Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Tânia Maria Coelho Araújo (Assassinato)



 


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Data do Ocorrido: 30/03/1960

Localização: Rio de Janeiro (RJ)

Data de Nascimento: 00/00/1956 (4 anos)

Data de Falecimento: 30/06/1960

Sexo: Feminino Feminino
 

Tânia Maria Coelho Araújo, de 4 anos, foi assassinada nos fundos do Matadouro da Penha, no bairro de mesmo nome no subúrbio do Rio de Janeiro em 1960 pela amante do seu pai. 

Neyde Maria Lopes (Rio de Janeiro, 2 de março de 1937), que ficou nacionalmente conhecida como "A Fera da Penha", é uma mulher que nos anos 60 foi acusada e condenada a 33 anos de prisão em regime fechado por seqüestrar, assassinar e incendiar Tânia Maria Coelho Araújo, uma criança de 4 anos, nos fundos do Matadouro da Penha, no bairro de mesmo nome no subúrbio do Rio de Janeiro.

Começou em 1959, quando Neyde, na época com 22 anos de idade, conheceu Antônio Couto Araújo, e apaixonou-se por ele em plena Central do Brasil. 
Por cerca de 3 meses inteiros eles se encontravam. Mas logo ela acabou descobrindo por intermédio de um amigo que Antônio era casado e pai de duas crianças. Sabendo disto, ela exigiu que ele abandonasse a esposa e filhas para ser somente dela. Vendo que Antônio não abandonaria sua família, Neyde traçou outra tática: resolveu aproximar-se da família de seu amado.
 
Fingindo ser uma velha colega de colégio de Nilza Coelho Araújo, esposa de Antônio, Neyde conquistou a confiança desta e assim passou a visitar e conviver moderadamente, apesar da recusa de Antônio. 
A verdade é que Neyde não suportava sentir-se como sendo "a outra" na vida de Antônio e como este não se entregaria integralmente, ela decidiu tramar sua vingança contra o amante. 
A futura assassina viu em Tânia Maria Coelho Araújo, a "Taninha", de apenas 4 anos, filha mais velha do casal, o alvo perfeito para sua vingança.
 
No dia 30 de Junho de 1960, Neyde telefonou para a escola onde Taninha estudava e, dizendo-se Nilza, disse que não poderia ir pegar a filha, por isso mandaria uma vizinha (no caso, Neyde) apanhá-la. 
E foi exatamente o que aconteceu. Naquela mesma tarde, quando Nilza foi levar o lanche da filha, ficou sabendo de tudo e sondou a polícia, apesar de nem sequer imaginar que fosse Neyde quem tivesse levado a menina. 
Neyde ficou andando sem rumo com Taninha por cerca de 5 ou 6 horas por várias ruas, até que ao cair da noite ela passou na casa de uma amiga, no bairro da Penha, e por fim numa farmácia para comprar um litro de álcool. 
Então, às 20 horas, ela conduziu a menina ao galpão dos fundos do Matadouro da Penha, executou a menina com um único tiro na cabeça e pôs fogo em seu corpinho, antes de ir embora tranqüilamente.
 
Dias depois, presa, ela negou todas as acusações em um longo interrogatório de mais de 12 horas, mesmo tendo de confrontar fisicamente os pais da vítima e outras testemunhas. Mas, tempos depois, em desabafo com o radialista Saulo Gomes, confessou com frieza e calculismo todos os detalhes do crime, o que acabou lhe rendendo popularmente a alcunha de "A Fera da Penha", o que dura até hoje. 
 
Neyde Maria Lopes foi condenada a 33 anos de prisão, mas após cumprir 15 anos por bom comportamento, ganhou a liberdade. Diz-se que até hoje vive em um modesto apartamento na Penha, subúrbio do Rio de Janeiro, e que se casou com o diretor da prisão em que cumpriu pena.
 
Menos de dois quilômetros e quase 51 anos separam os pais de Tânia Maria Coelho Araújo de Neyde Maia Lopes. Tanto a família da menina de 4 anos quanto a responsável pelo crime que chocou o país ainda são assombradas pelas cenas daquele 30 de junho de 1960. Nesse dia, a Fera da Penha pegou um revólver 32, deu um tiro na nuca de Tânia e incendiou o seu corpo num matadouro de bois.
 
Mesmo depois da tragédia causada por sua amante, Antônio Couto Araújo continuou casado com Nilza Coelho Araújo. Fizeram bodas de ouro. Além de Solange, que já era nascida na época, tiveram outros três rebentos. Hoje são seis netos e dois bisnetos.
 
— Deus me levou uma, mas me deu mais três — conta Nilza, de 70 anos, na primeira vez em que fala sobre o assunto numa entrevista.
 
A única recordação palpável de Taninha é uma foto guardada na residência do casal de idosos. Antônio evita conversar sobre o crime. O assassinato é uma espécie de tabu para ele. Mas as lembranças não deixarão de existir. O aposentado fez aniversário na quinta-feira e evitou festa. Em meio à comoção pela morte da menina Lavínia Azeredo de Oliveira, em Caxias, em circunstâncias parecidas com as de Taninha, a dor volta a apertar na casa da família Araújo.
 
Sem perdão
 
— Estava conversando com umas amigas e comecei a chorar. São coisas que marcam muito. Mesmo que você queira esquecer, as pessoas não deixam. A humanidade é muito cruel — desabafa Nilza.
 
Num bairro vizinho ao dela, vive a Fera da Penha. Depois de cumprir 15 anos de prisão, Neyde deixou a cadeia. Morou com os pais, e vive só desde que eles morreram. O endereço dela é uma rua tranquila, onde ainda é possível jogar futebol sem se preocupar com carros. Reclusa, ela pouco sai de casa. A janela de seu apartamento, no segundo andar, costuma ficar fechada, mesmo sem ar-condicionado no imóvel.
 
Aos 72 anos, ela não conversa com os vizinhos e nunca foi vista acompanhada pelos moradores dos outros 15 apartamentos de seu prédio. Se para ela o destino reservou uma vida na sombra, como uma espécie de maldição pelo crime que cometeu, para Nilza, o tempo que Neyde passou na cadeia foi pouco.
 
— Ela não cumpriu a pena dela — afirma.
 
Romaria ao túmulo de Taninha
 
 Quadra 21, carneiro 17. A funcionária do Cemitério de Inhaúma responde de pronto o local onde está enterrada a menina Taninha. Depois que foi assassinada, a garota passou a ser tratada como santa. Cinco décadas após o crime, sua sepultura continua atraindo fiéis em busca de milagres.
 
Foto, flores, uma estatueta de São Jorge e até duas bonecas decoram o túmulo da garota. As placas de agradecimento pelas graças alcançadas estão por toda a parte. A última é do ano passado. No chão, os restos de cera comprovam que muitas velas ainda são acendidas para a menina.
 
— Tem um homem que vem sempre no Dia de Finados. Ele pinta e cuida do túmulo. Não sabemos quem é. Muita gente procura pela sepultura dela até hoje — conta uma funcionária do cemitério.
 
Há 13 anos, a família de Taninha não visita sua sepultura. Se para os parentes da criança ir ao cemitério é sinônimo de lembranças ruins, para alguns o túmulo da garota funciona como uma espécie de altar.

Túmulo de Taninha, no Cemitério de Inhaúma / Foto: Bruno Rohde - Extra

Tânia Maria Coelho Araújo, de 4 anos, foi assassinada nos fundos do Matadouro da Penha, no bairro de mesmo nome no subúrbio do Rio de Janeiro em 1960 pela amante do seu pai. 

Neyde Maria Lopes (Rio de Janeiro, 2 de março de 1937), que ficou nacionalmente conhecida como "A Fera da Penha", é uma mulher que nos anos 60 foi acusada e condenada a 33 anos de prisão em regime fechado por seqüestrar, assassinar e incendiar Tânia Maria Coelho Araújo, uma criança de 4 anos, nos fundos do Matadouro da Penha, no bairro de mesmo nome no subúrbio do Rio de Janeiro.

Neyde Maria Lopes foi condenada a 33 anos de prisão, mas após cumprir 15 anos por bom comportamento, ganhou a liberdade. Diz-se que até hoje vive em um modesto apartamento na Penha, subúrbio do Rio de Janeiro, e que se casou com o diretor da prisão em que cumpriu pena.



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Bianca em 14/07/2015 21:30
Concordo com todos os comentários...pois é a mulher perdoou o cara que trouxe a assassina da filha pra vida deles.Eu não sei é verdade que ela casou .


Claudio D'amato em 28/05/2015 10:15
Sem quere justificar o que ela fez, saibam qu ela ficpi grávida do homem, e este a levou para abortar, sem o consentimento dela.


Cintia em 22/05/2015 13:12
Por isso, quem é casado deve-se ter o cuidado e respeito por sua família. Se quer envolver-se com quem quer que seja, tenha a integridade de separa-se de sua esposa, para que no futuro não venha por a vida de sua família em risco pelo simples prazer da carne. Fique como exemplo.


Carlos em 14/04/2015 09:23
nunca se casou e muito menos com diretor de prisão, também nunca morou na penha.


Jader Augusto Coelho em 01/11/2012 00:18
Agora a mãe continuar com o pai depois do que aconteceu eu não concordei muito.


Quinha em 21/10/2012 16:05
Eespero que ela tenha conseguido o perdão de Deus porque dos homens nunca terá sempre será uma assassina cruel mesmo com o passar dos anos.


Alexandre Redua Oliveira em 16/08/2012 20:58
Pelo que eu assisti anos atrás no programa Linha Direta,a menina Taninha era muito linda.Ela não mereceu naquela época ter um destino na qual teve.A assassina vai prestar contas depois de morrer...


Tania Maria De Araujo Coelho em 14/07/2011 22:47
Eu nasci em 2 de Agosto de 1960, e minha mãe me deu o nome de Tania Maria justamente por causa dessa garotinha " taninha" que foi assassinada pela amante do pai. Eu só não sabia que ela tinha como sobrenome o Araujo e o Coelho. lembro dessa historia na minha infancia, li sobre isso e nunca esqueci a imagem do corpinho dela queimado no chão.

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