Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Galdino Jesus dos Santos (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 20/04/1997

Localização: Brasília (DF)

Data de Falecimento: 21/04/1997

Sexo: Masculino Masculino
 

O índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, 45 anos, foi queimado por uma brincadeira de 5 jovens da classe média de Brasília (um menor, Max Rogério Alves, Antônio Novély Cardoso de Vilanova, Tomás Oliveira de Almeida e Eron Chaves de Oliveira) em 20/04/1997.

Relatos afirmam que por volta das 5h da manhã o índio Galdino dos Santos acordou como corpo em chamas e foi socorridos por populares que passavm pelo local, asa sul de Brasília. Chegou no Hospital com 95% do corpo queimado e morreu no dia seguinte, em 21/04/1997.

Os acusado foram identificados horas após o ocorrido e foram encaminhados à delegacia. Foram condenados pelo homicído qualificado do índio Galdino dos Santos, os maiores de de idade a 14 anos de prisão e o único menor foi para febem. Porém, por pertencentes a famílias de grande poder aquisitivo e influência, desde a prisão os criminosos contaram com regalias a que nenhum outro preso comum tinha direito. Apesar das críticas efetuadas pela promotora Maria José Miranda, que acompanhou o processo nos primeiros cinco anos, os quatro rapazes detidos tinham direito a tomar banho quente e manter cortinas em suas celas, além de ficarem de posse da chave da própria cela. Por uma causa misteriosa que nunca foi revelada, a promotora pediu afastamento do caso pouco tempo antes do julgamento.

O menor de idade envolvido no crime foi encaminhado para o centro de reabilitação juvenil do Distrito Federal. G.N.A.J. e ficou preso apenas por três meses, apesar de ter sido condenado a um ano de reclusão. Os outros quatro foram condenados, em 2001, a 14 anos de prisão em regime integralmente fechado por homicídio doloso. Pela gravidade do crime não teriam direito a determinados benefícios, mas, já no ano seguinte receberiam autorização para exercer funções administrativas em órgãos públicos. Três dos cinco rapazes chegaram a ser flagrados pela imprensa local se dirigindo em carro próprio até o presídio sem passar por qualquer tipo de revista, após namorar e ingerir bebida alcoólica em um bar.

Em agosto de 2004, os quatro rapazes já se encontravam sob livramento condicional. Esse benefício foi recepcionado pela opinião pública como um atestado do "caráter volúvel do Poder Judiciário frente à força político-econômica" e que revoltou os familiares do índio assassinado. A mídia também noticiou a concessão do benefício, apesar de previsto em lei, como "certeza da impunidade" para um crime considerado hediondo pela legislação brasileira.

O índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, 45 anos, foi queimado por uma brincadeira de 5 jovens da classe média de Brasília (um menor, Max Rogério Alves, Antônio Novély Cardoso de Vilanova, Tomás Oliveira de Almeida e Eron Chaves de Oliveira) em 20/04/1997.

Os acusado foram identificados horas após o ocorrido e foram encaminhados à delegacia. Foram condenados pelo homicído qualificado do índio Galdino dos Santos, os maiores de de idade a 14 anos de prisão e o único menor foi para febem. Porém, por pertencentes a famílias de grande poder aquisitivo e influência, desde a prisão os criminosos contaram com regalias a que nenhum outro preso comum tinha direito. Apesar das críticas efetuadas pela promotora Maria José Miranda, que acompanhou o processo nos primeiros cinco anos, os quatro rapazes detidos tinham direito a tomar banho quente e manter cortinas em suas celas, além de ficarem de posse da chave da própria cela. Por uma causa misteriosa que nunca foi revelada, a promotora pediu afastamento do caso pouco tempo antes do julgamento.

O menor de idade envolvido no crime foi encaminhado para o centro de reabilitação juvenil do Distrito Federal. G.N.A.J. e ficou preso apenas por três meses, apesar de ter sido condenado a um ano de reclusão. Os outros quatro foram condenados, em 2001, a 14 anos de prisão em regime integralmente fechado por homicídio doloso. Pela gravidade do crime não teriam direito a determinados benefícios, mas, já no ano seguinte receberiam autorização para exercer funções administrativas em órgãos públicos. Três dos cinco rapazes chegaram a ser flagrados pela imprensa local se dirigindo em carro próprio até o presídio sem passar por qualquer tipo de revista, após namorar e ingerir bebida alcoólica em um bar.

Em agosto de 2004, os quatro rapazes já se encontravam sob livramento condicional. Esse benefício foi recepcionado pela opinião pública como um atestado do "caráter volúvel do Poder Judiciário frente à força político-econômica" e que revoltou os familiares do índio assassinado. A mídia também noticiou a concessão do benefício, apesar de previsto em lei, como "certeza da impunidade" para um crime considerado hediondo pela legislação brasileira.



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Laurianne em 24/04/2014 15:43
"A" justiça foi feita, o então menor deste caso foi reprovado num concurso público nesta semana que faz 17 anos da morte do Galdino. Foi reprovado na avaliação da vida pregressa dos candidatos da Polícia Civil... Tame, acho é pouco!!!


Maria Clara em 05/02/2014 18:45
Isso é rídiculo , sou Menor de Idade e na época do acontecimento eu era bem pequena , Olho para esse fato e fico indignada com tanta falta de respeito com um cidadão brasileiro , e penso como esses Garotos que estavam apenas "...Brincando..." possam ser capazes de fazer tamanho absurdo , e a Justiça no Brasil não faz nada , o que é também Ridículo , o pior de tudo é olhar para o futuro da geração e imaginar o que será dele ...


Pedro Lucas em 01/04/2013 16:19
Impressionante o nível de injustiça a que chega a nossa justiça nesse país. Triste pátria essa chamada Brasil. Que não nos esqueçamos nunca dos Galdinos e que, apesar da brutalidade que marcou sua morte e da impunidade que marca nossas vidas nessa sociedade onde só vale quem tem dinheiro, que o índio Galdino possa descansar em paz, coisa que nossa sociedade e Estado não souberam lhe garantir em vida


Caroline Silva De Abreu em 01/07/2012 23:43
Impressionante o nível de injustiça a que chega a nossa justiça nesse país. Triste pátria essa chamada Brasil. Que não nos esqueçamos nunca dos Galdinos e que, apesar da brutalidade que marcou sua morte e da impunidade que marca nossas vidas nessa sociedade onde só vale quem tem dinheiro, que o índio Galdino possa descansar em paz, coisa que nossa sociedade e Estado não souberam lhe garantir em vida.

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