atirador deixou uma carta
 
O atirador deixou uma carta. Nela, citou Jesus, Deus e traçou planos para o próprio funeral. O rapaz disse que os impuros não poderiam tocá-lo sem usar luvas. Ele afirmou que era virgem, pediu o banhassem e o envolvessem num lençol branco que ele teria deixado no prédio, numa bolsa. E que só depois fosse colocado no caixão e enterrado ao lado da sepultura da mãe. Wellington disse que gostaria que um fiel seguidor de Deus orasse pedindo o perdão de Deus pelo o que ele fez e pediu que Jesus o despertasse do sono da morte para a vida. Em nenhum momento, o criminoso explica os motivos dos disparos.
 
"Esse rapaz, infelizmente, não é diferente de tantos outros assassinos. Eles têm um histórico parecido, uma ação parecida, em geral, se suicida no final. São indivíduos de baixa autoestima, indivíduos que voltam pra agredir o que supostamente eles entenderam que é um grupo que os rejeitou ou os ameaçou, então eles fazem como uma revanche, uma vingança nesse local, planejam um ato espetaculoso, com muito armamento, e causam essas tragédias e infelizmente ganham notoriedade através disso", explicou Ilana Casoy, pós graduada em criminologia.
 
Os corpos das vítimas do massacre ocorrido nesta quinta-feira (7), na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, estão sendo identificados e liberados pelo Instituto Médico Legal (IML), no centro, na noite de hoje. Com a morte de um menino no começo da noite de hoje, chega a 13 o número de mortos no ataque, incluindo o atirador Wellington Menezes de Oliveira.
 
Quatro famílias decidiram doar os órgãos dos parentes: Bianca Rocha Tavares teve o tecido ósseo doado; Luiza Paula da Silveira, as córneas e o tecido ósseo; Larissa dos Santos Atanázio, o tecido ósseo; e Karine Lorraine Chagas de Oliveira, tecido e córnea.
 
Muita comoção no enterro das vítimas do massacre
 
Durante toda a sexta-feira (08/04/2011), familiares, parentes e moradores do bairro de Realengo deram adeus a 11 das 12 crianças mortas pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira na Escola Municipal Tasso da Silveira, na Zona Oeste do Rio. Todas as cerimônias foram marcadas por muita emoção.
 
Suspeitos de negociar com atirador são indiciados por comércio de arma
 
Os dois suspeitos de negociar uma das armas usadas pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira foram indiciados por comércio de arma de fogo e a pena pode chegar a 8 anos, informou o delegado da Divisão de Homicídios, Felipe Ettore, no dia 09/04/2011.
O chaveiro Charleston Souza de Lucena, de 38 anos, e o vigia Izaías de Souza, de 48 anos, tiveram a prisão preventiva decretada na madrugada do sábado (09/04).
Os dois afirmaram que ao saber que a arma tinha sido usada para o ataque a escola se arrependeram.
"Se eu soubesse que era para fazer isso, jamais teria feito o que eu fiz. Agora, infelizmente vou ter que pagar ", disse Izaías.
Segundo Charleston, o atirador teria dito que a arma seria para segurança própria dele. De acordo com a polícia, os dois têm antecedentes criminais. Izaías tem 6 filhos e 4 enteados e Charleston tem três filhos.
 
A polícia informou que eles disseram que a arma foi vendida por R$ 260 e os dois receberam R$ 30, cada. A polícia agora busca o dono da arma, que teria ficado com R$ 200.
Segundo o delegado Felipe Ettore, a polícia agora faz buscas pelo dono do revólver. Mas segundo as primeiras informações, ele teria sido assassinado no carnaval deste ano.
Os dois suspeitos foram ouvidos na noite de sexta-feira (8) na DH, na Barra da Tijuca. Eles foram encontrados por policiais militares do serviço reservado do 21º BPM (São João de Meriti). De acordo com o comandante do batalhão, Ricardo Arlem, um chaveiro, vizinho de Wellington, teria sido quem intermediou a compra do revólver calibre 32, uma das armas utilizadas no massacre.O comandante explicou que Wellington teria procurado o chaveiro, por saber que ele tinha contatos de pessoas que vendiam armas clandestinamente. Ainda segundo a Polícia Militar, as negociações para a compra da arma teriam começado há cerca de quatro meses.
 
Um amigo do chaveiro teria vendido a arma para o atirador. Segundo a PM, o suposto vendedor tem passagens pela polícia pelos crimes de porte ilegal de arma, uso de documento falso e estupro.
 
De acordo com o comandante Ricardo Arlem, assim que os homens foram abordados pelos PMs, eles negaram a venda, mas depois confirmaram e trocaram acusações.
"Sheik"
Segundo a PM, o chaveiro revelou que Wellington era conhecido na região onde morava em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio, pelo apelido de "Sheik", devido à barba longa que cultivou até dias antes do crime. Na carta que deixou na escola, Wellington não deu indicações de que seria muçulmano (leia carta na íntegra).
“Nós descobrimos esses dois homens porque um PM à paisana ouviu o vendedor comentar ao chaveiro, tá vendo aquela arma que te vendi, tá vendo como ela tava afiadinha?, olha o estrago que ela fez”, reproduziu o comandante.
 
O comandante contou ainda que os homens negaram vender as munições utilizadas por Wellington. A Divisão de Homicídios, que investiga o caso, tenta esclarecer se os dois homens têm realmente ligação com a venda do armamento.

O atirador Wellington Menezes de Oliveira, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira

Carta deixada pelo atirador

Mariana Rocha de Souza, 12 anos,foi uma das vítimas fatais do massacre, feito pelo assassino Welligton Menezes de Oliveira em 07/04/2011 na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro. Welligton Menezes de Oliveira matou 12 crianças e deixou mais de 20 feridos.

A tragédia foi por volta das 8h30. Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos entrou na escola e atirou em salas de aula lotadas. Segundo lista divulgada no início da noite, 12 crianças morreram. O atirador se matou, de acordo com a polícia.

Quatro famílias decidiram doar os órgãos dos parentes: Bianca Rocha Tavares teve o tecido ósseo doado; Luiza Paula da Silveira, as córneas e o tecido ósseo; Larissa dos Santos Atanázio, o tecido ósseo; e Karine Lorraine Chagas de Oliveira, tecido e córnea.

O governador Sérgio Cabral decretou luto oficial de sete dias no Estado do Rio de Janeiro.



Não será publicado.




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Adriana Rosa Ferreira em 12/04/2011 15:02
Uma grande violência que este monstro fez para com essas crianças, infelizmente se foram mas DEUS reservou um lugar para cada um deles diante do seu altar pois papai do céu tbm estava precisando de cada um do seu lado .Que as famílias dessas crianças recebam todo o carinho e conforto de nós brasileiros e consigam lembrar de cada um deles nos momentos de felicidades.

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