Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Núbia Carmen Conte Haick (Assassinato)



 


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Data do Ocorrido: 06/12/2005

Localização: Belém (PA)

Data de Nascimento: 00/00/1962 (43 anos)

Data de Falecimento: 06/12/2005

Sexo: Feminino Feminino
 

Núbia Carmen Conte Haick, de 43 anos, entrou para as estatísticas macabras de 2005 depois de ter sido encontrada morta em meio a um ritual satânico, na estrada que dá acesso à Ceasa, no dia 6 de dezembro de 2005.

A morte da professora provocou comoção entre os alunos e professores da Escola Estadual Brigadeiro Fontenelle, no bairro da Terra Firme, cuja direção decretou luto oficial de três dias por ocasião do crime. O acusado é o ex-marido da vítima, Ismael Macambira Haick.

A família estranhou o sumiço da professora depois que o filho dela procurou uma vizinha para contar que até as 22h30 do dia cinco de dezembro de 2005 ela não havia chegado em casa. A denúncia afirma que a filha do casal chegou a dizer para vizinha: 'Será que o papai não pegou a mamãe'. As testemunhas confirmaram ao inquérito que o relacionamento de Núbia e Ismael sempre foi conturbado.

Quando interrogado, o acusado negou o homicídio, mas admitiu os problemas no relacionamento e uma escuta telefônica clandestina feita na casa da professora. As investigações mostraram que no dia do assassinato de Núbia, Ismael locou um veículo, com as mesmas características do que foi visto próximo a um colégio particular de Belém, no qual o condutor sequestrou uma mulher. O colégio fica próximo à casa de Núbia. Outros comportamentos do acusado, como mandar pelicular o carro, exigir que ele fosse extremamente limpo ao devolvê-lo à locadora e o estado no qual foi encontrado o corpo da vítima levaram o Ministério Público a entender pela culpa de Ismael. 'O réu era dado a rituais satânicos e o corpo da vítima foi encontrado em um ambiente com essas características', relata a denúncia.
 
Ismael Haik foi preso na residência dele, na avenida Gentil Bittencourt, entre a travessa Castelo Branco e a avenida José Bonifácio, no bairro de São Brás. Nubia Haik foi encontrada morta, no início da manha de 06/12/2005, próximo a um despacho de magia negra, numa área conhecida como Ramal do Igarapé, na Estrada da Ceasa, no bairro do Curió-Utinga.
 
Tudo indica que ela foi violentada e morta durante um ritual de Quimbanda, lado 'negro' da Umbanda, cujas ações envolvem o sacrifício de seres vivos. Logo na entrada do cenário macabro, na esquina com a Estrada da Ceasa, as velas tipo 'sete dias e sete noites' ainda estavam acesas quando o corpo foi encontrado. Havia também restos de velas pretas e amarelas, entre dez pequenos alguidares.
 
No meio do despacho, lia-se os nomes 'Liliane Almeida de Souza' e 'Lélio Palheta da Silva Júnior' em um pedaço de papel. O nome do casal foi escrito à mão por sete vezes consecutivas. Flores vermelhas, farofa, pipoca, carne cozida e champanhe foram oferecidos ao 'santo'.
 
A cerca de 100 metros do despacho, caminhando para dentro do ramal, o corpo da vítima foi encontrado. No pesçoco, sinais de estrangulamento, aparentemente feito com um fio ou corda fina, e ferimentos de faca ou punhal próximo à veia jugular. Na região genital da vítima, sinais óbvios de violência sexual, além de outra aparente perfuração ao lado da entrada da vagina. As pernas da vítima foram deixadas em posição de 'borboleta', exibindo seu órgão sexual.
 
Ao lado do corpo, mais um alguidar continha farofa e restos de vela vermelha derretida, além de um punhal enfiado no meio do despacho, ainda sujo de sangue. A polícia acredita que o mesmo punhal possa ter sido usado para ferir o pescoço e a genitália da vítima. No restante do corpo não havia sinais de qualquer outra perfuração.
 
Em 06/06/2009, após quase 48 horas de sessão presidida pelo juiz Ronaldo Valle, o Conselho de Sentença da 3ª Vara do Júri de Belém, após votação, decidiu o destino do ex-comerciante Ismael Macambira Haick, réu confesso do assassinato da ex-esposa, Núbia Conte. Ele respondeu por homicídio qualificado pelo uso de emboscada ou surpresa combinado com as agravantes de motivo torpe, concurso de terceiros e tortura.
 
A defesa do réu, promovida por Vladimir Koengh e Alex Noronha sustentou a tese da semi-inimputabilidade, requerendo também aos jurados que votassem pela prática de homicídio privilegiado. Para justificar a tese do homicídio privilegiado, os defensores públicos argumentaram que, pelos anos em que esteve separado da esposa e filhos, e sabendo que a mãe maltratava os filhos, além de impedir o réu de acompanhar a criação deles, teria gerado a violenta emoção.
 
Mesmo com o adiantado da hora, a bancada da promotoria, formada pelos promotores Miguel Baia e Manoel Victor Murrieta, além das advogadas Clêbia e Aline, habilitadas como assistentes de acusação retornaram à réplica para reforçar a premeditação detalhada do crime, e os agravantes. Na réplica a acusação enfatizou o laudo da psiquiatra forense Elizabeth Ferreira, do Centro de Perícias Renato Chaves, que comprova que o réu era perfeitamente capaz. Os defensores também retornaram à tréplica, mas, a tese da defesa foi totalmente rejeitada pelos jurados.
 
Por fim, com trinta minutos reunidos em sala secreta os jurados decidiram pela condenação do réu, acolhendo integralmente a acusação. Ao dosar a pena, o juiz aplicou a pena liquida de 27 anos de prisão para Isamel Macambira cumprir em regime inicialmente fechado, no Complexo Penitenciário de Americano.

Núbia Carmen Conte Haick, de 43 anos, entrou para as estatísticas macabras de 2005 depois de ter sido encontrada morta em meio a um ritual satânico, na estrada que dá acesso à Ceasa, no dia 6 de dezembro de 2005.

Em 06/06/2009, após quase 48 horas de sessão presidida pelo juiz Ronaldo Valle, o Conselho de Sentença da 3ª Vara do Júri de Belém, após votação, decidiu o destino do ex-comerciante Ismael Macambira Haick, réu confesso do assassinato da ex-esposa, Núbia Conte. Ele respondeu por homicídio qualificado pelo uso de emboscada ou surpresa combinado com as agravantes de motivo torpe, concurso de terceiros e tortura.

Por fim, com trinta minutos reunidos em sala secreta os jurados decidiram pela condenação do réu, acolhendo integralmente a acusação. Ao dosar a pena, o juiz aplicou a pena liquida de 27 anos de prisão para Isamel Macambira cumprir em regime inicialmente fechado, no Complexo Penitenciário de Americano.



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