Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Marcelo Alexandrino Costa dos Santos (Outro)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 02/10/2010

Localização: Rio de Janeiro (RJ)

Data de Nascimento: 00/00/1971 (46 anos)

Sexo: Masculino Masculino
 

O juiz trabalhista Marcelo Alexandrino da Costa Santos, de 39 anos, sua enteada, Natália, de 8, e seu filho, Diego, de 11, foram baleados, no dia 02/10/2010, pouco antes das 19h, na Estrada do Pau Ferro, próximo à Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, quando iam para uma festa. O juiz, que dirigia um Kia Cerato, tentou retornar ao ver uma blitz da Polícia Civil, que pensou ser falsa. Nesse momento, o carro foi atingido por tiros de fuzil.

Baleado no tórax e com pulmão perfurado, Santos permaneceu consciente e dirigiu até o Hospital Cardoso Fontes, batendo o carro no muro do setor da emergência. Natália foi atingida no tórax por uma bala que se alojou no abdômen - seu estado se agravou devido a uma hemorragia. Já Diego levou um tiro no tórax, que perfurou o pulmão, o diafragma e o fígado. Médicos puseram um dreno no menino, cujo estado é grave. Os três foram operados, e as duas crianças foram para o CTI.

Marcelo Alexandrino da Costa Santos, que é Juiz Substituto da 4 ª Vara do Trabalho de Duque de Caxias, foi transferido na madrugada de domingo, 03/10/2010, do Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, para o Hospital Pasteur, unidade particular no Méier.

A Polícia Civil informou que seis policiais com camisas da corporação faziam a blitz. Um deles, segundo a versão oficial, deu um tiro para o alto quando viu o juiz dar a volta. Homens que estariam num Honda escuro, ainda segundo a Polícia Civil, fizeram três disparos. Esses bandidos seriam os mesmos que mataram um sargento no dia 17, em Jacarepaguá. Já o comandante do 18º BPM (Jacarepaguá), Djalma Beltrami, disse que não recebeu qualquer informação sobre a participação de homens suspeitos num Honda.

Também estavam no veículo do juiz sua mulher, Sunny Lucas, de 28 anos, e a mãe dela, Arlete Castro Aragão, de 53, que sofreu um corte na boca. Sunny, que é mãe de Natália, não se feriu, mas ficou em estado de choque.

Em função das eleições, a Polícia Civil realizava, neste sábado 02/10/2010, blitzes em diversas localidades, entre elas a subida da Grajaú-Jacarepaguá. As armas dos policiais foram recolhidas.

O chefe da Polícia Civil, delegado Allan Turnowski, determinou que o caso do juiz trabalhista Marcelo Alexandrino da Costa Santos, 39 anos, seja investigado pela corregedoria interna da Polícia Civil (Coinpol).

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou, no início da noite de 06/10/2010, que dois agentes da 41ª DP (Tanque) que participaram da blitz onde o juiz Marcelo Alexandrino da Costa Santos e as duas crianças foram baleados foram indiciados pela Corregedoria Interna por tentativa de homicídio. Os policiais envolvidos no caso estão afastados das ruas.

Segundo a polícia, a perícia feita pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) confirmou que as balas que atingiram o juiz e sua enteada partiram do fuzil que estava com um dos agentes. A polícia ainda não sabe de onde partiu o tiro que atingiu o filho do juiz de 11 anos.

Em nota oficial, a Polícia Civil informou, ainda, que o outro policial foi indiciado porque fez disparos e sustentou a versão de uma troca de tiros com os ocupantes de ocupantes de um Honda civic. De acordo com os peritos, os cartuchos arrecadados no local eram dos fuzis que estavam com eles. Os policiais foram ouvidos na tarde de terça-feira (05/10/2010), na Corregedoria de Polícia Civil, e negaram as acusações.

Dois policiais civis que participaram da blitz na qual o juiz do Trabalho Marcelo Alexandrino da Costa Santos serão expulsos da corporação. Em outubro de 2012 a Corregedoria Geral Unificada (CGU) concluiu o processo contra os policiais ontem. Bruno Souza da Cruz e Bruno Rocha Andrade serão demitidos por transgressão disciplinar. A decisão deve ser publicada hoje no Diário Oficial.

Afastado do trabalho, por conta de dores fortíssimas que ainda sente, o juiz trava agora uma batalha contra a morosidade da Justiça. Com gasto mensal de quase R$ 4 mil com remédios, médicos e psicólogos, já conseguiu decisão favorável, da 5ª Vara de Fazenda Pública, para que o estado reembolse os gastos. Mas a quantia ainda não foi liberada. O estado chegou a entrar com dois recursos contra a decisão, mas ela foi mantida. João Tancredo, advogado do juiz, acredita que o dinheiro saia em breve.- Eu, fazendo parte do poder do estado, hoje sofro com essa perversidade, de ficar protelando o pagamento. E quem não tem condições de pagar, para depois ser reembolsado? Meu padrão de vida já caiu muito - conta Alexandrino.

Gastos
Por mês, Marcelo gasta R$ 800 de remédios. As consultas médicas comprometem mais R$ 450 do orçamento, em média, todo mês. Só com psicólogos para os quatro (o juiz, sua mulher e as duas crianças), o gasto é de R$ 2,4 mil por mês. Têm ainda as despesas com combustível devido aos deslocamentos constantes, que aumentaram.
 
- Logo após o acidente, era ainda pior. Tínhamos que fazer fisioterapia respiratória (R$ 1.920 por mês) e, por ordem médica, natação e pilates para as crianças. Além disso, estou afastado do trabalho devido às dores que sinto na costela, reduzindo em 5% a minha renda - conta a esposa de Marcelo, a farmacêutica Sunny Lucas Mariano.
 
Procurado para falar sobre os recursos o governo do estado disse que "irá pagar o tratamento psicológico dos autores do processo mediante a apresentação de recibos com valores de mercado, de acordo com a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro".
Na ação judicial, além dos gastos com o tratamento da família, o advogado João Tancredo pede que o estado pague uma pensão para o juiz, além de dano estético, moral e material.

Carro do juiz Marcelo Alexandrino Costa dos Santos foi atingido por tiros de fuzil próximo à autoestrada Grajaú-Jacarepaguá
Foto: Alexandre Brum/O Dia

Foto Arquivo pessoal: Juiz Marcelo Alexandrino Costa dos Santos, esposa Sunny Lucas, sua enteada, Natália, de 8, e seu filho, Diego, de 11.

O Juiz Marcelo Alexandrino Costa dos Santos e Carlos Santiago do Movimento Gabriela Sou da Paz

O juiz trabalhista Marcelo Alexandrino da Costa Santos, de 39 anos, sua enteada, Natália, de 8, e seu filho, Diego, de 11, teve o carro da família alvejado por policiais  no dia 02/10/2010, na Estrada do Pau Ferro, próximo à Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, quando iam para uma festa.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou, no início da noite desta 06/10/2010, que dois agentes da 41ª DP (Tanque) que participaram da blitz onde o juiz e as duas crianças foram baleados foram indiciados pela Corregedoria Interna por tentativa de homicídio. Os policiais envolvidos no caso estão afastados das ruas.

Segundo a polícia, a perícia feita pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) confirmou que as balas que atingiram o juiz e sua enteada partiram do fuzil que estava com um dos agentes. A polícia ainda não sabe de onde partiu o tiro que atingiu o filho do juiz de 11 anos.

Em nota oficial, a Polícia Civil informou, ainda, que o outro policial foi indiciado porque fez disparos e sustentou a versão de uma troca de tiros com os ocupantes de ocupantes de um Honda civic. De acordo com os peritos, os cartuchos arrecadados no local eram dos fuzis que estavam com eles. Os policiais foram ouvidos na tarde de 05/10/2010, na Corregedoria de Polícia Civil, e negaram as acusações.

Dois policiais civis que participaram da blitz na qual o juiz do Trabalho Marcelo Alexandrino da Costa Santos serão expulsos da corporação. Em outubro de 2012 a Corregedoria Geral Unificada (CGU) concluiu o processo contra os policiais ontem. Bruno Souza da Cruz e Bruno Rocha Andrade serão demitidos por transgressão disciplinar. A decisão deve ser publicada hoje no Diário Oficial.



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