Data do Ocorrido: 18/12/2010
Localização: Camaragibe (PE)
Data de Nascimento: 00/00/1985 (25 anos)
Data de Falecimento: 18/12/2010
Sexo: Feminino
A advogada Renata Alexandre Costa Coelho, 25 anos, foi assassinada pelo marido, o supervisor de vendas Rogério Damascena, 29 anos, na festa de seu casamento. O crime aconteceu em 18/12/2010, no condomínio Casa Grande de Aldeia, no quilômetro 14 da estrada do bairro. Na sexta-feira (17/12/2010), o casal havia realizado a cerimônia no civil.
Além de assassinar a esposa, Rogério Damascena assassinou o chefe dele e padrinho do casal, Marcelo Guimarães, 40 anos, depois se matou com um tiro na testa durante sua festa de casamento. O irmão da noiva, Tiago Guerra, ficou ferido. Ele foi atendido no Hospital Santa Joana e teve alta.
Rogério Damascena chegou a ser internado no Hospital da Restauração (HR), mas não resistiu e teve morte cerebral na manhã do domingo (19/12/2010). O enterro dele foi realizado no cemitério Parque das Flores. O corpo de Renata Coelho foi velado e enterrado no Cemitério de Santo Amaro na capital Pernambucana. Já o enterro de Marcelo Guimarães foi no cemitério Morada da Paz, em Paulista.
Segundo testemunhas, a festa transcorria normalmente até o momento em que o noivo dirigiu-se à caminhonete do pai, onde supostamente estaria a arma. A caminhonete do pai e o carro onde o noivo foi levado para o HR já foram periciados e acredita-se que a arma do crime seja uma pistola calibre .380. Essa arma segue desaparecida.
Familiares e amigos ficaram perplexos com o desfecho de uma história de amor.
Relatos da família e de pessoas ligadas à noiva, Renata Coelho, redesenharam o perfil do noivo, como uma pessoa calma, mas com rompantes de ciúmes. Em um deles, durante uma reunião de amigos, alguns meses atrás, Rogério teria discutido e chegado a empurrar o marido de uma sobrinha de Renata, achando que o homem estava flertando com a noiva. Por causa do episódio, a moça não teria ido ao casamento da tia, realizado em um condomínio de luxo em Aldeia, Camaragibe.
A hipótese de traição foi descartada por amigos e familiares dos três envolvidos – o casal e Marcelo André Zloccowick, gerente financeiro da empresa onde Rogério trabalhava como vendedor.Uma amiga de faculdade de Renata, que não quis se identificar, disse que ela havia dito que o noivo ´tinha um gênio horrível`. De acordo com ela, em 2008, o casal ficou dois meses separados.Segundo outra colega da faculdade, Renata já havia contado para algumas amigas que o noivo era ciumento e que ele cobrava ciúmes dela. ´Quando ela estava no carro com ele, não podia nem olhar para os lados`, contou outra amiga. Além de advogada, a noiva era defensora pública do município de Amaraji, na Mata Sul.
O supervisor de vendas Rogério Damascena premeditou o crime segundo a polícia:
- Ele chegou e anunciou que todos teriam uma surpresa. O cenário revela um quadro técnico de premeditação, tanto é que havia uma arma no veículo e ele, em algum momento da festa, a pegou. Ele premeditou de modo calculado, para que isso acontecesse depois do casamento civil, realizado na sexta-feira (17/12), não há dúvida – diz o delegado João Brito, que registrou o flagrante no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Formada em Direito no ano de 2008 na Universidade Salgado Oliveira (Universo), Renata Alexandre Costa Coelho, já seguia a carreira de advogada e era considerada uma pessoa querida e de bem com a vida. Os amigos da universidade reunidos eram o retrato dos elogios feitos à moça. Uma amiga da vítima chegou a considerar que o velório mais parecia uma brincadeira de mau gosto. Outros presentes chegavam a comentar que por volta das 3h, Rogério disse à noiva que iria buscar um presente no carro. Na volta, ele teria dado um abraço e um beijo em Renata, seguidos de disparos da arma que ele já levava nas mãos. Alguns relatos deram conta de que depois de atirar em Renata e no amigo Marcelo, Rogério aparentava procurar uma outra pessoa.
Uma das amigas mais próximas de Renata, que preferiu não se identificar, contou que saiu da festa por volta da 1h30, e não acreditou quando recebeu a notícia, já que o noivo em nenhum momento aparentava desespero ou nervosismo. “Ela (Renata) estava linda, a festa estava linda, e eles estavam muito felizes. Eu não tinha muito contato com ele (Rogério), mas percebi que ele estava bastante alegre, cantando, dançando e brincando com todos a todo momento”, disse. Assim como a amiga, a maioria dos presentes no velório de Renata dizia não ter muito contato com Rogério, portanto não conseguiam enxergar a motivação para o crime.
Uma prima de Rogério contou apenas que ele morava com a mãe no bairro de San Martin, mas que já havia comprado um apartamento onde iria morar com Renata. Ainda segundo ela, os pais de Rogério são separados, e ele era muito ligado ao pai, com quem tinha uma forte amizade. E foi o pai de Rogério, identificado como João Bosco, quem prestou o primeiro depoimento colhido pelo delegado João Brito, da Força Tarefa Norte, uma vez que a arma estava na Picape pertencente a ele.
A polícia ouvirá a vítima que estava ferida no hospital, outros familiares e convidados. “Se o acusado não tivesse ido a óbito seria indiciado por duplo homicídio e tentativa. Mas as investigações terão continuidade. A polícia que saber onde está arma usada no crime e se mais alguma pessoa sabia que essa tragédia iria ocorrer”
Até agora foi ouvido o pai do noivo, João Bosco Damasceno, 59, que, segundo a Polícia, não acrescentou muito às investigações, já que não morava com Rogério. O inquérito tem prazo de 30 dias para ser concluído e será entregue ao Ministério Público. Em seguida será arquivado por não existir punibilidade.
A advogada Renata Alexandre Costa Coelho, 25 anos, foi assassinada pelo marido, o supervisor de vendas Rogério Damascena, 29 anos, na festa de seu casamento. O crime aconteceu em 18/12/2010 em um condomínio em Camaragibe, na Grande Recife.
Além de assassinar a esposa, Rogério Damascena assassinou o chefe dele e padrinho do casal, Marcelo Guimarães. Depois, se matou com um tiro na testa durante sua festa de casamento.
A polícia ouvirá a vítima que estava ferida no hospital, outros familiares e convidados. “Se o acusado não tivesse ido a óbito seria indiciado por duplo homicídio e tentativa. Mas as investigações terão continuidade. A polícia que saber onde está arma usada no crime e se mais alguma pessoa sabia que essa tragédia iria ocorrer”, salientou o delegado João Brito.
Até agora foi ouvido o pai do noivo, João Bosco Damasceno, 59, que, segundo a Polícia, não acrescentou muito às investigações, já que não morava com Rogério. O inquérito tem prazo de 30 dias para ser concluído e será entregue ao Ministério Público. Em seguida será arquivado por não existir punibilidade.