A 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, decretou nesta quarta-feira (2) a prisão temporária de 30 dias de Luciene Reis Santana que, segundo a polícia, é a principal suspeita do assassinato de Lavínia Azevedo, de 6 anos. Ela é ex-amante do pai da menina.
De acordo o delegado, Luciene teria cometido o crime porque descobriu que o pai da menina tinha R$ 2 mil guardados e queria ficar com o dinheiro. Segundo o policial, ela sequestrou a garota e jogou a culpa no ex-marido dizendo ao pai de Lavínia que, se ele lhe desse a quantia, ela recuperaria a criança.
Em depoimento, o pai contou que, na segunda-feira(28/02/2011), após uma briga com a suspeita, Luciene falou que faria algo para lhe prejudicar.
Funcionários do hotel onde o corpo foi encontrado reconheceram Luciene como sendo a pessoa que teria se hospedado com a menina no local, na segunda-feira(28/02). O delegado afirmou ter imagens que mostram Lucilene com Lavínia dentro de um ônibus.
De acordo com a perícia inicial, Lavínia foi morta por asfixia com um cadarço de tênis no mesmo dia. O corpo foi achado por uma camareira e, segundo a polícia, já estava em decomposição.
A polícia investigava o desaparecimento de Lavínia desde segunda-feira (28), quando os pais acordaram e perceberam que a menina havia sumido de casa. Desde o início das investigações, Luciene já era apontada como principal suspeita. De acordo com Santos, ela teria feito ameaças.
Luciene deixou a delegacia de Campos Elíseos 60ª DP (Campos Elíseos) na noite de quarta-feira debaixo de pedradas, vaias e gritos de “assassina”. Luciene foi transferida para a carceragem da Polinter em Magé, na baixada, sob forte esquema de segurança.
Mais cedo, policiais militares tiveram que usar spray de pimenta para conter a manifestação que se formou na porta da delegacia.
O delegado Robson da Costa, que estava à frente das investigações, disse que a mãe de Luciene conversou com a filha e a convenceu a confessar o crime no depoimento prestado ao delegado substituto, Luciano Pinheiro Zahar.
Zahar disse que os pais da menina Lavínia devem ser chamados para depor novamente. O delegado substituto contou ainda que Luciene chorou durante o depoimento que durou quatro horas.
- Ela se demonstrou bem difícil durante o depoimento e chorava o tempo todo.
Luciene Reis Santana, assassina confessa de Lavínia Azeredo de Oliveira, disse que usou um travesseiro, uma toalha e o cadarço do tênis da garota para sufocá-la até a morte num quarto do Hotel Municipal, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Em depoimento registrado na 60ª DP (Campos Elíseos), Luciene disse que enrolou uma toalha em torno da cabeça da vítima, para evitar que ela gritasse, e a sufocou por oito minutos. Em seguida, disse que estrangulou a garota com o cadarço do seu tênis, porque acreditava que ela ainda estava se mexendo.
- Mas a menina morreu sufocada. O estrangulamento foi só para garantir que a criança tinha morrido - disse o delegado-assistente Luciano Zahar.
Ela disse, ainda, que pegou a garota em casa e a vestiu com as roupas de uma das suas filhas antes de levá-la ao hotel. A garota foi encontrada morta na manhã desta quarta-feira, na cama do hotel. No mesmo dia a polícia divulgou imagens gravadas pelo circuito interno de segurança de um ônibus em que a menina estava com a amante do pai, na última segunda-feira. Elas entraram no ônibus às 6h25m e desceram às 6h50m. Na foto, a menina está de roupa rosa e tênis branco, de mão dada com Luciene, de blusa listrada.
O corpo da menina Lavínia Azeredo foi sepultado na manhã desta quinta-feira (03/02) no Cemitério do Corte 8, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, diante da presença de cerca de 400 pessoas, entre amigos e familiares. Muito abalado, o pai da criança, Rony dos Santos de Oliveira, precisou ser carregado por quatro pessoas para acompanhar o cortejo. Andréia Azeredo, mãe da criança, não quis falar com os jornalistas..
O corpo da criança chegou ao cemitério por volta das 8h20m e foi enterrado às 11h. Moradores de Caxias fizeram um protesto em frente ao local exigindo alterações no Código Penal. Eles pedem a pena de morte para Luciene Reis Santana, ex-amante de Rony. Um cartaz foi colado ao lado da capela onde familiares e amigos de Lavínia velavam a menina.
A Justiça determinou a prisão temporária por 30 dias de Luciene Reis Santana, de 24 anos, acusada de assassinar a menina Lavínia Azeredo de Oliveira. Amante do pai da criança, Luciene foi presa na manhã do dia 02/03/2011 em Jardim Gramacho, local onde ela receberia R$ 2 mil para entregar a menina. O encontro foi uma emboscada planejada pela polícia com o auxílio do pai de Lavínia, Rony dos Santos Oliveira, e pelo ex-marido dela, Euzimar de Oliveira Silva.
Assassina confessa de Lavínia Azeredo, de 6 anos, Luciene Reis, será indiciada por homicídio triplamente qualificado (crime premeditado, cometido por meio cruel e sem direito de defesa à vítima), com pena máxima de 30 anos de prisão. Segundo o delegado adjunto da 60ª DP (Campos Elíseos), Luciano Zahar, Luciene saiu de casa com intenção de matar a menina.
Policiais da 60ª DP (Campos Elíseos) realizam buscas para localizar um suposto cúmplice de Luciene Reis Santana que confessou o assassinato da menina Lavínia Azeredo de Oliveira.
De acordo com a Polícia Civil, Luciene contou em seu depoimento na delegacia que uma pessoa a ajudou a entrar na casa do amante, Rony dos Santos de Oliveira, 30 anos, pai de Lavínia, para sequestrar a criança. O nome do suposto cúmplice, porém, não foi divulgado pela polícia.
O cúmplice de Luciene pode desvendar um dos pontos mais confusos do crime: como a amante de Rony teve acesso à sua casa, por volta das 5h de segunda-feira, e retirou de lá a menina, que completaria sete anos no dia 13/03.
A primeira audiência sobre o assassinato da menina Lavínia Azeredo, de 6 anos, supostamente morta pela amante do pai no fim de fevereiro, acontecerá na segunda-feira (06/06/2011), na 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Serão ouvidas, a partir das 14h, testemunhas de defesa e de acusação no caso, provavelmente com a presença de Luciene Reis Santana, acusada de matar a criança.
No início de março, Luciene confessou o crime no último dia 3, em depoimento na delegacia. Uma semana depois, o delegado Luciano Zahar, da 60ª DP (Campos Elíseos), concluiu que Luciene Reis teria agido sozinha no assassinato de Lavínia. Até então, a polícia trabalhava com a hipótese de Luciene ter recebido ajuda de um suposto cúmplice, já que a menina foi retirada da casa dos pais na madrugada de 28 de fevereiro.
No fim de março, a polícia abriu um novo inquérito para apurar as circunstâncias da morte de Lavínia. No mesmo mês, o Ministério Público do Rio pediu a prisão preventiva de Luciene por homicídio triplamente qualificado e por ocultação do cadáver da criança. Ela está presa temporariamente desde que confessou o crime.
O juiz Paulo Rodolfo Tostes, da 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias, marcou para março de 2012 o júri popular de Luciene Reis Santana.
Começou por volta das 13h50 do dia 21 de março de 2012 o julgamento de Luciene Reis Santana, acusada da morte da menina Lavínia Azeredo.
Cerca de cem pessoas entre parentes e amigos foram ao Fórum de Duque de Caxias acompanhar o julgamento, que será presidido pelo juiz Paulo Rodolfo Maximiliano, com cartazes e camisetas. De acordo com a promotora Simone Sibilio, o resultado deve sair ainda nesta quinta-feira.
Em junho do ano passado, o juiz Paulo Rodolfo Maximiliano de Gomes Tostes, iniciou a Audiência de Instrução e Julgamento ouvindo as testemunhas de acusação. Segundo a assistente de acusação Adriana Santana, nesta quinta serão novamente ouvidas as testemunhas, haverá o interrogatório da ré e se seguirão os debates entre o Ministério Público e defesa. Segundo disse, serão exibidas as imagens do circuito interno de um ônibus nas quais a menina aparece com a acusada.
O Tribunal do Júri condenou Luciene Reis Santana a 43 anos de prisão pela morte da menina Lavínia, pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. A acusada também foi condenada a pagar 300 salários mínimos pelos danos causados à família da vítima. No entanto, de acordo com os advogados de defesa e acusação, a condenada não tem condições financeiras de pagar a multa.
O advogado Lélio Correa, responsável pela defesa de Luciene, alegou que sua cliente tem problemas psicológicos e praticou o crime por "dolo insconsciente", já que “sofre de baixa resistência à frustração afetiva”.
“Ela representa perigo para a sociedade, mas o cárcere não é o remédio. Não estou pedindo para absolvê-la, mas acho que ela deveria receber um atendimento mental”, falou o advogado.
O júri popular, composto por 4 mulheres e 3 homens, entendeu que o crime praticado por Luciene foi de motivo torpe, com emprego de meio cruel e sem possibilidade de defesa da vítima.
O pai de Lavínia, Roni dos Santos de Oliveira chorou ao lembrar da filha durante o depoimento na tarde de quinta-feira (22).