Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Janaína Brito Conceição (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 20/11/2010

Localização: Salvador (BA)

Data de Nascimento: 00/00/1994 (16 anos)

Data de Falecimento: 20/11/2010

Sexo: Feminino Feminino
 

Os corpos de duas adolescentes de 13 e 16 anos foram encontrados, pela polícia, decapitados na madrugada deste sábado (20), em Salvador (BA)

Segundo a polícia, Gabriela Alves Nunes, de 13 anos e Janaína Brito Conceição, de 16 anos estavam desaparecidas há alguns dias. O delegado titular da 4ª Delegacia da Polícia Civil de Salvador, Omar Andrade, afirmou que os corpos das adolescentes foram encontrados numa rua do bairro San Martin e que próximo ao local um carro foi abandonado com portas abertas e porta-malas sujo de sangue. “Os corpos foram deixados lá, mas as adolescentes não foram trucidadas no local”, afirma o delegado.

Segundo ele, a família recebeu uma ligação com pedido de resgate. Algumas pessoas foram ouvidas. “É muito cedo para dizer alguma coisa, mas estamos investigando o caso”, diz.

O padrinho de Janaína, Ricardo Menezes, disse que as adolescentes eram vizinhas e amigas e fugiram de casa na quinta-feira (18). Um bilhete foi deixado por elas afirmando que estavam bem e que não era para as famílias se preocuparem. “A mãe de Janaína ligou para o celular dela, mas não atendeu, até ela que retornou a ligação dizendo que estava bem e que não queria que ninguém fosse atrás dela”, disse.

Ezardival Bassalo, pai da jovem, contou que na sexta-feira (19), prestou queixa de fuga na Delegacia de Repressão a Crimes contra a Criança e ao Adolescente (Derca) acompanhado de Ricardo. Neste dia, o padrinho disse que conseguiu um último contato com a afilhada.

“Uma pessoa teve que se passar por uma amiga dela para eu conseguir falar. Ela não quis dizer onde estava. Só falou que os pais pegavam no pé dela, que ela queria sair para curtir e não queria voltar para casa. Vi que estava irredutível e pedi que ligasse caso precisasse”, fala.

O pai de Janaína, que é policial militar, conta que no mesmo dia, recebeu ligações com pedido de resgate “Disseram que sabiam que eu era policial e por isso queriam duas armas e R$ 50 mil como resgate”. Ele conta que conseguiu rastrear o endereço de onde pertencia o celular e afirmou que o local era o mesmo onde as adolescentes foram encontradas mortas. Ele afirma que sempre preferiu que a filha não saísse sozinha com as amigas, por isso ele ou a esposa sempre a acompanhava.

Gabriela Alves Nunes, morava com os avós. Cosme Raimundo Paranhos, avô da adolescente, disse que soube que as meninas haviam fugido quando chegou do trabalho na quinta-feira (18). No outro dia, também receberam a ligação com o mesmo pedido de resgate Gabriela falou com a avó. “Ela disse que tinham cortado a testa dela e ameaçaram decepar o pescoço”, conta Cosme.

Ele afirma que a neta sempre utilizava internet e acha que ela conheceu pessoas erradas nos sites de relacionamentos, apesar de sempre orientá-la. A esposa dele está em estado de choque. “Ela está em estado de choque. Foi uma brutalidade. Por que essa violência?”, pergunta o avô abalado. Elas foram enterradas na tarde de sábado.

Os dois irmãos suspeitos de decapitar duas adolescentes em novembro foram apresentados nesta segunda-feira na Delegacia de Furtos e Roubos em Salvador. A polícia prendeu Jarbas Cristiano Chaves de Souza, 24 anos, e Wisley Chaves de Souza, 20, na última sexta-feira em Vera Cruz (BA). Cristiano disse que elas participavam de uma emboscada por um grupo rival de traficantes.

Os policiais encontraram Gabriela Alves Nunes, 13 anos, e Janaína Cristina Brito Conceição, 16 anos, decapitadas em uma avenida de Salvador no dia 19 de novembro. Ambas haviam saído de suas casas e deixaram bilhetes que diziam aos pais para não se preocuparem.

Em depoimento, Jarbas Cristiano afirmou que assistiu às primeiras agressões às garotas, socos e pontapés, mas que não participou do crime. Segundo ele, os outros suspeitos, Alex dos Santos Silva, o Lequinho, 21 anos; Risovaldo Hora Costa, o Riso, 20 anos; um homem conhecido como Branco, todos foragidos; e Adriano Silva Nunes, 22 anos, já preso, assassinaram as garotas como forma de castigo.

De acordo com Cristiano, os suspeitos teriam sido atraídos para uma emboscada pelas garotas, que teriam sido orientadas por traficantes de um bando rival ao dos acusados. Elas teriam dito que na localidade de Manguinho, no Engenho Velho de Brotas, área popular da Salvador, havia um esconderijo de armas e drogas. No entanto, informados por conhecidos da região que seria uma armadilha, eles teriam resolvido assassinar as adolescentes. Ainda segundo Cristiano, as duas teriam relações amorosas com Lequinho e Riso.

Para o delegado titular da Delegacia de Furtos e Roubos, Cláudio Oliveira, Cristiano é suspeito de dirigir o carro que transportou os corpos para a avenida San Martin, mas o suspeito nega a acusação. Wisley, que teve passagens pela delegacia por assaltos e saidinhas bancárias, pode não ter tido participação no crime.

 Os três acusados de matar e decapitar as adolescentes Janaína Brito Conceição, de 16 anos, e Gabriela Alves Nunes, de 13, tiveram a prisão decretada pela Justiça nesta terça-feira (23/11/2010).

Segundo a polícia, os acusados identificados como Alex dos Santos Silva, o Lequinho, Rizovaldo Hora Costa e Adriano Silva Nunes integram uma quadrilha de traficantes que atua na localidade de Rocinha Divinéia, no IAPI. 
 
A polícia ainda investiga a participação de uma mulher que seria responsável por aliciar jovens para o tráfico de drogas. Ela foi citada nos depoimentos à polícia e também por telefonemas do disk-denúncia.
 
Ao todo, oito pessoas prestaram depoimento neste terça sobre o caso, entre eles a avó de Adriano. O pai de Lequinho, o traficante Valfredo Miranda e Silva, 46 anos, preso após ser descoberto um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas e assalto também prestou depoimento sobre o caso. 
 
Apesar da polícia não considerar que Valfredo tenha envolvimento com o crime, ele foi levado para 4ª Delegacia, em São Caetano, e em seguida conduzido para a Penitenciária Lemos Brito. Ele deve ficar preso por seis anos.


Não será publicado.




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