Data do Ocorrido: 28/03/2004
Localização: São Paulo (SP)
Data de Nascimento: 00/00/1964 (40 anos)
Data de Falecimento: 28/03/2004
Sexo: Masculino
O empresário Luiz Carlos Rugai, 40 anos, e a mulher, Alessandra Fátima Troitiño, 33 anos, com quem Luiz Carlos estava casado há cerca de 10 anos, foram encontrados mortos em 28/03/2004, na casa da Rua Atibaia, em Perdizes, zona oeste de São Paulo, onde moravam e tinham uma produtora de vídeo.
O ex-seminarista Gil Rugai é acusado de matar a tiros o pai, Luiz Carlos Rugai
A polícia começou a suspeitar do filho mais velho de Luiz Carlos Rugai na mesma noite do crime. A frieza do ex-seminarista ao ver o pai e a madrasta mortos chamou a atenção dos investigadores. Pouco tempo depois, os policiais descobriram que, antes dos assassinatos, Gil Rugai tinha desviado cerca de R$ 100 mil da empresa do pai. Além disso, ele comprou uma pistola e fez curso de tiro.
Gil Rugai chegou a ficar preso entre 2004 e 2006, em 2009 teve a prisão decretada por ter se mudado para o Rio Grande do Sul sem informar à Justiça. O Ministério Público argumentou que o ex-seminarista poderia fugir do país em virtude da proximidade com a fronteira e o STJ revogou habeas corpus que o mantinha em liberdade, mas foi colocado em liberdade pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A data do júri popular ainda não foi marcada.
Cronologia do caso
29 de março de 2004 - Um dia após o empresário Luiz Carlos Rugai e a mulher, Alessandra Fátima Troitiño, serem encontrados mortos o vigia da rua diz ter visto Gil Rugai, filho de Luiz Carlos, saindo da casa na noite do crime, na companhia de outra pessoa;
30 de março de 2004 - A polícia descobre que a produtora sofreu desfalque de R$ 100 mil um mês antes do crime. Gil trabalhava na contabilidade;
4 de abril de 2004 - Perícia encontra cartucho disparado pela mesma arma usada nos assassinatos no quarto do estudante na casa do pai. No dia seguinte, é confirmado o desfalque de R$ 100 mil dado por Gil;
6 de abril de 2004 - O estudante se entrega e nega o crime. No dia 29, a Justiça acolhe denúncia do Ministério Público contra Gil;
21 de maio de 2004 - Laudo constata que a pegada do estudante é compatível com a encontrada em uma porta arrombada na casa do pai;
25 de junho de 2005 - Pistola semi-automática calibre 380 é encontrada na tubulação do prédio onde Gil mantinha sua produtora;
6 de julho de 2005 - Perícia conclui que a pistola é a mesma usada para matar Luiz Carlos e Alessandra;
9 de agosto de 2005 - Rugai tem liminar negada em dois habeas-corpus pelo ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram negados o trancamento da ação penal a que o estudante responde na Justiça e a revogação de sua prisão preventiva;
15 de setembro de 2005 - Juiz Cassiano Ricardo Zorzi Rocha, do 5º Tribunal do Júri, anuncia que Gil Rugai vai a júri popular. A data do julgamento ainda não foi marcada;
18 de abril de 2006 - Após dois anos e 13 dias preso, o estudante Gil Rugai, de 22 anos, obtém habeas-corpus no Supremo Tribunal Federal para aguardar seu julgamento em liberdade;
19 de abril de 2006 - Gil Rugai sai do Centro de Detenção Provisória (CDP) e aguarda o julgamento em liberdade provisória;
9 de maio de 2006 - A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça nega recurso da defesa de Gil Rugai e decide que ele vai a júri popular. No entanto, a data do julgamento não é definida.
8 de setembro de 2008 - Promotor pede revogação da liberdade provisória de Rugai. Ele é preso em casa, na Barra Funda, em São Paulo.
10 de fevereiro de 2009 - Gil Rugai é solto após ficar 150 dias preso em Tremembé, no interior paulista, por Superior Tribunal de Justiça (STJ).
22 de fevereiro de 2010 - As provas contra o estudante Gil Rugai, foram consideradas válidas pela 5ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça). A perícia comprovou que a marca de um chute dado em uma das portas do apartamento das vítimas é de um dos pés de Rugai.
A defesa de Rugai, em liberdade desde 2009 após liminar do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que não manifestou-se quando o laudo foi entregue, já depois de iniciada a ação penal.
No habeas corpus, questionou o fato de o estudante ter sido submetido a exames (radiografias e ressonância magnética nos pés e tornozelos) no Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Universidade de São Paulo. Segundo a defesa, houve cerceamento na elaboração prévia de quesitos defensivos, o que feriu o princípio do contraditório e da ampla defesa.
No entanto, os argumentos não foram aceitos pelo STJ. O relator do caso, ministro Arnaldo Esteves Lima, esclareceu que o princípio da ampla defesa não cabe na fase de inquérito policial, que se constitui apenas como peça informativa e não probatória.
Segundo o magistrado, a perícia foi iniciada durante o inquérito, apesar de ter sido concluída já com a ação penal em curso.
O ministro ressaltou, ainda, que não há ilegalidade nos exames médicos periciais feitos em Gil Rugai, pois ele esteve o tempo todo acompanhado por sua advogada, que poderia ter lhe orientado a não se submeter a tais exames que visavam confirmar se a marca deixada na porta da sala de TV das vítimas era compatível com o pé do acusado.
Após sete anos, o estudante e ex-seminarista Gil Rugai – acusado de matar o pai, Luiz Carlos Rugai, e a madrasta, Alessandra de Fátima Troitino – será levado a julgamento em 12 de dezembro, de acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo. A data foi marcada pelo juiz Emanuel Brandão Filho, do Fórum da Barra Funda, em São Paulo, na terça-feira (30). O réu, que sempre negou os crimes, responde ao processo em liberdade.
De acordo com o que informou nesta quinta-feira (1º) a assessoria de imprensa do TJ-SP, sete jurados serão escolhidos e irão decidir se vão condenar ou absolver Gil Rugai pelos crimes cometidos em 28 de março de 2004. O júri será no mesmo plenário onde ocorreu o julgamento do caso Suzane Richthofen.
A acusação será feita pelo promotor do caso, Rogério Leão Zagallo. “Ele irá responder em liberdade pelo crime de duplo homicídio e estelionato”, disse Zagallo. "Caso seja condenado, terá de sair preso do tribunal".
Segundo o promotor, não cabe mais recurso para adiar ou anular o julgamento.
O Tribunal de Justiça de São Paulo definiu em 29/09/2011 a data do julgamento do ex-seminarista Gil Rugai, acusado de matar o pai, o publicitário Luiz Rugai, e a madrasta, Alessandra Troitino, em março de 2004, na capital paulista. No dia 12 de dezembro ele estará no banco dos réus do 5º Tribunal do Juri, onde também é apontado pelo Ministério Público Estadual como autor de estelionatos continuados contra a própria família.
O ex-seminarista Gil Rugai é acusado de matar a tiros o pai, Luiz Carlos Rugai, e a madrasta, Alessandra de Fátima Trotino, no dia 28 de março de 2004. O crime ocorreu dentro da casa em que o casal morava na rua Atibaia, em Perdizes, zona oeste de São Paulo.
Gil Rugai chegou a ficar preso entre 2004 e 2006, em 2009 teve a prisão decretada por ter se mudado para o Rio Grande do Sul sem informar à Justiça. O Ministério Público argumentou que o ex-seminarista poderia fugir do país em virtude da proximidade com a fronteira e o STJ revogou habeas corpus que o mantinha em liberdade, mas foi colocado em liberdade pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Após sete anos, o estudante e ex-seminarista Gil Rugai – acusado de matar o pai, Luiz Carlos Rugai, e a madrasta, Alessandra de Fátima Troitino – será levado a julgamento em 12 de dezembro, de acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo. A data foi marcada pelo juiz Emanuel Brandão Filho, do Fórum da Barra Funda, em São Paulo, na terça-feira (30). O réu, que sempre negou os crimes, responde ao processo em liberdade.
De acordo com o que informou nesta quinta-feira (1º) a assessoria de imprensa do TJ-SP, sete jurados serão escolhidos e irão decidir se vão condenar ou absolver Gil Rugai pelos crimes cometidos em 28 de março de 2004. O júri será no mesmo plenário onde ocorreu o julgamento do caso Suzane Richthofen.
A acusação será feita pelo promotor do caso, Rogério Leão Zagallo. “Ele irá responder em liberdade pelo crime de duplo homicídio e estelionato”, disse Zagallo. "Caso seja condenado, terá de sair preso do tribunal".
Segundo o promotor, não cabe mais recurso para adiar ou anular o julgamento.
O Tribunal de Justiça de São Paulo definiu em 29/09/2011 a data do julgamento do ex-seminarista Gil Rugai, acusado de matar o pai, o publicitário Luiz Rugai, e a madrasta, Alessandra Troitino, em março de 2004, na capital paulista. No dia 12 de dezembro ele estará no banco dos réus do 5º Tribunal do Juri, onde também é apontado pelo Ministério Público Estadual como autor de estelionatos continuados contra a própria família.