Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Miguel Cestari Ricci dos Santos (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 29/09/2010

Localização: Embu das Artes (SP)

Data de Nascimento: 20/10/2000 (9 anos)

Data de Falecimento: 29/09/2010

Sexo: Masculino Masculino
 

Miguel Cestari Ricci dos Santos, de 9 anos, foi atingido por um tiro no abdômen na manhã do dia 29 de setembro de 2010, dentro da sala de aula em que cursava a 4ª série no Colégio Adventista, em Embu, na grande São Paulo. A criança foi socorrida pelo diretor e por funcionários da escola ao Family Hospital, onde chegou por volta das 11h50 em estado gravíssimo e foi levada para o centro cirúrgico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Quatro crianças disseram à policia quem poderia estar com a arma. Todos os alunos estavam no pátio da escola. Quatro crianças terminaram uma atividade e foram em direção à classe. Duas pararam para tomar água e dois meninos foram para a sala. Um deles era Miguel.

O tiro, à queima roupa, foi disparado nesse momento. Uma menina disse à policia que passava pelo corredor e viu um coleguinha guardando uma arma na mochila. O uniforme e todos os objetos que o menino carregava foram apreendidos.
 
A perícia comprovou que a mochila e a camiseta usada pelo garoto foram lavadas antes da apreensão, o que prejudica as investigações.
 
A calça e a camisa escolar estavam úmidas quando foram analisadas, informa o IC. Apesar disso, o delegado responsável pelo caso, Carlos Eduardo Vieira Ceroni, do Setor de Homicídios da Seccional de Taboão da Serra, havia afirmado que mesmo sendo lavados seria possível encontrar vestígios de pólvora se eles existissem, o que não aconteceu. Não foram encontrados sinais na mochila e nas roupas.
 
Segundo o delegado Ceroni, relatos de testemunhas apontam o menino suspeito como autor do tiro. Os pais do garoto prestaram depoimento, negaram o envolvimento do filho no episódio e disseram não ter armas. 
 
Sob muita comoção, o corpo foi enterrado no dia seguinte no Cemitério São Paulo, na zona oeste da capital paulista. Na ocasião, o tio e padrinho de Miguel, Hélvio Eduardo Paiva, declarou que a família estava "destruída". "Estou sem rumo. Nada mais importa. Nada vai trazer meu sobrinho de volta", afirmou.
 
De acordo com o delegado Carlos Eduardo Ceroni, da delegacia Seccional de Taboão da Serra, responsável pela investigação do caso, Miguel foi atingido por uma bala calibre 38 e a curta distância. Os pais do menino suspeito de ter atirado foram interrogados, mas, confirme Ceroni, negaram que tivessem arma em casa. A arma do crime segue desaparecida. O caso ainda é investigado e os pais do menino podem responder criminalmente caso fique provado que o filho atingiu o colega.
 
A Polícia Civil de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, realiza nesta terça-feira, 05/04/2011 a reconstituição da morte de Miguel Cestari Ricci dos Santos. Colegas de Miguel que estavam com ele no dia do incidente estão na escola e, acompanhados dos pais, participam dos trabalhos que tiveram início por volta das 11h30.
 
Segundo Ademar Gomes, advogado da família de Miguel, a reconstituição deve tirar dúvidas sobre a cena do incidente, inclusive se além de Miguel e do atirador havia mais crianças na sala de aula.
 
Durante as investigações, a polícia concluiu que um colega de sala de Miguel levou uma arma à escola e sem querer o beleou. Contudo, a criança suspeita e a família dela negam. A arma nunca foi encontrada.
 
A reconstituição desta terça-feira deve ajudar a esclarecer também por que a sala de aula foi lavada imediatamente após o disparo. "Se houve lavagem, os diretores podem responder por fraude processual", afirma Gomes.
 
Outro ponto questionado é por que o menino foi levado ao Family Hospital, a cerca de 20 quilômetros do local e onde a escola tem convênio, e não a um pronto socorro mais próximo. Além disso, a escola não foi fechada no dia e os alunos puderam deixar o local normalmente.
 
Em frente à escola, a mãe de Miguel, a dona de casa Roberta Pacios Cestari, de 30 anos, e familiares do garoto exibem camisetas com a foto dele e cartazes pedem "a verdade". "A escola omite. Os pais dele (suspeito) negam tudo. Daqui a pouco vão dizer até que o filho não é deles", diz Roberta. Para ela, houve negligência por parte da instituição e dos pais do garoto que teria levado a arma. "A gente fica triste, chateada. Confiava na instituição e não tive nenhuma resposta. É só mentira."
 
O Colégio Adventista informa que está colaborando com as investigações e não formece mais detalhes sobre a reconstituição.
 
O caso está em segredo de Justiça. A família do garoto, impedida de acompanhar a reconstituição, ficou revoltada.
 
O advogado Francisco Angelo Carbone Sobrino, que representa a família de Miguel Cestari Ricci dos Santos afirmou que entrará na Justiça para pedir uma indenização de R$ 5 milhões à escola. O dinheiro iria para os pais, avós e para a irmã de Miguel, de 5 anos.
 
Segundo ele, os pais da criança não têm recebido qualquer tipo de atendimento da escola, nem piscológico, nem financeiro. “O pai só chora, não consegue trabalhar. A escola não tem dado cobertura”, afirma.
 
Procurada, a assessoria do colégio disse que os pais é que não aceitam ajuda. “A assistente liga, pede para eles irem à escola, mas eles falam que quando precisar vão. A psicóloga liga quase que diariamente, mas eles não querem. Há uma resistência da parte deles e a gente não pode obrigar”, afirma a assessoria.
 
Contratado pela família da criança, Carbone aponta diversas irregularidades que, a seu ver, foram cometidas pela escola. Um dos pontos é o fato de, após ter sido baleado no dia 29 de setembro, Miguel ter sido socorrido ao Family Hospital, que fica na cidade de Taboão da Serra, distante cerca de 20 km do colégio. “Achei estranho porque a escola levou ao hospital que tinha convênio, não se preocupou em levar no primeiro atendimento ou chamar o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência]. O pronto-socorro mais próximo fica a 6 km dali”, destaca ele e completa que uma escola com 600 alunos deveria ter “pelo menos uma enfermaria”.
 
Carbone aponta também a história relatada por Célia Murim, avó de Gustavo, estudante da mesma série que Miguel, que em agosto teria chegado em casa com um projétil calibre 12 no estojo. Célia afirma que enviou uma carta à professora, pedindo que averiguasse o caso, mas nada foi feito.
“Acharam cartucho antes na escola. Se tivessem apreendido, já saberiam quem levava munição para o colégio e não aconteceria o crime. Toda a situação preventiva não foi feita”, critica o advogado, e completa que os pais da criança que atirou acidentalmente em Miguel deveriam ser punidos. “Porte de munição é crime inafiançavel. Se arma chegou a posse do menino, os pais deveriam estar presos. Eles respondem por co-autoria. Como alguém que tem arma fica numa boa, independentemente se escondeu?!”, questiona. “Tem muita coisa escondida nesse caso”, diz.
Carbone entrou com um mandado de segurança com pedido liminar para ter acesso às investigações e com um pedido de apuração, no qual pede o acompanhamento de um representante do Ministério Público no inquérito.

Miguel Cestari Ricci dos Santos, de 9 anos, foi atingido por um tiro no abdômen na manhã do dia 29 de setembro de 2010, dentro da sala de aula em que cursava a 4ª série no Colégio Adventista. A criança foi socorrida pelo diretor e por funcionários da escola ao Family Hospital, onde chegou por volta das 11h50 em estado gravíssimo e foi levada para o centro cirúrgico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

A Polícia Civil de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, realiza nesta terça-feira, 05/04/2011 a reconstituição da morte de Miguel Cestari Ricci dos Santos. Colegas de Miguel que estavam com ele no dia do incidente estão na escola e, acompanhados dos pais, participam dos trabalhos que tiveram início por volta das 11h30.

Segundo Ademar Gomes, advogado da família de Miguel, a reconstituição deve tirar dúvidas sobre a cena do incidente, inclusive se além de Miguel e do atirador havia mais crianças na sala de aula.

Durante as investigações, a polícia concluiu que um colega de sala de Miguel levou uma arma à escola e sem querer o beleou. Contudo, a criança suspeita e a família dela negam. A arma nunca foi encontrada.
 
O Colégio Adventista informa que está colaborando com as investigações e não formece mais detalhes sobre a reconstituição.
 
O caso está em segredo de Justiça. A família do garoto, impedida de acompanhar a reconstituição, ficou revoltada.


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Alex Dos Santos Pasos em 08/06/2011 12:05
estou orando sempre pela familia cestari este caso vi na tv que a familia cestari seja prospera e tudo oque presizar que deus as os abençoes acreditem a justiça já chegou a voces

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